terça-feira, 31 de março de 2020

Deus, consciência e hábito.

Em um conteúdo de extraordinária beleza, acentuou Jesus, em sua infinita sabedoria:-
" O Reino dos Céus está dentro de vós. "
O uso da razão proporciona o discernimento, que permite a eleição dos hábitos saudáveis favoráveis à felicidade, que impulsionam a evolução.
A função da mente é pensar e, o hábito de pensar amplia as possibilidades de discernir.
A mente é capaz de reconhecer pela razão os próprios erros nos quais se apoia e corrigi-los.
A preguiça de pensar é a responsável pela limitação do discernimento e da razão, que adaptando-se às análises estreitas e superficiais da vida e das suas manifestações, o ser permanece em estágio inferior, desperdiçando o tempo e a oportunidade.
O empenho de manter:- a atenção; que observa - a concentração; que fixa - e a meditação; que completa o equilíbrio psicofísico - torna-se a ponte de união entre a consciência superficial e o Eu profundo, unificando, desse modo, a ação dos dois hemisférios cerebrais que se harmonizarão e se desenvolverão em equilíbrio.
A repetição dos atos gera hábitos e estes se tornam memórias.
Se eleges hábitos mentais de discernimento para o correto, agiras com segurança, e essas memórias funcionarão automaticamente, amadurecendo-te intelectiva e afetivamente, com esse comportamento oferecendo-te consciência e identificação de ti mesmo.
Muito claro, na questão 779, do Livro  dos Espíritos, pelos Instrutores da Humanidade:- " O Homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente. Mas, nem todos progridem simultaneamente e do mesmo modo. Da-se então que os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social."
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.
Redação do Jornal Mundo Maior.

terça-feira, 24 de março de 2020

A benção da saúde.

A saúde resulta de vários fatores que se conjugam em prol da harmonia psicofísica da criatura humana.

Procedente do Espírito, a energia elabora as células e sustenta-as no ministério da vida física, assim atendendo à finalidade a que se destinam.

Nesse capítulo, as estruturas profundas do ser, abaladas pelas descargas mentais perniciosas, que se desorganizam, permitem aos invasores microbianos vencerem a batalha e, instalando-se, dão origem e curso às enfermidades.

Diante das inumeráveis doenças que angustiam o ser humano, a manutenção do equilíbrio psíquico e emocional é de fundamental importância para a sustentação da saúde.

Assim sendo, visualiza-te sempre saudável e cultiva os pensamentos otimistas, alicerçado no amor, na ação dignificante, na esperança, libertando-te do entulho mental, que pode te constituir fonte de intoxicação e estímulo às vidas microbianas perturbadoras, conservando-te em paz íntima.

Pensa na saúde e deseje-a ardentemente, com nobre intenção, planeja-te saudável e útil, antevendo-te no convívio familiar e social como instrumento valioso para a comunidade.

Vincula-te à Fonte Generosa da Vida, da qual provem todas as forças e recolhe os recursos necessários ao reequilíbrio, reabastecendo o departamento mental com pensamentos de paz, compaixão, solidariedade, de perdão e de ternura, envolvendo-te, emocionalmente, de forma a te sentires integrado, consciente e feliz.

Se enfermo, agradece à Deus e amplia os horizontes mentais no amor, para te recuperares, seguindo adiante em paz e confiança, se saudável, aproveita o ensejo para assim te preservares, produzindo sempre, mais e melhor.

Redação do Jornal Mundo Maior, estudando o Livro:-
Momentos de Saúde e de Consciência.
Joanna de Ângelis / Divaldo Franco.

terça-feira, 17 de março de 2020

Viver.

Por vezes, não nos lembramos de como é bom viver. Talvez porque nos esqueçamos de usufruir a vida em totalidade.

Quase sempre, a ansiedade é nossa companheira. E é ela que nos impede de viver em plenitude.

Quando nos deixamos envolver pela ansiedade, estamos em um lugar fisicamente, mas a mente se encontra em outro ou, então, horas à frente.

É bastante comum nos encontrarmos em uma festa e cogitarmos do cansaço que sentiremos no dia seguinte, do inconveniente de termos que levantar cedo, de retomar a rotina.

Descambamos para queixumes e lamentações. Esquecemos de viver aquele momento de alegria, de encontro com os amigos, de risos, de descontração.

Consequentemente, a festa não nos beneficiará, ao contrário, será sinônimo de cansaço e indisposição.

E que dizer quando reclamamos das crianças em casa? Reclamamos do barulho, da correria. Enfim, elas requerem tanta atenção, tantos quefazeres.

E deixamos de usufruir dessa extraordinária possibilidade de observá-las, de rir com elas, rir do que fazem e como fazem.

Permitimo-nos perder a chance de ter algumas horas de puro prazer, correndo, rindo, rolando na grama, chutando bola. E também abraçando, estreitando forte, beijando.

Já nos demos conta de quão maravilhoso é o colar de dois braços miudinhos nos envolvendo o pescoço? Nenhuma joia, por mais valiosa, supera essa preciosidade.

Porque abraço de criança é tudo de bom: é espontâneo, é forte, é macio.

E, no final do passeio, ou na hora de dormir, como é doce sentir aquele calor do corpo de uma criança em nossos braços, perceber-lhe o ritmo da respiração, sentir o pulsar do seu coração junto ao nosso.

Isso se chama viver. Isso se chama sorver a vida em abundância.

Viver é, também, permitir-se despentear pelo vento, com suas mãos rebeldes e despreocupadas.

É sentir o sol percorrendo-nos o corpo e estendendo cores por toda a natureza, beijando a superfície das águas, fazendo-as brilhar como líquidos cristais.

Viver é sentar-se à mesa com a família, com os amigos e comer devagar, buscando identificar o sabor de cada alimento. E se deixar ficar ali, conversando, falando dos tantos nada que fazem a felicidade de cada dia.

É dar um passeio de mãos dadas, deixando a brisa sussurrar segredos entre ambos. Recados ouvidos de Deus, segredos somente conhecidos por quem ama.

Viver é deter-se para assistir a um pôr do sol, observando as pinceladas divinas que se sucedem, em promessa de um dia esplendoroso, após a noite de veludo e estrelas que se aproxima.

Viver é ter a certeza de que, após os dias de invernia, chuva e frio, suceder-se-ão as horas floridas da primavera risonha.

E que, após os dias de intenso calor, a natureza começará a se despir de folhas e flores, preparando-se para se engalanar de geada, brumas e garoa.

Viver cada minuto, cada emoção, sem ansiedade, como único e inigualável.

Assim, a vida se torna maravilhosa. Cada dia, uma experiência inédita porque, sendo Criação Divina, não existem reprises nas horas, nem nos minutos.

Pensemos nisso e, enquanto ainda nos encontramos no panorama terrestre, bebamos do cálice da vida, gota a gota, deliciando-nos com o seu sabor.

E se horas amargas se apresentarem, recordemos que como as estações, também os quadros de dores e dificuldades se sucedem, substituídos por outros de alegrias, risos e cores.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 10 de março de 2020

Amor descartável.

Quando chegam as festas de final de ano, multiplicam-se os planos para comemorações.

São dias acelerados, atropelados pelas tantas ações a serem empreendidas.

É comum, se observar, nesse período, um acréscimo do abandono de animais domésticos. São os considerados de estimação, mas que parecem ser de nenhuma estima.

Dezembro e janeiro se constituem em período de muitas viagens. Por isso, reacende a preocupação de autoridades e de defensores dos animais para essa estratégia utilizada por alguns.

O abandono se enquadra no crime de maus-tratos, segundo a Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente.

Para identificar os promotores de tal maldade, câmeras de seguranças de casas e estabelecimentos comerciais têm sido utilizadas.

No entanto, o que precisamos é nos indagar como podemos ter um animal em nossa casa, oferecer-lhe comida, abrigo, carinho durante dez meses e simplesmente descartá-lo.

É o cão que nos aguarda no portão nos oferecendo afagos e latidos.

É o mesmo animal que dorme, muitas vezes, na nossa cama ou dos nossos filhos.

Que mensagem estamos ensinando aos nossos pequenos? De que afeição é descartável? De que afeto não tem importância alguma? É simplesmente algo passageiro, para dias em que não temos algo mais importante a fazer?

Pensamos, acaso, o que acontecerá com o animal? Acostumado ao lar, a tudo receber em horas certas, de forma adequada, onde arranjará comida? Abrigo?

Alguns nem sabem andar em meio ao trânsito e acabam sendo atropelados.

Em nosso país, foi criado o Dezembro Verde, uma campanha que objetiva coibir esse mau procedimento.

E se descartamos animais domésticos, algo mais surpreendente ainda ocorre em alguns lares. O descarte temporário dos idosos.

Não é alarmante que queiramos afastar do lar, das nossas comemorações, o idoso que vive conosco?

Não imaginamos que ele apreciaria gozar das luzes do Natal, das alegrias da ceia em família, da troca dos presentes?

Por que retirá-lo das nossas presenças exatamente em momentos tão significativos?

Se sua fragilidade física ou comprometimento de saúde o exigem, perfeitamente aceitável.

Contudo, importante ponderarmos as razões que nos movem. Lembramos que a História registra as grandes atrocidades que foram realizadas quando a palavra descarte foi utilizada na Humanidade.

Os genocídios nos demonstram que quando a vida humana passa a ser desconsiderada, tudo pode ocorrer.

Começa-se por acreditar na inutilidade de uma pessoa, na sua incapacidade de se autogerir, em sua deficiência física ou mental.

Qualquer item é suficiente para se estabelecer o descarte.

Com certeza não desejamos reprises dessas situações trágicas que, em pleno Século XX, tiveram lugar na Europa e na Ásia.

A vida nos merece respeito. E se iniciamos por sermos cruéis com os animais, não valorizando o que nos oferecem, logo mais estaremos mirando as pessoas.

Pensemos a respeito. Exercitemos o amor.

Amor aos animais. Amor aos seres humanos. Amor à vida.

Redação do Momento Espirita.

terça-feira, 3 de março de 2020

Vamos falar de coisas boas???

De um modo geral, dizemos que o mundo está ruim, que a violência impera em todo lugar, que não se pode andar pelas ruas sem medo.

Também comentamos que as mídias veiculam mais notícias ruins do que boas. E, por isso, acreditamos que o mundo está pior, que existe maldade demais.

Que existem coisas ruins, fatos tristes, não há dúvida. Que existem pessoas que agridem, que furtam, é verdade.

Mas, o que não estamos nos dando conta é de que o número de pessoas boas é muito maior. Por isso, vamos falar de coisas boas?

Vamos falar daquela menina que visitou um dia, um lar de crianças com paralisia cerebral. Ela observou que faltavam cadeiras de rodas, que não havia para todas.

Dias depois, recebeu em sua casa um envelope de agradecimento. Eram quatorze bonequinhos de papel de mãos dadas.

Ela entendeu. Estava de mãos dadas com aquelas crianças. E resolveu provocar sorrisos naqueles rostinhos.

Então, soube que lacres de latinhas de refrigerantes podiam ser reciclados e trocados por cadeiras de rodas.

Com certeza, não seria uma tarefa fácil, considerando que ela precisaria juntar trezentos e cinquenta e dois mil lacres, ou seja, cem quilos de alumínio para conseguir uma cadeira de rodas.

Porém, quem tem luz no coração, não tem limites. Ela fez cartazes, espalhou na escola, escreveu bilhetes para amigos.

Em quatro meses, conseguiu uma cadeira de rodas. A alegria que sentiu pelo que fizera fez com que não parasse a campanha.

A sua mensagem se espalhou. Lacres continuaram a vir de todos os cantos. Empresas aderiram e ela chegou a doar quatrocentas e trinta cadeiras de rodas, pelo Brasil afora.

Em 2014, Júlia Macedo, a menina que desejou espalhar sorrisos, venceu o Prêmio Cidadania, conferido pela Globo Minas, Jornal O Tempo, Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais e Fundação Dom Cabral.

Quantas Júlias haverá pelo nosso Brasil? No mundo? As boas ações costumam ser discretas e até tímidas.

Foi nosso Mestre Jesus quem lecionou: Não saiba a vossa mão esquerda o que dá a vossa direita.

Ou seja, faz-se o bem pelo bem. Simplesmente assim.

No entanto, boas ações devem ser vistas e alardeadas para que outros sigam o exemplo, para que outros se associem no mesmo plano.

Já se soube de pessoas que saíram de estado depressivo depois de aderir a alguma campanha, se dispor a algum trabalho voluntário.

Como aquela senhora que, sozinha, só pensava em morrer. A vida era algo escuro e vazio.

Até descobrir uma vizinha que inaugurou, em sua casa, uma usina de costura de enxovais para bebês. Ela foi, porque alguém insistiu. Entusiasmou-se com o que viu. Nunca mais parou de colaborar.

E cada vez que nasce um bebê, ela alegra seu coração porque sabe que uma das peças de roupa oferecida foi ela mesma quem confeccionou.

Preencheu o vazio da sua vida. Encontrou uma razão para viver. Afugentou a depressão.

Tudo isso porque fazer o bem faz bem.

Então, continuemos a descobrir e a falar de coisas boas. São muitas. Vamos descobri-las?

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Carnaval.


O Brasil é um país de inúmeras festas.

É assombroso o número de feriados no calendário anual.

Mas, se somarmos os dias que são emendados, teremos ao longo do ano, mais de quinze dias parados. Segundo especialistas do assunto, os prejuízos são enormes para o país.

Agora, nesta época, temos o feriado de carnaval.

Em alguns lugares perde-se mais de uma semana de trabalho.

É o festejo da alegria num país de quase quarenta milhões de miseráveis.

Desde o início de janeiro a mídia vem explorando as folias de Momo, como se fosse o acontecimento mais importante do ano.

Fala-se em alegria, festa, colocar para fora as angústias contidas durante o ano passado. Infelizmente, os caminhos propostos nada têm a ver com alegria ou alívio de tensões.

Ligamos a televisão e ouvimos a batida repetitiva das escolas de samba, cujo valor folclórico e cultural foi lentamente sendo perdido. Há muita gente que busca fazer do carnaval um momento de esperança, oportunizando empregos, abrigando menores e isso é muito valioso.

Entretanto, o grande saldo da festa se resume em duas palavras: ilusão e sensualidade.

Referimo-nos à ilusão dos entorpecentes, dos alcoólicos.

A ilusão de grandeza, que falsamente produz um imenso contraste entre a beleza da avenida e a sub vida dos barracos.

Falamos da sensualidade que se torna material de venda, nos corpos desnudos e aparentemente felizes por fora, mas muitas vezes profundamente infelizes por dentro.

As emissoras não cansam de exibir os bailes, os concursos de fantasias, os desfiles, levando-os a todos os que se comprazem em observar a loucura.

Mas, ao longo do caminho, multiplicam-se os doentes de AIDS, os abortamentos, a pobreza e o abandono, a violência.

Com o risco de sermos taxados de moralistas, num tempo em que se perdem as noções de moralidade, não podemos deixar de analisar criticamente esses disparates do mundo brasileiro.

Em nenhum momento nos colocamos contra a alegria. Porém, será justo confundir euforia passageira com alegria real?

Alegria de verdade seria viver num lugar onde não houvesse fome, violência, tráfico de drogas e tráfico de influências.

Não podemos nos colocar contra o alívio de tensões. Entretanto, alívio real seria encontrar um caminho para os graves problemas que o país atravessa.

O carnaval é bem típico da alienação espiritual que a sociedade se permite. De um lado, as falsas aquisições sociais de alguns, negadas pela agressividade de muitos; de outro, a falsa felicidade de quatro dias de folia, e trezentos e sessenta e um dias de novas e renovadas angústias.

Vale a pena?

Nessas horas, pessoas embriagadas, perdidas, usam um segundo de falso prazer, em troca de um enorme tempo de arrependimentos. Por quê?  - Perguntamos.

As pessoas pulam, vibram, e nem ao menos sabem o motivo da festa. Vão porque as outras pessoas também vão.

Enquanto a sociedade agir dessa forma, sem personalidade digna, dando valores justamente aos desvalores, as pessoas continuarão sofrendo as consequências de seus próprios atos.

Vamos fazer desses dias de feriado, dias de alegria verdadeira, em paz conosco mesmos.

Vamos meditar, ler, pensar. Vamos conviver com nossa família e amigos, trocar ideias salutares.

Vamos orar também por aqueles que ainda não tiveram consciência de fazer o bem conforme o Cristo nos recomendou, e padecem nesses instantes de euforia descontrolada.
Redação do Momento Espirita.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Caixinha de beijos.

Certo dia, um homem chegou em casa e ficou muito irritado com sua filha de três anos. Ela havia apanhado um rolo de papel de presente dourado e literalmente desperdiçado fazendo um embrulho.

Porque o dinheiro andasse curto e o papel fosse muito caro, ele não poupou recriminações para a garotinha, que ficou triste e chorou.

Naquela mesma noite, o pai descobriu num canto da sala, no local onde a família colocara os presentes para serem distribuídos no dia de Natal, um embrulho dourado não muito bem feito.

Na manhã seguinte, logo que despertou, a menininha correu para ele com o embrulho nas mãos, abraçou forte o seu pescoço, encheu seu rosto de beijos e lhe entregou o presente.

Isto é pra você, paizinho! Foi o que ela disse.

Ele se sentiu muito envergonhado com sua furiosa reação do dia anterior. Mas, logo que abriu o embrulho, voltou a explodir. Era uma caixinha vazia.

Gritou para a filha: Você não sabe que quando se dá um presente a alguém, a gente coloca alguma coisa dentro da caixa?

A criança olhou para ele, com os olhos cheios de lágrimas e disse:

Mas, papai, a caixinha não está vazia. Eu soprei muitos beijos dentro dela. Todos para você, papai.

O pai quase morreu de vergonha. Abraçou a menina e suplicou que ela o perdoasse.

Dizem que o homem guardou a caixa dourada ao lado de sua cama por anos. Sempre que se sentia triste, chateado, deprimido, ele tomava da caixa um beijo imaginário e recordava o amor que sua filha havia posto ali.

*   *  *

De uma forma simples, cada um de nós, humanos, temos recebido uma caixinha dourada, cheia de amor incondicional de nossos pais, de nossos filhos, de nossos irmãos e amigos.

Entretanto, nem sempre nos damos conta. Estamos tão preocupados com o ter, com valores do mundo, que as coisas pequenas não são percebidas por nós.

Assim, a esposa não valoriza o ramalhete de flores do campo que o marido lhe enviou, no dia do aniversário. É que ela esperava ganhar uma valiosa joia e não aquela insignificância.

O marido nem agradece o fato da esposa, no dia em que comemoram mais um ano de casados, esperá-lo com um jantar simples, a dois, em casa. Ele estava esperando uma comemoração em grande estilo, ruidosa, cercado de amigos e muitos comes e bebes.

Os pais não dão importância para aquele cartão meio amassado que os pequenos trazem da escola, pintado com as mãos de quem apenas ensaia a arte de dominar as tintas e os pincéis nas mãos pequeninas.

Eles estão mais envolvidos com as contas que a escola está cobrando e acreditam que, pelo tanto que lhes custa a mensalidade escolar, os professores deveriam ter lhes enviado um presente de valor.

É, muitos de nós não encontramos os beijos na caixinha dourada. Só vemos a caixinha vazia.

                                                                  *   *   *

O amor é feito de pequeninas coisas. Não exige fortunas para se manifestar.

Por vezes, é um ato de renúncia, como a daquele homem que no dia de Natal, em plena guerra, conseguiu apenas uma laranja para a ceia dele e da esposa.

Então a descascou, colocou em um prato, criando uma careta com os gomos bem dispostos e entregou para a esposa, com um beijo e um pedaço de papel escrito: Feliz Natal!

E ficou observando-a comer, com vagar, feliz por ver os olhos dela brilharem e ela se deliciar com a fruta tão rara naqueles dias, naquele local.
 Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Adolescência e família.

Incontestavelmente, o lar é o melhor educandário, o mais eficiente, porque as lições aí ministradas são vivas e impressionáveis, carregadas de emoção e força. A família, por isso mesmo, é um conjunto de seres que se unem pela consanguinidade para um empreendimento superior, no qual são investidos valores inestimáveis que se conjugam em prol dos resultados felizes que devem ser conseguidos ao largo dos anos, graças ao relacionamento entre pais e filhos, irmãos e parentes.

Nem sempre, porém, a família é constituída por Espíritos afins, afetivos, compreensivos e fraternos, assim, há famílias-benção, aquelas que reúnem os espíritos que se identificam nos ideais do lar, na compreensão dos deveres, na busca do crescimento moral, beneficiando-se pela harmonia frequente e pela fraternidade habitual, enquanto, famílias-provação são caracterizadas pelos conflitos que se apresentam desde cedo, na aversão entre seus membros, nas disputas alucinadas em conflitos contínuos, nas revoltas sem descanso.

A família, desse modo, é o laboratório moral para as experiências da evolução, enquanto equilibrada, isto é, estruturada com respeito e amor, proporcionando oportunidade de equilíbrio, desde que o amor seja aceito como o grande equacionador dos desafios e das dificuldades, é fundamental para uma sociedade justa e feliz.

Assim, quão nobres as palavras do Cornélio Pires quando nos orienta:- "Faça amigos com teus valores cristãos, a providência faz parentes, a bondade faz irmãos." renascemos, portanto, no lar, na família de que se tem necessidade, nem sempre naquela que se gostaria, antes, a que se merece, a fim de progredir e aparar as imperfeições com o buril da fraternidade que a convivência propicia e dignifica.

O adolescente, em um lar desajustado, naturalmente experimenta as consequências nefastas dos fenômenos de agressividade e luta que ali tem lugar, escondendo as próprias emoções ou dando-lhes largas nos vícios, a fim de sobreviver, carregado de amargura e asfixiados pelo desamor,  produzindo as tristes gerações dos  órfãos de pais vivos e desinteressados, agravando a economia moral da sociedade, que lhe sofre os danos do desequilíbrio crescente.

O lar é o grande formador do caráter do educando, e quando o espírito de dignidade humana se pautar nos homens, que se permitirem amadurecer emocionalmente antes de assumirem os compromissos da paternidade, haverá um mudança radical nas paisagens da família, iniciando-se a época da verdadeira fraternidade.

Redação do Jornal Mundo Maior em estudo do Livro Adolescência e Vida.
Espírito Joanna de Ângelis, Psicografia de Divaldo Franco.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Adolescência e vida.

À medida que a ciência e a tecnologia ampliaram os horizontes do conhecimento, proporcionando comodidades e realizações edificantes que favorecem o desenvolvimento da vida, vem surgindo audaciosos conceitos comportamentais que pretendem dar novo sentido à existência humana, consequentemente derrapando em abusos que conspiram contra o desenvolvimento moral e ético da sociedade.

Nesse sentido, as grandes vítimas da ocorrência são os jovens que, imaturos, se deixam atrair pelos disparates das sensações vigorosas de prazer que os anestesiam ou os excitam à exaustão levando-os ao desequilíbrio e ao desespero.

Quando cansados ou inquietos tentam fugir da situação, quase sempre enveredando pelo abuso do sexo e das drogas, que se associam em descalabro cruel, gerando sofrimentos inqualificáveis.

O único antídoto, porém, ao mal que se agrava e se irradia em contágio pernicioso, é a educação, considerando, porém, a educação no seu sentido global, aquela que vai além dos compêndios escolares, que reúne os valores éticos da família, da sociedade e da religião, fundamentados na moral vivida e ensinada por Jesus, como alerta o Eclesiastes no seu cap.11 vers 9:-

Alegra-te, mancebo, na tua mocidade, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade, e anda pelos caminhos do teu coração, e pela vista dos teus olhos; porém, que por todas estas coisas te trará Deus a juízo.

A advertência saudável ao jovem é um convite ao comportamento moral equilibrado, de forma que a sua mocidade esteja em alegria e pureza, a fim de evitar comprometimentos infelizes.

Torna-se urgente o compromisso de um reestudo por parte dos pais e educadores em relação à conduta moral que deve ser ministrada às gerações novas, a fim de evitar a grande derrocada da cultura e da civilização, que se encontram no bordo mais sombrio da sua história.

O ser humano é essencialmente resultado da educação, modela-lo sempre, tendo em vista um padrão de equilíbrio e de valor elevado, proporcionando-lhe o desenvolvimento dos valores que lhe dormem latentes, que se ampliam possibilitando a conquista da meta a que se destina, que é a perfeição.
Redação Jornal Mundo Maior.
Do Livro:- Adolescência e vida.
Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Novos dias.

Nota-se cada vez mais frequente na mídia um tipo de notícia envolvendo jovens.

Talvez você imagine que estamos falando das incidências criminais, de atividades ilícitas ou de comportamentos estranhos.

Porém, embora muitos de nós tenhamos esse tipo de informação na memória, ou mesmo privilegiemos a leitura e os comentários a esse tipo de divulgação, outro é o nosso enfoque.

Falamos daqueles jovens, adolescentes que, antes dos seus vinte anos, já demonstram a que vieram no mundo.

São idealistas, nobres de caráter que, com as aquisições intelectuais e morais que trazem na alma, cedo começam a usá-las a benefício do mundo.

Assim acontece com Boyan Slat, o jovem holandês que desenvolveu o protótipo de um equipamento para retirar os resíduos plásticos dos oceanos, usando correntes marítimas naturais e os ventos.

O mesmo se dá com o americano Aidan Dwyer, que desenvolveu um método de captação de energia solar vinte por cento mais eficiente, inspirando-se nas folhas das árvores.

Ou ainda com William Kamkwamba, jovem do Malawi, que usando sucatas, construiu um moinho de vento para gerar energia elétrica e auxiliar sua comunidade, que desse benefício não dispunha.

O que dizer então de Jack Andraka, o norte-americano que, depois que um amigo da família morreu de câncer de pâncreas, ele, usando apenas a Internet, descobriu uma forma barata de detectar a doença antes dela se tornar mortal.

São inúmeros os exemplos dessas almas nobres que vêm nascendo ou renascendo na Terra para construir tempos melhores.

                                                                          *   *   *

Se os dias em nossa sociedade, muitas vezes, parecem difíceis e tormentosos, tenhamos em mente: é apenas passageiro.

Natural que, em períodos de transição, de transformação da sociedade, haja dúvidas e aparentes incoerências.

Existem os que ainda persistem em viver com valores há muito abandonados pela legislação, pelo progresso e pela sociedade, que acreditam na violência, na castração das ideias, na supressão da liberdade de consciência ou de ação, como ferramentas de uso lícito.

Também os que usam da falsidade de caráter, da desonestidade e do seu poder temporal para a corrupção e enriquecimento desonesto.

Todos esses, porém, têm seus dias contados em nosso planeta.

O progresso há de levá-los de roldão, pois que insistem em não acompanhá-lo.

Novos dias surgem no horizonte da nossa Terra. Jovens, como os citados e tantos outros, anônimos pelas ruas do mundo, são os arautos.

Portanto, façamos também a nossa parte, para que a regeneração e reestruturação do mundo sejam aceleradas.

Abandonemos valores tolos e ultrapassados, que persistamos em carregar n’alma.

Inspiremo-nos com as atitudes dessas almas nobres. E, como trabalhadores da última hora, conforme ilustra Jesus em Sua parábola, contribuamos beneficamente para a Vinha do Senhor.

Dessa forma, o Reino do Bem, conforme prometido por Jesus, haverá de se instalar nas paragens terrenas, a breve tempo.

Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Presença de Deus.

É como mergulhar em um mar de águas geladas. Por toda parte o frio, o abandono. Ninguém à vista, nada de sorrisos calorosos, mãos amigas, solidariedade.

É assim quando o mundo nos vira as costas, os amigos fogem, e nada parece dar certo.

Nesses momentos temos vontade de perguntar: Onde estão as pessoas gentis, os bons sentimentos? Onde se escondeu o amor, que todos louvamos?

Nos recônditos da alma então cresce um sentimento infeliz: o de que não somos dignos de ser amados. E queremos tanto ser amados!

Queremos alegrias, carícias, gentilezas e sorrisos. Se isso nos falta, resta uma sombra cinzenta, um coração partido.

E é assim que da garganta parte um pedido de socorro, um grito que corta os céus e chega a Deus. E que diz, entre soluços: Meu pai, será que podes me ouvir? Estás aí? Deixa-me sentir tua mão por um só instante.

E se a alma está atenta, o coração aberto, a luz abre caminho entre as sombras. É como o sol surgindo após a chuva, seus raios dissipando nuvens pesadas, seu calor se espalhando pela Terra.

É a presença de Deus. Sua voz soa nos nossos ouvidos, sussurrando: Sim, meu filho, estou aqui. Confia, espera, supera, aguarda. Estou aqui.

Somente essa Voz Divina tem o poder de restaurar nossa alma, de tornar cálida a água gelada que nos cerca.

Deus é alegria. Estar unido a Ele é alcançar o permanente contentamento, Sua Voz ecoando no coração, consolando, explicando. É como música feliz que leva para longe as mágoas, restaura a paz e devolve o sorriso.

Por isso, nas horas árduas, quando a solidão se instalar e as lágrimas chegarem, apenas silencie a voz na garganta.

Deixe apenas a alma falar. E em vez de queixas, permita que a voz secreta busque Aquele que criou todas as coisas. Dirija ao Pai Divino uma oração de reconhecimento e amor.  Algo mais ou menos assim:

Na caminhada dos dias, nos caminhos do mundo, na humildade de minha alma, eis-me aqui, Meu Amigo, Meu Amado.

Faz da minha vida o que for melhor para mim. Mesmo que meus pés sangrem, mesmo que meus lábios só emitam gemidos, confio em Ti.

Ouvir Tua Voz na natureza é como recordar uma canção de infância. Violões em notas claras traduzindo brisas e risadas de criança. À Tua sombra existe serenidade e paz. A paz que sempre busquei.

És minha água, meu sol, o ar mais puro. Por isso meu único pedido é que me deixes apenas Te amar.

                                                               *   *   *

Deus está em toda parte, e, obviamente, em ti e contigo também.

Procura encontrá-lO, não somente nas ocorrências ditosas, senão em todos os fatos e lugares.

Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros também O encontrem.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

A voz que me dirige os passos.

Ainda bem que no mundo existem os poetas...

São eles e seus versos encantados que nos ensinam enxergar um fato comum, por vezes banal em aparência, de uma forma nunca antes imaginada por nós.

São eles, principalmente os poetas do bem que, ao tratarem de questões graves da vida, nos ensinam a ter esperança.

Assim, deleitemos-nos com Gonçalves Dias - eminente poeta brasileiro - e sua bela visão sobre Deus e as dores do mundo:

Por que então maldiremos este mundo
       e a vida que vivemos,
       se nos tornamos do Senhor mais dignos,
       quando mais dor sofremos?

Quantos cabelos temos, Ele o sabe;
       Ele pode contar
       as folhas que há no bosque, os grãos d´areia
       que sustentam o mar.

Como pois não será Ele conosco
       no dia da aflição?
       Como não há de computar as dores
       do nosso coração?

Como há de ver-nos, sem piedade, o rosto
       coberto d´amargura;
       Ele, Senhor e Pai, conforto e guia
       da humana criatura?

Se o vento sopra, se se move a Terra,
       se iroso o mar flutua;
       se o sol rutila, se as estrelas brilham,
       se gira a branca lua;

Deus o quis, Deus que mede a intensidade
       da dor e da alegria,
       que cada ser comporta – num momento
      d´arroubo ou d´agonia!

Embora pois a nossa vida corra
       alheia da ventura!
       Além da Terra há céus, e Deus protege
       a toda criatura!

Viajor perdido na floresta à noite,
       assim vago na vida;
       mas sinto a Voz que me dirige os passos
       e a Luz que me convida.

                                                                          * * *

O maior poeta que já esteve na face do orbe terrestre – inspirador de outros tantos poetas do bem que O seguiriam neste planeta – certa feita proclamou:

Bem-aventurados os que choram, pois que serão consolados.

Ora, quem há de oferecer consolo a tantas lágrimas que são vertidas a cada segundo na Terra?

De onde vem tal consolo, senão do Criador, de Suas Leis perfeitas e de Seu Amor maior por Suas criaturas?

É a Voz que nos dirige os passos... Sempre presente.

 Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Sobre provas e expiações.

SOBRE  " PROVAS " E "EXPIAÇÕES".
CADA SER VIVE COM A CONSCIÊNCIA QUE  ESTRUTURA.

Considerando-se a vida sob o ponto de vista causal, quer dizer, das suas origens eternas, as "PROVAS", são testes, testemunhos que recompõem os tecidos dilacerados da alma. Aprendizagem que propõe esforço para ser assimilada, porque toda ascensão exige a contribuição da persistência, da força e do valor moral, porque os compromissos negativos  ressurgem no esquema da reencarnação como provações lenificadoras, que o amor suaviza e o trabalho edificante consola.

As "EXPIAÇÕES", todavia, são imposições, irrecusáveis, por constituírem a medicação eficaz, a cirurgia corretiva para o mal que se agravou.

Na área humana, o delinquente primário tem crédito que lhe suaviza a pena e, mesmo ante culpas pesadas, alcança certa liberdade de movimentos, sem a ter totalmente cerceada. No entanto, aquele que não se corrige é condenado à multas, conduzido ao regime carcerário, ou diante de leis mais bárbaras, à morte infamante.

Sob o manto Divino, o infrator espiritual é conduzido a "PROVAÇÕES" e em última hipótese às " EXPIAÇÕES," rigorosas, porque o Amor de Deus vigora em todas as suas leis, mais justas do que as dos homens, seja qual for o crime, elas objetivam reeducar e conquistar o rebelde, não o  extinguindo, jamais intenta vingar-se do alucinado, porque todos são passíveis de reabilitação.

CADA SER VIVE COM A CONSCIÊNCIA QUE  ESTRUTURA, de acordo com os seus códigos, impressos em profundidade na consciência, recolhe os reveses com experiências reparadoras, propiciadoras de libertação.

O encarceramento em paralisias, doenças trazidas desde o berço, sem possibilidade de reequilíbrio, certos tipos de loucura, de cânceres, enfermidades degenerativas, podem se transformar em recurso expiatório para o infrator reincidente que, no educandário das PROVAÇÕES, mais agravou a própria situação, derrapando para os abismos da rebeldia e da alucinação propositadas, entre esses, suicidas premeditados, homicidas frios, adúlteros contumazes, exploradores de vidas, vendedores de prazeres viciosos, como drogas alucinógenas, sexo, álcool, jogos de azar, a chantagem e muitos artigos da crueldade humana catalogados nos Estatutos Divinos.

A consciência não perdoa, no que concerne a deixar no esquecimento, adormecido o crime perpetrado, as origens do sofrimento estão sempre, portanto, naquele que o padece, nos painéis profundos da sua consciência e o seu perdão só de expressa mediante a reabilitação do infrator.
Pense nisso.
Redação do Jornal Mundo Maior.

Doe Sangue

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