terça-feira, 18 de setembro de 2018

Seja feliz.

Eis uma ordem preciosa: seja feliz!
Quantas vezes dizemos isso uns aos outros, desejando, intensamente, que se torne realidade?

Em verdade, cada um de nós deveria ter como meta, em sua vida, ser feliz.

Quase sempre, criamos infelicidade para nós mesmos, através de nossas atitudes.

E, no entanto, nunca se falou tanto, como na atualidade, em ser feliz, em conquistar valores positivos. Parece ser a tônica do momento.

Parece que as pessoas estão descobrindo o propósito da Divindade para conosco.

O mundo não é um local onde nascemos para sofrer, embora o sofrimento possa fazer parte de nossas vidas.

Não é um local onde viemos somente para nos esfalfarmos em conquistas materiais, mesmo que necessitemos trabalhar para nos sustentarmos, para adquirirmos certo conforto.

O importante é se ter a certeza que podemos melhorar muito nossa qualidade de vida, se desejarmos.

Vejamos algumas dicas.

Não se preocupe em demasia. Quem se estressa o tempo todo, pode desencadear problemas cardíacos. E não consegue ver o lado bom das coisas.

Concentre-se e termine. Isto é, faça uma coisa de cada vez. Termine uma tarefa e depois passe para a seguinte.

Não queira fazer muitas coisas ao mesmo tempo.

O Mestre de Nazaré, há mais de dois milênios, prescreveu que a cada dia bastam as suas próprias preocupações.

Mande a raiva embora. Ela faz as artérias se contraírem, a taxa de batimentos cardíacos disparar e deixa o sangue mais grosso e fácil de coagular.

Quando tiver que enfrentar alguma situação exasperante, conte até dez. Isso faz o cérebro passar da emoção para o pensamento racional.

Respire fundo. Pense e não reaja.

A Sabedoria Nazarena prescrevia que perdoássemos aos nossos inimigos.

Cuide do lado espiritual. Você pode participar de determinada religião, exercitar a sua fé. Ou pode meditar, passar algum tempo sozinho, prestar serviços a uma boa causa.

Lecionava Jesus: Amai o vosso próximo como a vós mesmos.

Controle as imagens do cérebro. Não exagere nas observações e não alimente ideias negativas.

Não alimente a sua carga emocional com pensamentos como: Esse emprego vai me matar.

Sorria. Ria. Ouça música alegre. Isso relaxa os vasos sanguíneos e aumenta o fluxo do sangue. Seu corpo se sentirá melhor.

Recomendava o Nazareno: Alegrai-vos...

Alimente a sua mente com coisas positivas. Escolha leituras que lhe façam bem, que o motivem à serenidade, a reflexões altruístas.

Sábio foi o Mestre Jesus nos conclamando a que tivéssemos vida e vida em abundância. Isto quer dizer, qualidade de vida, que contempla o espiritual, o emocional, o físico.

Pensemos nisso e alteremos nossa forma de nos conduzir nesta Terra. Em pouco tempo, sentir-nos-emos mais leves, felizes, tudo olhando com as lentes positivas de quem está disposto a contribuir para a paz do mundo que, sempre, começa na nossa própria intimidade.

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Adivinha quanto eu te amo.

Era hora de ir para a cama, e o coelhinho se agarrou firme nas longas orelhas do coelho pai.

Depois de ter certeza de que o papai coelho estava ouvindo, o coelhinho disse: Adivinha o quanto eu te amo!

Ah, acho que isso eu não consigo adivinhar. – Respondeu o coelho pai.

Tudo isto. – Disse o coelhinho, esticando os braços o mais que podia.

Só que o coelho pai tinha os braços mais compridos, e disse: E eu te amo tudo isto!

Hum, isso é um bocado. - Pensou o coelhinho.

Eu te amo toda a minha altura. – Disse o coelhinho.

E eu te amo toda a minha altura. – Disse o coelho pai.

Puxa, isso é bem alto, pensou o coelhinho. Eu queria ter braços compridos assim.

Então o coelhinho teve uma boa ideia. Ele se virou de ponta-cabeça apoiando as patinhas na árvore, e gritou: Eu te amo até as pontas dos dedos dos meus pés, papai!

E eu te amo até as pontas dos dedos dos teus pés. – Disse o coelho pai balançando o filho no ar.

Eu te amo toda a altura do meu pulo!, riu o coelhinho, saltando de um lado para outro.

E eu te amo toda a altura do meu pulo. – Riu também o coelho pai. E saltou tão alto, que suas orelhas tocaram os galhos da árvore.

Isso é que é saltar, pensou o coelhinho. Bem que eu gostaria de pular assim.

Eu te amo toda a estradinha daqui até o rio. – Gritou o coelhinho.

Eu te amo até depois do rio, até as colinas. – Disse o coelho pai.

É uma bela distância, pensou o coelhinho. Mas, àquela altura já estava sonolento demais para continuar pensando.

Então, ele olhou para além das copas das árvores, para a imensa escuridão da noite e concluiu: nada podia ser maior que o céu.

Eu te amo até a lua! – Disse ele, e fechou os olhos.

Puxa, isso é longe. – Falou o papai coelho. – Longe mesmo!

O coelho pai deitou o coelhinho na sua caminha de folhas, inclinou-se e lhe deu um beijo de boa noite.

Depois, deitou-se ao lado do filho e sussurrou sorrindo:  Eu te amo até a lua... ida e volta!

                                                                       *   *   *

E você, já disputou alguma vez com seu filho quem gosta mais um do outro?

Geralmente as disputas são em torno de questões como quem joga futebol melhor, quem corre mais, quem vence mais etapas no vídeo game, quem coleciona mais troféus etc.

A vida atarefada, o corre-corre, os inúmeros compromissos, por vezes nos afastam das coisas simples, como sentar na cama ao lado do filho e lhe contar uma história, enquanto o sono não vem.

Acariciar-lhe os cabelos, segurar suas mãozinhas pequenas, fazer-lhe companhia para que se sinta seguro.

Deitar-se, sem pressa, ao seu lado quando ele vai para a cama, falar-lhe das coisas boas, ouvir com ele uma melodia suave, para espantar os medos que tantas vezes ele não confessa.

Falar-lhe do afeto que sentimos por ele, do quanto ele é importante em nossa vida. Dizer-lhe que um anjo bom vela seu sono e que Deus cuida de todos nós.

E se você pensa que isso não é importante, talvez tenha esquecido das muitas vezes que arranjou uma boa desculpa para se aconchegar ao lado do pai ou da mãe, nas noites de temporal...

                                                                        *   *   *

Se, às vezes, é difícil se aproximar de um filho rebelde, considere que a sua rebeldia pode ser, simplesmente, um apelo desajeitado de alguém que precisa apenas de um colo seguro e um abraço de ternura.

Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

BRASIL dos meus sonhos.

Brasil, minha terra, como te desejo grande, no concerto das nações.

Como te desejo, pátria amada, ver-te alçada entre as demais, levantando bem alto o estandarte da Ordem e do Progresso. Em síntese, da paz.

Da paz verdadeira, que fala de justiça social, de fraternidade, de um povo amigo.

Como te desejo grande, Brasil amado, vivendo sob um céu de estrelas, astros que ostentas em tua própria bandeira.

Brasil da minha vida.

És tão pródigo em belezas naturais. Tão rico o teu solo que alguém já o definiu como aquele em que se plantando, tudo dá.

A beleza sem par das tuas matas, povoadas por tantas espécies exóticas da fauna, da flora. Tantas que nós, teus filhos, nem as conhecemos todas.

Se nos encantamos com as riquezas naturais da Amazônia, também o fazemos com a diversidade do pantanal. E a imensidão dos pampas no sul, ao lado dos cálices das araucárias imponentes.

Emocionam-me as cascatas, tecendo melodias; os riachos murmurando os segredos das florestas; os rios correndo, ligeiros, rumo ao grande mar.

Estudando tua História, as vitórias conquistadas, o progresso alcançado, sei que triunfarás.

Desejaria que teus filhos todos te amassem e somente pensassem em te fazer crescer. Crescer nas questões morais, no intelecto, na cultura.

Lamento os que não te honram o solo, no trabalho honesto. Tão bom seria se todos utilizassem a bandeira da honra e do dever, tendo o Divino Pai na mente, o Cristo como seu modelo e guia e a caridade como seu propósito.

O tempo haverá de te fazer justiça, quando teus filhos se decidirem para seus altos deveres, se resolverem pelo esforço, pelo trabalho, pela educação.

Nesta hora de desconforto moral, oro por ti, que me viu nascer mais de uma vez, que acalentou meus sonhos, que me viu crescer.

Sei que choras, Brasil, a exaustão de um povo. Tão cansado quanto descrente de que haverá um retorno às fontes do bem.

Estertoras, meu país, ante tanta leviandade com que te dilapidam as riquezas e te destroem os valores.

Vejo-te, sofredor, e, no entanto, creio que haverás de te evidenciar no mundo. Não pelo ouro que ainda repousa em tuas entranhas, nem pelo petróleo que te percorre as artérias.

Não, eu te vejo grande ao mostrar ao mundo que um solo amado por seus filhos se revigora e vence os percalços que se apresentam.

Ainda tens muitos problemas a equacionar. Mas, o gigante se levanta, quando se agitam seus filhos e unem suas forças.

E vencerás a timidez dos bons, a corrupção e a violência dos que ainda estacionam na própria pequenez.

                                                                             *   *   *

Eu te desejo imenso, Brasil, muito além das fronteiras físicas, cumprindo tua destinação de Celeiro do mundo, de Pátria do Evangelho.

Hás de vencer e mostrar ao mundo que quem vive sob o símbolo do cruzeiro não perde a fé, nem se acovarda na luta.

Brasil amado!

Recebe o preito de gratidão de quem te traz na alma agradecida.

Oro e vibro para que mostres ao mundo teu coração. Coração que pulsa, que acolhe, que ama.

Coração do Brasil. Coração do mundo.

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 4 de setembro de 2018

Viver melhor.

A vida, na atualidade, sobretudo nos grandes centros habitacionais, está sempre mais apressada.

Parece que o dia deixou de ter vinte e quatro horas ou que os ponteiros dos segundos e dos minutos estão andando bem mais rápido.

Em suma, vivemos aos atropelos, como desejando tirar o atraso por algo que ainda não fizemos ou que temos a fazer.

Também, em função de tantas notícias de assaltos, violência, a intranquilidade tem rondado os nossos passos. E, alguns de nós andamos apressados pelas ruas, a pé ou de carro, como se alguém sempre estivesse nos seguindo.

Em resumo, vivemos intranquilos.

Conta-se que um executivo teve problemas com seu automóvel e precisou se dirigir ao trabalho de trem.

Era a hora do rush. E lhe pareceu que todos os trabalhadores estavam tomando aquela condução, junto com ele.

A desconfiança era a sua nota dominante, rodeado por um mar de gente de todos os tipos.

Chegando à estação central, dirigiu-se à porta para descer. Um homem mal vestido, que o olhava muito, acercou-se do mesmo local. E tropeçou nele.

O executivo logo teve a ideia: É um ladrão. Acaba de me roubar a carteira.

Quando o trem abriu a porta e o homem ia saindo, ele o segurou pelo paletó e gritou: Devolva a minha carteira!

O homem o olhou quase com pavor, libertou-se do paletó e saiu a correr. A porta do trem tornou a se fechar e o executivo começou a procurar a sua carteira.

Não estava em nenhum dos bolsos do paletó que ficara em suas mãos.

Ele foi tomado por uma crise de raiva. Que tolo ele era. É claro que o ladrão colocara a carteira em um dos bolsos da calça.

Quando chegou ao escritório, amargurado, pensou: Meu dia está totalmente perdido. Cedo, já fui roubado. Que mais posso esperar do restante das horas?

Então, a secretária anunciou: Sua esposa está ao telefone!

Era só o que me faltava! – Pensou ele. O que será agora? Mais problemas?

Apanhou o fone e antes de qualquer cumprimento, foi logo perguntando: E daí, qual é a má notícia?

Ela respondeu calma e, ao mesmo tempo surpresa, com o tom de voz do marido. Parecia irritado.

Nenhuma notícia ruim, querido. Não consegui que atendesse o celular e quero lhe avisar que você esqueceu a sua carteira em cima da mesa da sala.

O executivo sentou-se pesadamente na cadeira à frente da sua mesa de trabalho.

Meu Deus! Eu roubei o paletó do pobre homem.

                                                                   *   *   *

Toda vez que agimos com precipitação, estamos sujeitos a cometer enganos e até injustiças.

É assim que, ao interrompermos a fala das pessoas, tentando adivinhar, de imediato, o que elas têm a nos dizer, acabamos com diálogos que poderiam ser interessantes, esclarecedores.

A desconfiança é outro fator que nos conduz a ações incorretas.

Desconfiamos de tudo e de todos. No entanto, se olharmos bem, veremos que há muita gente boa ao nosso redor. Pessoas que nos ajudam quando tropeçamos, que nos avisam de algum problema à frente, que nos perguntam se tudo está bem conosco.

Acionemos a calma, a ponderação. Enchamos nossa mente de pensamentos positivos. Sejamos cautelosos, sim. Mas, não precipitados, nem desconfiados em demasia.

Como diz a canção popular: O mundo é bom.

Estejamos atentos e vivamos mais tranquilos.

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Doação de vida.

Existem algumas atitudes simples que ajudam muito a outras pessoasDoar sangue é uma delas.
Dar algo de si, de seu próprio corpo, esse líquido precioso e fundamental para a vida, sem saber para quem irá, quem receberáque pessoa irá socorrer – isso é parte de ser um doador.
Se todos conhecessem a importância da doação de sangue, não haveria a necessidade de campanhas para solicitar à população. Um ato indolor e seguro, pois não provoca prejuízo algum à saúde do doador.
Poucos sabemos mas cada doação pode atender e até salvar a vida de quatro pessoas. Pensar nisso é incrível.
E são muitas as histórias emocionantes envolvendo esse gesto.
Histórias como a de Pauloum doador frequente. A cada três meses ele se dirige ao banco de sangue de sua cidade.
Com alegria, afirma que graças a Deus não tem nenhum problema de saúde, nenhuma contraindicação e sempre fica feliz em poder ajudar. Faço questão de doar, diz ele.
Porém, houve uma semana em que ele estava um pouco desanimado. Não sabia se poderia ir. Lembrou que se fazia o tempo para a doação habitual, mas aqueles dias estavam impossíveis: muito trabalho, estresse, preocupações. Faltava lugar na agenda.
Na quinta-feira ele pensou: Vou deixar para mais tarde. Hoje não dá. Estou com muitos problemas em meu serviço.
Era uma manhã gelada. Ir cedo até o posto de coleta não parecia uma boa ideia dessa vez.
Além disso sempre tem fila, fico esperando um bom tempo, pelo menos duas horas e posso até me atrasar para meus compromissos urgentes, pensou ainda.
Um certo mau humor tomou conta dele.
Logo em seguida, pareceu ouvir uma voz em sua cabeça: Vai lá doar. Não deixe de ir.
Ele se incomodou com aquilo. Vou ou não vou?
Dominou a preguiça e acabou indo.
Pareceu-lhe que a voz continuava a lhe dizer: Como você vai doar, vá com boa vontade. Não permaneça mal humorado!
O local estava lotado. Ele se sentou, disposto a aguardar muito tempo.
Lá vou eu ficar aqui umas duas horas, como sempre fico.
Mal haviam passado cinco minutos, uma das enfermeiras adentrou a sala de espera, com sinais de urgência e preocupação, anunciando: Estamos com uma emergência. Quem tem o sangue tipo tal? Temos uma pessoa que está precisando urgentemente.
Em meio àquelas dezenas de pessoas na sala de espera, três levantaram a mão, indicando terem aquele tipo sanguíneo. Uma delas foi Paulo.
Os três foram conduzidos antes dos outros para doar, devido à situação excepcional.
Paulo entendeu a mensagemEle era importante ali. Era ali que ele precisava estar naquele momento.
A voz que falou em sua cabeça não era apenas a da sua consciência lhe cobrando o compromisso usual. Era algo maior, que ele não conseguia compreender no momento, mas que respeitava e admirava.
*   *   *
Façamos o bem com alegria e, no ato de realizá­-lo, sentiremos a nossarecompensa.
Ajudemos a todos com naturalidade, como dever que nos imponhamos, a favor de nós mesmos, e nos encharcaremos de paz.
Unamo-nos ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade.
Ninguém nos saberá o nome, no entanto, o pensamento dos beneficiados sintonizará com a nossa generosidade estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo.
Redação do Momento Espírita

Doe Sangue

Doe Sangue