terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Aprendendo com as dificuldades.


Todos vivemos, vez ou outra, dias particularmente difíceis. Normalmente, eles transcorrem no seu ritmo, com pequenos problemas que se sucedem e são prontamente resolvidos.

É o nosso cotidiano de acordar cedo, arrumar as crianças, ir ao trabalho, ao supermercado, acertar as finanças... É a vida a transcorrer sem mais complicadas demandas.

Porém, em certas épocas, a vida se mostra desafiadora. O que era tranquilo e estável parece esvair-se em nossas mãos. Sem que nenhum sinal houvéssemos percebido, o cônjuge decide romper a relação, surpreendendo-nos. E o que parecia consistente e feliz se desfaz de maneira repentina.

Os genitores, que seguiam a sua velhice tranquilos e saudáveis, sofrem algum transtorno físico, que os deixa limitados, dependentes. A saúde, que tínhamos como sólida e plena, padece transtornos, exigindo-nos demandas que nem imaginávamos.

O trabalho, nossa segurança financeira e esteio material da família, desaparece frente a uma demissão inesperada. E, com ela, vão embora a rotina do trabalho e a convivência com os colegas.

Todos nós passamos por esses momentos desafiadores, nos quais o equilíbrio e a tranquilidade dão espaço ao incerto e às preocupações. O coração passa a conviver com a incerteza, com o medo, com a insegurança do amanhã.

Esses são dias em que devemos exercitar o aprendizado, virtudes adormecidas, acionar capacidades latentes, atendendo, dessa forma, às exigências que se apresentam. Tenhamos certeza de que esses dias não irão durar para sempre.

Terão o prazo estipulado pela Providência Divina, de acordo com o necessário para nosso aprendizado, a intensidade de nossa capacidade emocional. Nunca as dificuldades assomarão nosso caminho ao acaso, tampouco acima do que possamos suportar.

A Providência Divina vela por nós e provê nossas necessidades, enviando-nos o socorro e o alento de que precisamos. O ditado popular sabiamente nos lembra de que Deus dá o frio conforme o cobertor. Isso assinala que nenhum de nós se encontra desamparado ou desprovido das condições de carregar o fardo que chega.

Se tudo nos parecer demasiado, peçamos o auxílio do nosso anjo de guarda, esse ser espiritual que nos acompanha os passos, conforme designação do Todo-Poderoso. Tenhamos em mente que não nos encontramos sozinhos na jornada.

Assim, em momentos de dor intensa, de conflitos internos, de sentimentos de desamparo, paremos um pouco. Tranquilizemos a mente. Guardemo-nos na oração. Busquemos refúgio em Deus, num colóquio íntimo com Ele. Entreguemo-nos aos seus cuidados, rogando para que nos fortaleça.

Deixemos que Ele tome nosso coração e o ouça, detidamente. Aguardemos as horas, os dias, enquanto, a pouco e pouco, a tempestade se asserena, os tropeços são ajustados na estrada.

E sigamos, confiantes, certos de que a vitória nos compete. Todos os filhos de Deus nascemos para sermos vencedores. Trata-se de uma luz chamada progresso, que nos convoca para o Alto, para os cimos.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2024

A Escola.


Quando as férias acabam, é comum se ouvir, na porta das escolas, da boca dos pais ou de funcionários que recebem as crianças, frases bem desmotivadoras.

Acabou a moleza, hein? Aproveitou bem as férias? Melhor para você, porque agora vai ter que dar um duro danado.

São comentários inocentes e brincalhões, feitos de forma esparsa. Por vezes, é mais com o objetivo de puxar conversa. Mas têm um efeito desastroso sobre as crianças.

Os adultos falam brincando mas os garotos não têm condições para entender a sutileza da brincadeira. Para quem já está abalado com medo das novidades e o choque das mudanças do novo ano letivo, tais frases soam como ameaças de algo terrível.

Isso, sem se falar dos comentários ruins que os pequenos ouvem dos pais a respeito da escola. São críticas a professores, ao currículo escolar, aos bilhetes que vêm com pedidos de material, normas e decisões da instituição, valores das mensalidades.

Para os adultos é fácil aceitar, mesmo sabendo que não é o ideal. Contudo, para as crianças fica um tanto difícil. Elas não podem entender porque os pais insistem para que elas frequentem aquela escola que traz tantos problemas para a família.

E a escola acaba sendo entendida como uma coisa ruim. Acrescente-se ainda que, em casa, a mãe fala: Vamos dormir, porque amanhã você tem aula.

A mensagem que é passada é de que o estudo é um grande estraga prazer. Por causa dele é preciso acabar a diversão, deixar de assistir TV, ir para a cama.

E para finalizar, ainda vem a outra célebre frase: Vamos logo. Está pensando que ainda está de férias?

É outra dica de que férias são um paraíso e o aprendizado é uma escravidão.

Com tais mensagens, mais cedo ou mais tarde, as vítimas dessas circunstâncias vão demonstrar o seu desprezo pelos estudos, apresentando baixa produtividade escolar, distração e má vontade.

Naturalmente a escola não é um lugar de prazeres, pois exige esforço e disciplina. Pode ser até que ela tenha altos e baixos de qualidade. Mas esse é e será sempre um assunto para os pais com professores e diretores, não para discutir e falar para as crianças.

Os pais podem e devem se esmerar para transformar a escola em um local de felicidade para os seus filhos na busca do conhecimento.

                                                               *   *   *

A escola é abençoado local de aprendizagem. Lembre-se de que a sua criança é a canção com que o tempo embala os ouvidos do futuro. É a semente que, lançada na terra fértil da orientação nobre, produzirá flores e frutos de esperança para o amanhã.

Oferte-lhe, assim, a escola, permitindo que ela receba os estímulos generosos da instrução. Estímulos luminosos que anularão as trevas da ignorância e lhe abrirão portais de crescimento.

Entretanto, ajude-a a enfrentar as dificuldades que surjam. Aponte e mostre o que é positivo. E se a escola apresenta deficiências, critique. Mas faça algo para melhorar.

Apresente os erros. Mas igualmente apresente soluções, a fim de que a escola se torne melhor para os seus e para os filhos de todos os pais.

Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br

terça-feira, 13 de fevereiro de 2024

O mundo está perdido.


Ante os acontecimentos infelizes que afligem o planeta, as guerras que se multiplicam, é comum ouvirmos a expressão: O mundo está perdido!

Entretanto, o mundo não está perdido. Está na mais perfeita harmonia.

O sol cumpre sistematicamente o seu papel, sem alarde.

A Terra oferece todos os recursos da sua intimidade, que possibilitam a vida das criaturas.

As sementes germinam, a floração acontece, os rios seguem seus cursos e os animais atendem aos objetivos que o Criador lhes estabeleceu.

Portanto, o mundo não está perdido.

Nós é que nos esquecemos da nossa condição de filhos de Deus e nos debatemos em busca de ilusões, que nos distanciam da felicidade almejada.

Esquecidos de que somos filhos da luz, nós nos atormentamos nas trevas e acabamos nos precipitando nos despenhadeiros de variados vícios.

O mundo não está perdido...

Nós é que perdemos o rumo...

A Terra faz seus movimentos de rotação e translação, obedecendo às leis do Criador.

Os astros giram no espaço infinito, na mais perfeita sintonia com o pensamento divino.

O sol dardeja ouro sobre a Terra, tornando possível a vida.

A chuva generosa cumpre seu papel...

O mundo não está perdido. Nós é que estamos com a visão distorcida. Nossa miopia moral nos faz perder a fé no Criador...

E as manhãs que se renovam, como dádivas de Deus para o nosso crescimento, escorrem ligeiras pelas nossas mãos.

Os minutos que se repetem, incansáveis, são desvalorizados por nós.

Olhamos o mundo, através das nossas lentes embaçadas pelo pessimismo e fazemos coro ao vozerio geral: O mundo está perdido.

Mas aqueles que têm os olhos lubrificados pela fé racional dilatam o seu campo de visão e contemplam o equilíbrio do mundo.

Seus passos são ligeiros e decididos, pois a confiança em Deus os sustenta com o otimismo.

São pessoas assim que mudam o ambiente terrestre, que fazem luz onde as sombras teimam em se instalar.

Sua confiança no Criador do Universo é, de tal forma grandiosa, que jamais se permitem cair nas malhas do amolentamento.

São pessoas que não reclamam do mundo, mas fazem do mundo, a cada dia, um lugar melhor.

Por isso, o mundo não está perdido...

Nós é que nos perdemos por nos distanciarmos do Nosso Pai.

Por nos sentirmos senhores do mundo. Por relegarmos a segundo plano os valores morais.

Quando abrirmos os olhos, sairmos da casca do egoísmo e retirarmos a capa do orgulho, veremos que o mundo tem um colorido diferente.

Enxergaremos as belezas naturais com que Deus enfeitou a Terra e nos deslumbraremos com o perfeito equilíbrio que impera em todo o Universo.

                                                       *   *   *

No reino da natureza, o ser humano é o único dotado de razão.

É o único ser capaz de questionar e entender o seu Criador.

Nós, como seres humanos, somos os únicos capazes de enxergar algo além das aparências.

Não nos deixemos levar pelo pessimismo. Corrijamos o ângulo da nossa visão, lubrifiquemo-la com o óleo da fé em Deus e façamos a nossa parte.

Pensemos nisso! Façamos isso!

Redação do Momento Espírita.
WWW.MOMENTO.COM

terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Amor a Deus.


Você ama a Deus? Ou será que você tem medo de Deus?

Ainda nos dias de hoje se ouve a expressão: Cuidado, Deus castiga.

Ou então: Ele é um homem temente a Deus. Temente quer dizer que teme, que tem medo.

As frases são muito infelizes. E não verdadeiras. Por que temer a Deus?

Se ficarmos com o conceito de Moisés, o grande legislador do povo hebreu, com certeza teremos medo da Divindade.

Porque, ao apresentar a ideia de Deus aos homens daquela época, mais ou menos quatro mil anos atrás, Moisés O apresentou como ciumento, vingativo.

Um Deus injusto, pois punia um povo inteiro pela falta do seu chefe.

Era o Deus dos exércitos que presidia aos combates contra o Deus dos outros povos.

Um Deus que recompensava e punia só pelos bens da Terra. Que fazia se acreditasse que havia felicidade na escravidão dos outros povos.

Mas, depois de Moisés veio Jesus. E uma das partes mais importantes da revelação do Cristo é o ponto de vista pelo qual Ele nos apresentou Deus.

O Pai que ama aos Seus filhos. Soberanamente justo e bom. Cheio de mansidão e de misericórdia.

Pai que perdoa as faltas dos Seus filhos e dá a cada um segundo as suas obras. O Pai de todas as criaturas, que estende a Sua proteção por sobre todos os Seus filhos.

Deus que diz aos homens: A verdadeira pátria não é deste mundo.

Deus de misericórdia que diz: Perdoai as ofensas se desejais ser perdoados, fazei o bem em troca do mal. Não façais o que não quereis que vos façam.

Deus grande que vê o menor pensamento de Seus filhos e que não dá importância à forma com que esses filhos O honram.

Não é um Deus para temer. É um Deus para amar.

Tudo na Criação revela o amor de Deus por Seus filhos. O Universo é um poema de beleza e perfeição.

A Terra preparada até os mínimos detalhes para que o homem nela possa viver e progredir.

As sementes que reproduzem segundo sua espécie e saciam a fome.

Os rios, lagos e vertentes que propiciam o líquido precioso.

As estações com suas características. As variedades infinitas de plantas, de animais.

Deus que cria Espíritos simples e ignorantes e os coloca nas Suas moradas, os mundos, para progredirem, conquistarem sabedoria até a perfeição.

Deus que ama.

                                                           *   *   *

Pense nisso:

Deus quer o seu progresso. Deus quer o seu bem-estar, que seja fruto de uma vida saudável, que resulta de um aprimoramento moral.

Deus quer a sua paz legítima, depois de acalmados os anseios do seu coração e regularizados os débitos da sua consciência.

Deus quer o seu amor, superadas as instabilidades da sua emoção.

Deus quer o melhor para você.

Se você ainda não descobriu como, guarde a certeza de que Ele concede todos os dias os meios para conseguir tudo isto, em definitivo. Sem chance de perder.

Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br

terça-feira, 30 de janeiro de 2024

0 nascer do sol e a presença de Deus.


Após a sessão matinal de orações, o noviço perguntou ao abade:

Todas essas orações que o senhor nos ensina, fazem com que Deus se aproxime de nós?

Vou responder a você com outra pergunta. - Disse o abade.

Todas essas orações que você reza irão fazer o sol nascer amanhã?

Claro que não! O sol nasce porque obedece a uma lei universal!

Então esta é a resposta à sua pergunta. Deus está perto de nós, independente das preces que fazemos.

O noviço revoltou-se:

O senhor quer dizer que nossas orações são inúteis?!

Absolutamente. - Respondeu, com serenidade, o abade. - Se você não acordar cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não orar, embora Deus esteja sempre por perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.
                                                                    *   *   *
Que bela lição encontramos aqui.

Não oramos para que Deus esteja próximo e nos ouça. Oramos para criar uma ponte entre nós e o Criador de tudo e de todos.

Em verdade somos nós que precisamos nos aproximar d'Ele, assim como das coisas do Espírito, dos verdadeiros tesouros do Universo.

Somos nós que esquecemos da Providência Divina, de nossos protetores. Eles jamais se afastam de nós. Somos nós que, ao fecharmos os olhos e ouvidos da alma, nos afastamos de seus conselhos, de suas inspirações, de seu amparo.

A oração é a higiene do Espírito. Uma comunicação saudável da criatura com seu Criador.

Precisamos adquirir esse hábito, mantendo-nos constantemente em contato com o Alto, tornando-nos assim mais fortes e mais preparados para enfrentar os reveses da vida, e as vicissitudes que se apresentarem.

A oração é um diálogo de coração com coração, em que abrimos os salões de nossa alma para receber a visita de nossos amigos, daqueles que, de outras esferas, velam por nossas vidas.

Não nos preocupemos com a beleza dos dizeres, e sim com a sinceridade e a pureza de seu conteúdo.

Quando houver mais sentimento, mais honestidade em nossas palavras, mais fortes serão os raios invisíveis que nossa oração emitirá em direção ao firmamento divino.

Vale lembrar a lição do abade ao noviço: Se você não acordar cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não orar, embora Deus esteja sempre por perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.
                                                            *   *   *
A seara exuberante de grãos e de frutos se distende ante as suas necessidades. Contudo, para que dela se aproveite, você terá que cozer os grãos e preparar as polpas, a fim de utilizá-los devidamente.

A chuva benfazeja se derrama sobre larga faixa terrestre, trazendo o amparo dos céus à fertilidade do chão e à manutenção das fontes.

Mas, se você pretende dela valer-se, é preciso construir a calha conveniente ou providenciar o pote que a possa recolher.

Pensando desse modo, vemos que as bênçãos do Criador, sob forma de energias balsâmicas e equilibradas, se espalham sobre todas as Suas criaturas.

Porém, para que você possa ser dulcificado por essa benesse, torna-se necessário unir-se, em sintonia feliz, a essas faixas de luz.

E a prece propicia esse diálogo, essa união.
Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br

Doe Sangue

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