terça-feira, 19 de junho de 2018

A cadeira no caminho.

Depois de um dia inteiro passado longe da família, entra em casa o pai, à noite.
Sua chegada alvoroça o filho que, esperando algum presente, corre ao seu encontro de braços abertos.
Por descuido, o pequeno estabanado vai de encontro a uma cadeira no caminho, e cai no chão, violentamente.
Não se machucou, mas, assustado pela surpresa da queda, se pôs a chorar em altos gritos.
Então, o pai só pensa em duas coisas: fazer calar o menino e acalmá-lo. Como conseguirá?
Facilmente, associando-se aos sentimentos da criança, ajudando-a a soltar a rédea aos maus instintos.
Como assim? Liberando maus instintos? Não seria justamente o oposto que deveríamos fazer?
Pois bem, vejamos como a reação desse pai mostra que tomamos muitos caminhos absolutamente equivocados na educação de nossos filhos.
Reforçamos os maus instintos sem perceber, mais vezes do que imaginamos.
O pai se precipita, levanta a criança, e começa a bater na cadeira ruimcadeira feia, que fez cair o Carlinhos.
Desse modo consegue rapidamente o que se propusera, pois o menino, feliz por ver a cadeira castigada, cala-se, bate-lhe também, e fica satisfeitíssimo.
Não é verdade que assistimos cenas como essa algumas vezes?
Analisemos o alcance real desse ato que parece tão inocente.
Quem tem culpa da queda da criança? Ela mesma, evidentemente. E quem foi castigada? A cadeira.
Lançando a culpa à cadeira, perde-se uma oportunidade de demonstrar para a criança as consequências de sua imprudência e da sua precipitação.
Dessa maneira se deforma o seu critério de julgar, apresentando-lhe uma falsa relação entre a causa e o efeito.
Toda oportunidade de trabalhar essa temática, a da causa e do efeito, com as crianças, deve ser abraçada com vigor, pois nas pequenas aplicações do dia a dia está o desvendar de uma Lei Divina fundamental.
Poderíamos ainda ir além e perguntar: Por que sempre precisa haver um culpado? Por que não aproveitamos a oportunidade para dizer aos nossos filhos que existem muitas coisas que fazem parte da vida, e que sempre nos ensinam alguma coisa?
A cadeira no caminho poderia estar ensinando o cuidado, a atenção, ou ainda, poderia ser apenas uma cadeira no caminho.
Se na vida, buscarmos culpados para cada cadeira no caminho, esqueceremos de viver. Ao mesmo tempo, nos transformaríamos em lamentos ambulantes.
Não deixemos que nossos filhos cultivem visões distorcidas da realidade desde cedo.
Não permitamos que a superproteção, ou nossos próprios medos atrapalhem o bom desenvolvimento de um ser, que precisa aprender a enfrentar os desafios da vida.
Punir a cadeira feia nunca será a solução. Não deixaremos de sentir a dor da queda, nem resolveremos o problema da cadeira no caminho.
Entender que a Lei de causa e efeito nos rege em todos os campos, inclusive no moral, se faz de importância, se desejamos ser bons pais e educadores.
*   *   *
A sensibilidade de uma poetisa colocou na boca das crianças do mundo palavras de extrema beleza:
Peço-te, não me esqueças – pois sou teu filho, teu aluno, teu neto.
Sempre teu irmão, pedindo apenas a quota de amor e paciência de que preciso para me fazer homem de bem e companheiro de teu ideal.
Redação do Momento Espírita

terça-feira, 12 de junho de 2018

FELIZ DIA DOS NAMORADOS.

Bons relacionamentos não são casuais, precisam de tempo, paciência e duas pessoas que querem viver juntas.

Não gaste seu tempo forçando uma pessoa a te amar.

Passe seu tempo com alguém que já te ama, entregue-se, emocione-se e encante-se sempre
.
Você não encontra o amor buscando a pessoa perfeita e sim vendo a perfeição em uma pessoa imperfeita.

Amar é cuidar, estar ao lado do outro mesmo em dificuldades.

Relacionamentos são como vidro, às vezes é melhor descartar-los quando quebram do que arriscar a se ferir com os cacos tentando reuni-los novamente.

Todo mundo diz que só nos apaixonamos uma vez na vida, mas isso não é verdade, todas as vezes que te vejo, eu me apaixono outra vez..
O amor profundo é a grande força libertadora e o sentimento mais comum que liberta...

terça-feira, 5 de junho de 2018

Universo inexplorado.


No ano de 2016, o telescópio espacial Hubble avistou o que foi considerada a galáxia mais distante comprovadamente observada por nós.
Uma viagem no tempo, quando o Universo tinha apenas quatrocentos e oitenta milhões de anos, segundo os cientistas.
O que mais surpreende é sua distância da Terra: mais de treze bilhões de anos-luzAlgo inimaginável para nossa compreensão atual.
Porém, logo esse número será superado. Aposentando-se o Hubble, lançaremos novos telescópios, mais potentes, com tecnologias mais incríveis e veremos mais longe.
Notemos: em pouco tempo o homem saiu das cavernas e está observando galáxias distantes...
Suas conquistas exteriores são impressionantes, belas. Maspercebemos que a ele falta realizar outra façanha, tão importante quanto essa, uma outra viagem desbravadora: a jornada para dentro de si mesmo.
O homem quer morar na lua, quer povoar outros planetas, mas não quer morar dentro de si mesmo. Por isso, foge de sua realidade através de diversos meios psicológicos trágicos.
Somos gênios em determinadas áreas, mas não sabemos viver em sociedade, não sabemos lidar com pequenas frustrações, não sabemos perder...
Somos virtuoses, talentos capazes de impressionar multidões com nossa técnica apurada, porém, não conseguimos manter um relacionamento simples com alguém.
Não conseguimos lidar com o outro ao nosso lado e nos isolamos.
Nossos filhos nascem sabendo muitas coisas. Lidam com as novas tecnologias com se tivessem feito cursos no mundo dos Espíritos antes de nascer.
No entanto, não sabem fazer amigosChegam à adolescência e criam para si avatares, identidades falsas e se isolam. Não conseguem lidar com o contato pessoal.
Os pequenos têm facilidades para idiomas, fazem proezas, aprendem a andar antes da hora, falam rapidamenteContudo, carregam cargas de violência inexplicáveis dentro de seu íntimo.
Nossos ídolos, artistas, personalidades de renome, que nos chamam a atenção por serem tão especiais no que fazem, que parecem ter a vida perfeita, escondem,muitas vezes, a solidão, a tristeza e a falta de sentido existencial, que conduz alguns ao suicídio.
E nós, pais e mães, aprendemos a ser multitarefas; a lidar com várias coisas ao mesmo tempo; a ter o controle de tudo; a ter informação; a assistir duzentos canais na TV enquanto damos atenção aos filhos e nos alimentamos.
Mas, a que custo? Por quanto tempo suportamos esse ritmo? Será que nos conhecemos o suficiente para responder?
Por vezes, concluímos que é hora de desacelerar nosso ritmo, reduzir atividades. No entanto, quase sempre, somente quando é tarde, quando a depressão se instalou, quando a ansiedade tomou conta ou quando alguma alteração biológica mais séria nos chama a atenção.
*   *   *
É hora de olhar para dentro, de conhecer nossas estrelas, nossas galáxias íntimas, de desbravar esse Universo tão inexplorado ainda.
A vida se torna insustentável sem esse conhecimento.
Tudo fará mais sentido quando buscarmos nossa essência, quando começarmos a entender quem somos, o que fazemos aqui e qual nosso objetivo maior.
Não nos deixemos levar pelas atribulações do mundo moderno e suas tantas distrações.
Somos maiores do que tudo isso. Somos mais do que as coisas materiais.Somos mais do que o tempo, do que o espaço. Somos Espíritos imortais.

Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

A força do agora.

O tempo é apenas uma medida relativa da sucessão das coisas transitórias. A eternidade não está sujeita a medida alguma do ponto de vista da duração. Para ela, não há começo, nem fim: tudo é presente.
Compreender que tudo é, de certa forma, presente, quando saímos da esfera das coisas transitórias, nos auxilia a ver os dias de forma diferente.
Tudo é agora. Tudo é este instante.
O tempo é o resultado do agora que se une a outro sem solução de continuidade.
Somos nós que passamos pelo tempo. Nós que ligamos umas às outras as experiências, as ações, nossos atos. O tempo é apenas uma forma de medir a quantidade deles.
Sempre somos nós que passamos pelo tempo. Nunca é o tempo que passa por nós.
Tudo que temos é o agora, é este instante. Passado e futuro não estão sob nosso controle, apenas o presente.
Ao se considerar a transitoriedade do tempo, o agora não mais se repetirá nas mesmas circunstâncias e com idênticas possibilidades...
As águas de um rio jamais retornarão ao mesmo leito, e, quando se transformam em vapor e chuva caindo na região, as circunstâncias são outras.
Por isso, vivamos o agora com intensidade e com maturidade.
Viver intensamente o agora é uma atitude de sabedoria que não pode ser adiadaIsso equivale a experienciar as lições da vida sob o ponto de vista da ética e da moral, mediante projetos e compromissos de autoiluminação, conquistando aos poucos as áreas sombrias da personalidade.
Cada agora é dádiva da vida para corrigir, reestruturar, construir.
O indivíduo lúcido está desperto para todas as oportunidades que enfrenta.
A sua consciência está vigilante para retirar sempre os melhores resultados. Inclusive, quando visitado pelo mal, obter o aproveitamento do que seja mais útil.
Mesmo que permaneça indiferente, o agora sinaliza momento de ação.
Por isso, vivamos o agora.
Estejamos completamente presentes em tudo que fazemos, extraindo o aprendizado, a iluminação, a maturidade.
Uma mente que não para no agora, que está sempre no passado ou no futuro, em verdade não está em lugar algum. É quase uma sombra de si mesma.
*   *   *
Num momento de vacilação, Pedro negou Jesus por três vezes.
Noutro momento, Judas teve a dimensão exata do seu crime hediondo e, arrependendo-se, tentou impedir-lhe a execução.
No entanto era tarde porque já havia passado o significativo agora.
As nossas decisões de um instante vão se refletir nos acontecimentos que virão.
Não podemos retroceder para anular o que passou, mas poderemos iniciar outras iniciativas com os olhos colocados no futuro.
Habituemo-nos, dessa forma, a agir com serenidade em cada momento, de modo que possamos percorrer o curso de nossa reencarnação com sabedoria e retidão.
Jamais subestimemos o poder do agora. Acendamos a luz do amor em nosso íntimo, coloquemos o combustível da ação e sejamos felizes, desde
Redação do Momento Espírita

terça-feira, 22 de maio de 2018

O hospital do senhor.

Uma pessoa que não estava se sentindo bem, há algum tempo, fez a seguinte declaração:
Todo ano faço um check-up para avaliação de minhas condições de saúde. Um dia desses, resolvi fazer um exame diferente e fui a um hospital muito especial. O hospital do Senhor.
Queixei-me de cansaço da vida, de dores nas juntas envelhecidas. Falei do coração descompassado pelas muitas preocupações e da carga de obrigações que me competem.
Logo que cheguei minha pressão foi medida e foi verificado que estava baixa de ternura.
Recordei que há muito tempo não estou fazendo exercícios nessa área. Havia esquecido da necessidade de expressar carinho com gestos pequenos, mas muito importantes.
Quando foi tomada minha temperatura, o registro foi de quarenta graus de egoísmo. Então me lembrei de como estou guardando coisas e mais coisas, sem dar nada a ninguém, mesmo quando campanhas fazem apelos pela televisão, rádio, jornais.
Sempre achei que alguém daria o suficiente e que eu não precisava fazer nada.
Fiz um eletrocardiograma e o diagnóstico registrou que estou precisando de uma ponte de amor. As veias estão bloqueadas por não ter sido abastecido o coração vazio.
Ortopedicamente foi constatado que estou com dificuldade de andar ao lado de alguém. É que tenho preferido andar a sós. Caminho mais rápido, sem que ninguém me atrase.
Também foi observado que não consigo abraçar os irmãos por ter fraturado o braço, ao tropeçar na minha vaidade.
Nos olhos foi registrada miopia. Isto porque não consigo enxergar além das aparências.
Examinada a audição, reclamei que não estava ouvindo a voz do Senhor e o diagnóstico foi de bloqueio em decorrência de uma enxurrada de palavras ocas do dia a dia.
A consulta não custou nada. Fui medicado e recebi alta. A receita que recebi foi para usar somente remédios naturais que se encontram no receituário do Evangelho de Jesus Cristo.
Ao levantar, deverei tomar um chá de Obrigado, Senhor para melhorar as questões referentes à gratidão. Ao entrar no trabalho, uma colher de Bom dia, amigo.
De hora em hora, não posso me esquecer de tomar um comprimido de paciência, com meio copo de humildade.
Ao chegar em casa, será preciso tomar uma injeção de amor para melhorar a dificuldade de relacionamento familiar. Toda noite, antes de deitar, duas cápsulas de consciência tranquila para que eu tenha um sono reparador.
Foi-me dada a certeza de que se seguir à risca toda a prescrição médica, não ficarei doente e todos os meus dias serão de felicidade.
O tratamento tem também um caráter preventivo. Assim, somente deverei morrer, por morte natural e não antes do tempo determinado.
*   *   *
O Evangelho pode ser considerado como a própria voz do Cristo a falar aos corações, chamando, chamando e conduzindo.
O Evangelho corporifica na Terra a palavra de Jesus. É Ele mesmo que se apresenta de retorno, tomando os filhos e filhas da dor em Seus amorosos braços a fim de os conduzir para a luz gloriosa da verdade.
Como há mais de dois mil anos, Jesus prossegue, através do Evangelho, a estender a esperança e o amor sobre toda a Terra, para todos os corações.

Doe Sangue

Doe Sangue