terça-feira, 17 de setembro de 2019

Sempre é tempo de ajudar.

É bastante comum o comportamento da maioria das pessoas que viajam de avião.

Mal adentram a aeronave, procuram o seu assento, de forma rápida cumprimentam os ocupantes vizinhos e logo colocam os fones de ouvido, tomam de um jornal, revista ou livro e passam o resto da viagem ignorando a presença de todos.

A última coisa que desejam é dividir o espaço com alguém tagarela que tente invadir a sua privacidade.

Esse comportamento pode, no entanto, nos privar da oportunidade de manter contatos profissionais, de fazer novos amigos ou mesmo perder algo muito valioso como uma vida humana.

Allen Van Meter, um homem simpático e alegre, com sua facilidade de fazer amigos, não era do tipo de ficar mudo ao lado de alguém.

Foi assim que, ao sentar-se, ele olhou para quem ocupava o assento ao seu lado, naquele dia.

De imediato, perguntou: Sem querer incomodar, mas que papel é esse em suas mãos?

Janet não se fez de rogada. Explicou que aquele era o diagrama de um rim. Disse que sua irmã fizera um transplante, mas seu corpo rejeitara o órgão, exigindo que ela passasse a tomar diversos remédios.

O problema é que esses medicamentos estavam danificando ambos os rins.

Ela precisava com urgência de substituição do órgão ou poderia morrer a qualquer momento.

Allen ouviu com tristeza. Ele viajava, naquele dia, por problemas familiares. Seu sobrinho, de apenas vinte e cinco anos, sofrera dano cerebral irreversível.

A família desejava doar os órgãos. Ele tomou a decisão. Pediu para utilizar o telefone do avião, contatou o hospital onde se encontrava o corpo do seu sobrinho para a remoção dos aparelhos e retirada dos órgãos.

Desejava saber da possibilidade de uma doação direta, ou seja, a família indicar a pessoa para receber o órgão.

Foram muitos telefonemas, para um e outro hospital. Os passageiros do avião ficaram sabendo, aos poucos, o que estava acontecendo e passaram a prestar atenção ao que ocorria.

Não houve quem não vibrasse por um desfecho exitoso.

As equipes dos dois hospitais começaram a se falar, para descobrir o tipo de sangue de ambos, doador e receptora. Depois, foi providenciado o transporte da irmã de Janet para o outro hospital.

Naquela mesma noite, ela recebeu o transplante. Durante a cirurgia, os médicos descobriram que a artéria principal que alimentava seu rim estava quase totalmente bloqueada.

Caso não tivesse recebido com urgência o novo órgão, poderia ter morrido.

                                                                *   *   *

Quem poderia imaginar que uma simples indagação pudesse levar a um desfecho tão excelente?

Por vezes, o que nos basta é olharmos para o lado para descobrir o quanto bem se pode proporcionar.

E, reflexionarmos a respeito dos estranhos caminhos da Providência Divina.

Quiçá, algum dia, descubramos as tantas fórmulas de atendimento de Deus aos Seus filhos.

Um jovem partiu. Outra pessoa, graças ao desprendimento de uma família, teve a sua vida prolongada.

Coisas de Deus. Coisas do amor.

 Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 10 de setembro de 2019

Sonho de consumo.

Um cantor popular estava em turnê e, num bate-papo com o público, ouviu de uma fã a declaração: Você é o meu sonho de consumo.

Isso nos faz refletir sobre o valor que damos a pessoas e objetos. Coisas são consumidas, não pessoas. Mas, aparentemente, o consumo também começa a imperar entre as relações interpessoais.

O consumo advém da necessidade de satisfazer um desejo. Empresas especializadas estudam formas de plantar na população o desejo por determinados produtos. Criam estratégias de marketing para convencê-las de que devem adquirir roupas, automóveis, celulares e equipamentos.

Também as convencem de que devem ir a determinados lugares, fumar e beber determinadas marcas quando, na verdade, elas não precisam de nada disso.

Quem precisa delas são os fabricantes, que produzem e obtêm lucro com a venda de seus produtos.

Alguns são realmente necessários, considerados de primeira necessidade. Mas há dos que são absolutamente supérfluos, que somente são vendidos por conta de uma ilusão cuidadosamente criada e de uma forte campanha de comercialização.

Uma vez adquirido o objeto, o público é convencido de que precisa de algo melhor, mais novo, mais caro. E assim o ciclo de consumismo se mantém.

Com pessoas vem ocorrendo algo semelhante.

Começa-se com a aparência. É preciso ter uma configuração corporal de acordo com padrões específicos para ser aceito e desejável: cabelos de determinada cor, textura e comprimento, cor de olhos e de pele dentro de parâmetros considerados belos, corpo com determinadas medidas.

Mas quem cria essas configurações? Quem decide o que é belo?

Indivíduos e corporações lucram alimentando a infelicidade e a insatisfação das pessoas consigo mesmas. Oferecem a elas soluções para resolver problemas que antes não eram problemas. Passaram a ser depois de cuidadosas campanhas que trocam o ser pelo ter e o aparentar.

Use nosso produto - dizem elas - mude sua aparência e seja feliz.

Mas não é isso que traz a felicidade. Felicidade é algo que resulta da realização da pessoa como ser humano, que faz a vida valer a pena.

Para os que vivem em zonas de guerra, felicidade é conquistar a paz.

Para os que vivem em hospitais, aguardando tratamento e cura, felicidade é ter saúde.

Para os que perderam a esperança, felicidade é receber ajuda e poder confiar novamente na bondade e na justiça humanas.

Para os que creem na justiça das aflições, felicidade é constatar que o sofrimento diminui quando se compreende suas causas.

Para os que acreditam na pluralidade das existências e seguem as Leis Divinas, felicidade é perdoar e ser perdoado, viver em paz num mundo de amor, sem orgulho e egoísmo.

Para os materialistas, felicidade é ter dinheiro e poder. Sonham com conquistas pautadas em ilusões que, uma vez atingidas, deixam um vazio que precisa ser preenchido com mais aquisições.

Quando compreendermos que a felicidade está associada ao amor e à bondade, e não à posse de objetos ou pessoas, não teremos mais sonhos de consumo, mas sim sonhos de vida.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 3 de setembro de 2019

A verdade.

Muito se fala sobre a verdade. Dizem que a verdade sempre aparece, mais cedo ou mais tarde. Nada pode deter a sua marcha, no tempo.

No entanto, alguns de nós, por vezes ficamos a pensar que ela deveria ser mais ágil. Afinal, conhecemos na História da Humanidade, quantas vezes ela foi ofuscada por interesses de poderosos de toda sorte.

Conta-se que quando foi coroado rei da Pérsia, Dario mandou dar uma grande festa para todos os seus súditos, espalhados em cento e vinte e sete províncias.

Terminada a festa, adormeceu, mas foi despertado pelas vozes alteradas de três rapazes que discutiam acerca do que seria a coisa mais forte do mundo.

Em vez de admoestá-los, ficou a escutá-los.

Decidiram que cada um escreveria uma frase dizendo o que era a coisa mais forte e submeteriam ao rei o julgamento.

E assim foi feito. As frases foram entregues ao soberano que, oportunamente, realizou uma convocação de nobres e conselheiros, na sala dos julgamentos.

Foi lida a primeira frase: O vinho é o mais forte.

Aquele que a escrevera, considerou que o vinho tem muita força. Tanta que pode transformar em tolos os homens mais grandiosos.

O rei poderoso e a criança ignorante se igualam sob sua força. Coloca nuvens na memória e torna discussões sem valor porque tudo cai no esquecimento.

A segunda frase dizia: O rei é o mais forte.

A justificativa do autor foi de que o rei tudo manda e é obedecido. Envia soldados para a guerra, condena pessoas à morte ou lhes concede o perdão.

Todos os súditos lhe devem obediência e ele faz o que lhe agrada. É apenas um homem, mas por ele os soldados cruzam montanhas, derrubam muralhas, atacam torres e depois de conquistado o país, lhe trazem o espólio.

A terceira frase afirmava: A verdade é mais forte que todas as coisas.

A defesa da tese foi ardorosa. Disse o jovem:

O rei pode ser perverso, o vinho é perverso. Os homens podem ser maus. Todos eles perecerão. Mas a verdade é eterna.

É sempre forte. Nunca morre. Tampouco é derrotada. Faz o que é justo. Não pode ser corrompida.

Não necessita do respeito das pessoas para existir. É grandiosa e soberana sobre todas as coisas.

E Dario julgou que o terceiro jovem era o mais sábio.

O jovem se chamava Zorobabel. Era um judeu e foi líder do seu povo, na época de seu retorno a Jerusalém do exílio na Babilônia.

Foi um dos reconstrutores do templo em Jerusalém.

                                                                  *   *   *

A verdade sempre predomina. A verdade cresce à medida que o ser se desenvolve.

Ela se faz profunda, é sempre atual e enfrenta a razão em todas as épocas com os equipamentos da lógica e da realidade.

A verdade é pão que nutre, medicamento que cura, guia que conduz com equilíbrio.

Jamais fica desconhecida, por maiores sejam os obstáculos que se lhe anteponham.

Escapa a qualquer controle, por ser soberana, e, mesmo quando aparentemente morta, renasce.

Ninguém tem o direito de ocultar a verdade, qual se fosse uma luz que devesse ficar escondida. Onde se encontre, irradia claridade e calor.

Façamos a nossa parte.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Isto é amor ao próximo.

Existem notícias tristes, que amarguram, que nos falam de um mundo ainda bastante problemático.

No entanto, em meio a essas, existem outras que nos emocionam pela atitude de pessoas que dão exemplos raros de amor ao próximo.

Soubemos de uma americana que doou mais de dois mil litros de leite materno para alimentar centenas de bebês.

Elisabeth Anderson Sierra vive no Estado de Oregon, nos Estados Unidos. Ela possui a Síndrome da Hiper lactação, o que a faz produzir mais de seis litros de leite por dia.

Em entrevista ao jornal britânico Daily Mail, Elisabeth disse que percebeu que produzia mais leite que o normal em sua primeira gravidez.

Mas foi na segunda que a quantidade aumentou consideravelmente.

Sua filha Sophia, de seis meses, consome em média 800ml. Por isso, Elisabeth decidiu doar o excedente.

Isso lhe requer várias horas ao dia, considerando que cinco delas fica com a bomba de sucção nos seios. Depois, ela ainda precisa embalar, etiquetar e colocar todo o leite coletado no freezer.

Afirma que nos últimos dois anos, não teve um dia de folga! Mesmo porque é mãe de duas crianças. Uma verdadeira heroína.

O leite doado serve para amamentar bebês cujas mães não podem fazê-lo, por estarem tomando determinados medicamentos. Ou por terem tido câncer de mama.

Também faz doações a casais homo afetivos. O restante vai para um banco de leite, localizado na Califórnia.

Quando lhe perguntaram como se sente nessa doação constante, respondeu:

Sinto que faço parte da humanidade. Eu encorajaria outras mães a fazerem o mesmo. O leite materno é ouro líquido, jamais deve ser desperdiçado.

*   *   *

Sinto que faço parte da humanidade.

Esta frase é de alto significado. Todos somos uma única e enorme família: a Humanidade.

Seria importante que assim nos sentíssemos todos. Porque, afinal, família se auxilia mutuamente, um socorre o outro na adversidade, um toma conta do outro.

Família está atenta às necessidades comuns e se mostra disposta a colaborar, a encontrar soluções para problemas que se apresentam.

Cultivando a solidariedade, poderemos, em breve, ter um mundo muito melhor.

Um mundo em que colaboremos mais uns com os outros, em que nos preocupemos com o bem-estar de todos.

Um mundo em que o verbo amar será conjugado diariamente, vinte e quatro horas do dia.

Amar é doar-se, é dar-se.

É uma atividade prazerosa que felicita a quem ama e a quem é amado, que pode ser alguém bem próximo ou a milhas de distância. Mas, que poderá receber a nossa vibração ou a nossa doação material.

E a Sabedoria Divina é tão magnânima nesses exemplos, que nos concede um retorno mais que especial para incentivar a multiplicação dos nossos gestos de amor.

Vivenciemos esse amor. Amar é experiência que nos plenifica, nos faz felizes. O melhor do amor não é ser amado. É amar.

Doar-se em benefício do próximo não tem preço.

Quanto mais desapego e amor, mais alegria e felicidade.

 Redação do Momento Espírita.
( Elizabeth S. Anderson, nascida em 5 de dezembro de 1959, é uma professora universitária de Filosofia estadunidense. Especialista em estudos sobre as mulheres e filosofia política e moral, leciona na Universidade de Michigan.)

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Ação de paz.

A paz é um dos tesouros mais desejados nos dias atuais. Muito se tem investido para se conseguir um pouco desse bem tão precioso.

Mas, será que nós, individualmente, temos feito investimentos efetivos visando tal conquista?

O que geralmente ocorre é que temos investido nossos esforços na direção contrária, e de maneira imprópria.

É muito comum se desejar a paz e buscá-la por caminhos tortos, que acabam nos distanciando dela ainda mais.

O Espírito Emmanuel, através da mediunidade de Chico Xavier, escreveu, certa feita, uma mensagem que intitulou Ação de paz:

"Aflição condensada é semelhante à bomba de estopim curto, pronta a explodir a qualquer contato esfogueante.

Indispensável saber preservar a tranquilidade própria, de modo a sermos úteis na extinção dessa ou daquela dificuldade.

Decerto que, para cooperar no estabelecimento da paz, não nos seria lícito interpretar a calma por inércia.

Paciência é a compreensão que age sem barulho, em apoio da segurança geral.

Refletindo com acerto, recebe a hora de crise sem qualquer ideia de violência, porque a violência sempre induz ao estrangulamento da oportunidade de auxiliar.

Diante de qualquer informação desastrosa, busca revestir-te com a serenidade possível para que não te transformes num problema, pesando no problema que a vida te pede resolver.

Não afogues o pensamento nas nuvens do pessimismo, mentalizando ocorrências infelizes que, provavelmente, jamais aparecerão.

Evita julgar pessoas e situações em sentido negativo para que o arrependimento não te corroa as forças do Espírito.

Se te encontras diante de um caso de agressão, não respondas com outra agressão, a fim de que a intemperança mental não te precipite na vala da delinquência.

Pacifica a própria sensibilidade, para que a razão te oriente os impulsos.

Se conservas o hábito de orar, recorre à prece nos instantes difíceis, mas se não possuis essa bênção, medita suficientemente antes de falar ou de agir.

Os impactos emocionais, em qualquer parte, surgem na estrada de todos; guarda, por isso, a fé em Deus e em ti mesmo, de maneira a que não te afastes da paz interior, a fim de que nas horas sombrias da existência possa a tua paz converter-se em abençoada luz."

As palavras lúcidas de Emmanuel nos sugerem profundas reflexões em torno da nossa ação diária.

Importante que, na busca pela paz, não venhamos a ser causadores de desordem e violência.

Criando um ambiente de paz na própria intimidade, poderemos colaborar numa ação efetiva para que a paz reine em nosso lar, primeiramente, e, depois possa se estender mundo afora.

Se uma pessoa estiver permanentemente em ação de paz, o mundo à sua volta se beneficiará com essa atitude.

E se a paz mundial ainda não é realidade em nosso planeta, façamos paz em nosso mundo íntimo. Essa atitude só depende de uma única decisão: a nossa.

                                                                    *   *    *

A nossa paz interior é capaz de neutralizar o ódio de muitas criaturas.

Se mantivermos acesa a chama da paz em nossa intimidade, então podemos acreditar que a paz mundial está bem próxima.

Porque, na verdade, a paz do mundo começa no íntimo de cada um de nós.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

A mais improvável lição de amor.

O que é o amor? Alguém escreveu que o amor é como uma flor no deserto. Nasce, aparece, cresce, amadurece e transforma em oásis qualquer lugar hostil, áspero e cruel.

É comum, no entanto, em noticiários que divulgam crimes passionais, ouvirmos que quem matou o fez por amor.

Terá o amor esse viés de agressividade, de maldade, ao ponto de perseguir, agredir, acabar com a vida de quem dizemos amar?

Será esse o sentido do amor? O amor que se registra como posse e se não puder ser nosso, ninguém mais o terá?

O Mestre de Nazaré nos instituiu como lei máxima a do amor. Amor a Deus, o Criador, e ao nosso próximo.

Detalhou ainda que deveríamos amar a nós mesmos. Eis uma regra especial, algo que nos deve levar a reflexionar com profundidade: quem deseja algo ruim para si mesmo?

Não desejamos para nós somente o melhor, o bom, o agradável?

Talvez, alguns de nós, tenhamos uma ideia distorcida do que seja o amor.

Como aquele jovem presidiário que conta que seu padrasto costumava lhe bater com extensões elétricas, cabides, pedaços de pau, o que tivesse à mão.

E toda vez que assim o agredia, repetia: Isso dói mais em mim do que em você. Faço isso porque amo você.

Foi assim que ele cresceu com a falsa ideia de que o amor tinha de fazer mal. E passou a medir a extensão desse sentimento exatamente pela dor que alguém poderia sofrer.

Por isso, aos que dizia amar, ele magoava, machucava. Andando pela viela dos desacertos, acabou preso e condenado à prisão perpétua.

Segundo ele, pena merecida por ter cometido um terrível crime. Um duplo assassinato: de uma mulher e de uma criança.

Foi no ambiente da prisão que ele entendeu o que era e o que não era amor. O que via ali era maldade, crueldade, desespero, desesperança. Seria mesmo isso o amor?

E a lição chegou de uma forma totalmente improvável.

Foi uma mulher, Agnes, quem lhe ensinou o que era o verdadeiro amor. Ela tinha razões para odiá-lo porque era a mãe e avó das suas vítimas.

Contudo, ela o foi visitar na prisão e viu naquele jovem o ser humano sofrido, marcado por traumas, desorientado, perdido e lhe ofereceu amor. Aquele amor que compreende, que apoia, que perdoa.

O amor que salva, que ergue um novo edifício em meio aos escombros de uma vida marcada pela violência.

Um amor que transforma, que leva a criatura a refletir sobre o que fez e lhe indica rumos novos, para os anos que ainda tem à frente.

                                                                        *   *   *

O amor é o olhar de Deus!

O amor é o sentimento superior em que se fundem e se harmonizam todas as qualidades do coração: é o coroamento das virtudes humanas, da doçura, da bondade.

É a manifestação na alma de uma força que nos eleva acima da matéria, até alturas divinas, unindo todos os seres.

O amor, profundo como o mar, infinito como o céu, abraça todas as criaturas. Deus é o seu foco.

Assim como o sol se projeta sobre todas as coisas e aquece a natureza inteira, assim também o amor divino vivifica todas as almas.

Deus é amor. E como somos Seus filhos, fomos criados para amar.

Amemos. A nós mesmos, ao nosso semelhante. Amemos.

Redação do Momento Espírita.

sábado, 10 de agosto de 2019

Feliz Dia dos Pais.

Todos os que fomos acalentados pelo amor paterno, com certeza, recordamos nosso velho com saudade. Particularmente, quando nós mesmos nos tornamos pais, as lembranças acodem aos atropelos.

Na acústica da alma, ainda ouvimos os passos firmes nas noites de trovoadas, a conferir em sua ronda, janelas, trancas, cortinas, o sono da criançada.

Se fechamos os olhos, podemos sentir o deslizar da sua mão levemente pelo nosso rosto e o puxar cuidadoso do cobertor.

Vemos sua silhueta se perdendo na penumbra e ouvimos o último abrir e fechar da geladeira.

Recordamos da criança que fomos e que ficava à espera da sua volta do trabalho. Aqueles que tivemos pais cujo trabalho exigia muitos dias fora do lar, podemos sentir outra vez o coração aos atropelos, lembrando o som do carro dele, chegando, na madrugada.

Será que lembrou de trazer um presente? Será que a sua barba está por fazer e vai espetar o nosso rosto?

Recordamos o passeio dos fins de semana, do presente de aniversário, da ceia de Natal. Até das broncas após as nossas malandragens.

Igualmente lembramos dos carinhos à chegada de nosso boletim, a alegria após passar de ano. A comemoração em família pelas nossas vitórias: Fundamental, Ensino Médio, Vestibular, Faculdade.

E quando chegamos à adolescência? Quantos cuidados! Quem são os seus companheiros? Com quem você vai sair? Aonde vai?

Não fume. Não beba. Não exceda a velocidade. Respeite os sinais de trânsito.

É hora de chegar? Não falei para chegar antes da meia-noite?

Filho, respeite os mais velhos. Faça um carinho nos seus avós. Quando, afinal, vai se decidir a trabalhar?

Garoto, vou lhe cortar a mesada.

Olhando as rugas estampadas no rosto de nosso pai, somos tomados de carinho e nos curvamos diante dele. Quantos anos vividos no calor do lar paterno. Quantas lições!

Lições que hoje repassamos para os nossos próprios filhos e, sem nos darmos conta, vamos repetindo os mesmos gestos dele. Daquele que há sessenta, setenta anos renasceu e um dia se tornou nosso pai.

Olhamos nossos filhos e lembrando de como a generosidade de nosso pai, os seus cuidados nos fizeram bem ao caráter, nos esmeramos no atendimento aos nossos próprios rebentos.

Por tudo isso, outra vez, é que a nossa gratidão cresce no peito e explode em uma grande manifestação de afeto. E, como se nosso pai fosse uma criança pequena, abraçamos o velho e o embalamos em nossos braços, com a mesma canção de ninar que um dia ele embalou a nossa infância.

                                                                *   *   *

As mensagens repassadas às crianças calam profundamente em suas almas. Embora o tempo, a distância, as circunstâncias mais adversas, tudo o que as aninhou e animou nos anos infantis repercute pela vida afora.

Eis porque a infância tem um caráter de primordial importância ao ser humano. É nesse período de repouso para o Espírito, que se prepara para as lutas do mundo, que o ser se abastece de energias, vigor, valores reais que são, em verdade, as únicas heranças autênticas que os pais legam aos filhos.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Aprender a conviver.

Os quatro pilares para a educação são conceitos de fundamento dessa arte, baseados no relatório elaborado para a UNESCO pela Comissão Internacional para o século XXI, coordenada por Jacques Delors.

A equipe, composta por mais de quatorze especialistas de renome, provenientes de várias regiões do mundo, atuantes em diferentes campos culturais e profissionais, teve a incumbência de refletir sobre a educação e a aprendizagem no século XXI.

Em 1993, o documento foi apresentado e pode ser resumido em quatro grandes propostas: Aprender a fazer, Aprender a conhecer, Aprender a conviver e Aprender a ser.

Tomamos, então, como centro de nossas reflexões momentâneas a proposição do Aprender a conviver.

Esse domínio de aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores.

O documento se utiliza de um termo bastante inspirador: a descoberta progressiva do outro.

Podemos estranhar, num primeiro instante, falar em descoberta do outro, se o outro sempre esteve em cena, isto é, desde o princípio da Criação, lidamos com a presença de um próximo.

No entanto, o termo descoberta vai mais fundo do que a simples constatação de que há alguém no mundo além de nós mesmos.

Descobrir o outro significa partilhar com ele o mundo, a vida, as oportunidades.

Descobrir o outro é perceber a importância do próximo em nosso contexto de existência. Saber que não fazemos nada sozinhos e que a vida precisa ser muito mais colaborativa do que competitiva.

A competição ainda é força motivadora, sem dúvida, no estado de Humanidade em que nos encontramos.

Porém, com o tempo e maturidade, perceberemos que a colaboração é potência mais grandiosa ainda.

Assim, descobrir o outro significa pensar em comunidade e não apenas em unidade. O mundo não gira ao nosso redor, mas todos giramos juntos com o mundo.

Essa sempre foi a proposta cristã. Estava no Amai-vos uns aos outros como eu vos amei; e também no Não vos chamo mais servos, mas vos chamo irmãos.

Jesus amou as diferenças. Conviveu com os diferentes e valorizou a função de cada um no todo.

As diferenças nos educam, o diferente nos faz abrir a mente e o coração, enquanto o igual pode nos acomodar.

Conviver com quem pensa como nós, com quem tem os mesmos valores, pode parecer atrativo e suficiente. Engano nosso.

Conviver com o pensamento oposto, com a ideia que se choca é construir em nós um senso de igualdade, a verdadeira igualdade.

                                                                 *   *   *

Estamos na Terra para aprender a conviver.

Há virtudes que só desenvolvemos no contato com o outro. A maioria delas, em verdade.

Na convivência nos burilamos, na convivência nos fortalecemos.

Por mais decepcionantes que certas companhias por vezes possam ser, elas estão em nosso viver por razões muito valiosas e precisas. Observemos, convivamos, conheçamos e nos autoconheçamos.

Aprender a conviver é mecanismo fundamental da nossa educação como Espíritos em desenvolvimento.
Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 30 de julho de 2019

Ensaios de amor.


Ela era uma velhinha que morava sozinha, em uma grande casa. Não tinha amigos porque, ao longo dos anos, ela os vira morrer, um a um.

Seu coração era um poço de saudade e de perdas. Por isso, ela decidira que nunca mais se ligaria afetivamente a ninguém.

E, para se lembrar que um dia tivera amigos, passara a chamar as coisas pelos nomes dos amigos que haviam morrido.

Sua cama se chamava Belinha. Era grande, sólida e confortável. Mesmo depois que ela se fosse, Belinha continuaria a existir.

A poltrona confortável da sala de visitas se chamava Frida. Haveria de durar muitos anos mais.

A casa se chamava glória. Tinha sido construída há mais de cem anos, mas não aparentava mais que vinte. Era feita de madeira muito forte, vigorosa.

E o carro, grande, espaçoso se chamava Beto. “haveria de servir”, pensava a velhinha, “para alguém, depois de sua morte.”

E assim vivia a velhinha solitária.

Certo dia, quando estava lavando a lama de Beto, um cachorrinho chegou no portão. O portão não tinha nome, porque ela achava que ele logo teria que ser substituído. Suas dobradiças estavam enferrujadas e a madeira apodrecida.

O animalzinho parecia estar com fome e ela tirou um pedaço de presunto da geladeira e o deu ao cão, mandando-o embora.

Porém, no dia seguinte, ele voltou. E no outro e no outro. Todos os dias, ele vinha, abanava o rabo e ela o alimentava, mandando-o embora.

Ela dizia que Belinha não comportava um adulto e um cachorro, que Frida não gostava que cães sentassem nela e glória não tolerava pelo de cachorro.

E Beto? Bom, esse fazia os cachorros passarem mal.

Um ano depois, o animal estava grande, bonito. E tudo continuava do mesmo jeito. Até que um dia ele não apareceu.

Ela ficou sentada na escada, esperando. No dia seguinte, também. Nada.

Resolveu telefonar para o canil da cidade e perguntar se eles tinham visto um cachorro marrom. Descobriu que eles tinham dezenas de cachorros marrons.

Quando perguntaram se ele estava usando coleira com o nome, ela se deu conta que nunca dera um nome para ele.

Sentou-se e ficou pensando no cachorro marrom que não tinha coleira com um nome. Onde quer que estivesse, ninguém saberia que ele tinha de vir todos os dias até seu portão para que ela lhe desse de comer.

Tomou uma decisão. Dirigiu Beto até o canil e falou para o encarregado que queria procurar o seu cachorro.

Quando ele lhe perguntou o nome do cachorro, ela se lembrou dos nomes de todos os amigos queridos aos quais havia sobrevivido.

Viu seus rostos sorridentes, lembrou-se de seus nomes e pensou em como fora abençoada por ter conhecido esses amigos.

“Sou uma velha sortuda”, pensou.

“O nome do meu cachorro é Sortudo”, disse.

E gritou, ao ver os cães no grande quintal: “aqui, Sortudo!”

Ao som da sua voz, o cachorro marrom veio correndo. Daquele dia em diante, Sortudo morou com a velhinha.

Beto parece que gostou de transportar o cachorro. Frida não se incomodou que ele sentasse nela. Glória não ligou para os pelos do cachorro.

E todas as noites Belinha faz questão de se esticar bem para que nela possam se acomodar um cachorro marrom Sortudo...e a velhinha que lhe deu o nome.

                                  *          *         *

Não temamos nos afeiçoar às pessoas. Ninguém consegue viver sem amor, sem amigos, sem ninguém.

Não nos enclausuremos em solidão, nem percamos a oportunidade extraordinária de amar.

Amemos a quem nos rodeia. Também à natureza e os animais, recordando que tudo é obra do excelente pai que nos criou.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Arma poderosa.

O sábio Lavoisier afirmou que no mundo nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Isso aprendemos na escola e é exato.

O que temos observado, contudo, é que atualmente, as transformações estão sendo cada vez mais rápidas.

Recordam-nos os autores espirituais que, para construir a floresta, a natureza demora séculos sobre séculos, partindo das sementes simples até à grandiosidade das sequoias e a resistência do carvalho.

Para destruí-la basta a chispa de fogo, muitas vezes consequência do descuido e do descaso humanos.

Para construir um avião, equipe de técnicos primorosamente escolhidos associa os prodígios da inteligência, agindo em conjunto.

Todos os detalhes são pensados e revistos, na busca pela segurança e arrojo tecnológico.

Para destruir uma aeronave, é suficiente um erro de cálculo.

Para a edificação de uma cidade os homens empregam anos e anos de sacrifício. Constroem a escola, o hospital, os jardins, as casas. Cada detalhe é examinado e projetado para melhor servir às necessidades humanas.

Para destruí-la, suficiente se faz uma bomba.

Para construir são precisos amor e trabalho, estudo e competência, compreensão e serenidade, disciplina e devotamento.

Para destruir são suficientes golpes de martelo, um artefato explosivo, um fósforo esquecido.

Assim também acontece com a reputação de uma pessoa, que é resultado de anos de esforço e dedicação, em que demonstra, paulatinamente, seus valores e competência, seja no âmbito científico, social, religioso.

É o trabalho continuado que atesta a capacidade do trabalhador.

No entanto, o poder vigoroso de uma língua mal intencionada tem a capacidade de denegrir a imagem de pessoas íntegras e instituições nobres.

Tudo começa como um rastilho de pólvora, para estourar adiante, arrojando por terra anos de renúncias, dedicação, assistência.

Muito oportuno se meditássemos um pouco sobre essa arma mortal, que é a nossa língua, direcionando sua utilização para o bem, o bom, o belo.

Usar a língua de forma apropriada, construindo, é também demonstração de sabedoria.

                                                                *   *   *

Você sabia que certa vez um califa prendeu um de seus maiores inimigos?

Desejando dar um fim ao desafeto, pediu a opinião de seu melhor ministro.

O servidor, exemplificando como se pode utilizar as palavras com harmonia, argumentou:

Príncipe, se o matares, terás feito o que outros fazem. Se o perdoares, serás único.

Falar, edificando, é sinal dos que admitem Jesus como Mestre e O seguem.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 16 de julho de 2019

A palavra da inocência.

Quase sempre acreditamos que as crianças não entendem o que acontece ao seu redor. Tomamos decisões, inclusive a respeito de suas próprias vidas, sem nos importar com seus sentimentos.

Assim acontece nas separações conjugais, em que se decide com quem ficarão os filhos. Assim é quando se decide mudar de residência e até mesmo quando se opta por transferi-los de uma para outra escola.

No entanto, as crianças estão atentas e percebem os acontecimentos muito mais do que possamos imaginar.

A jornalista Xiran que, apesar do regime de opressão e abandono que viveu na China, manteve um programa de rádio, em Nanquim, conta uma história singular, em seu livro As boas mulheres da China.

Havia uma jovem que se casou com um rapaz muito culto e de projeção política na China. Durante três anos, pelo seu status, ele foi estudar em Moscou.

Ela viveu anos de felicidade ao seu lado. Um casamento que foi abençoado com dois filhos. Era uma mulher de sorte, comentava-se.

Então, exatamente no momento em que o casal se alegrava com o nascimento do segundo filho, o marido teve um ataque cardíaco e morreu, repentinamente.

No final do ano seguinte, o filho mais novo morreu de escarlatina.

Com o sofrimento causado pela morte do marido e do filho, ela perdeu a coragem de viver.

Um dia, pegou o filho que restava e seguiu para a margem do rio Yang-Tsé. Seu intuito era se unir ao marido e ao bebê na outra vida.

Parada à beira do rio, ela se preparava para se despedir da vida, quando o filho perguntou, inocentemente:

Nós vamos ver o papai?

Ela levou um choque. Como é que uma criança de cinco anos podia saber o que ela pretendia fazer?

E perguntou: O que é que você acha?

Ele respondeu: É claro que vamos ver o papai! Mas eu não trouxe o meu carrinho de brinquedo para mostrar para ele!

Ela começou a chorar. Nada mais perguntou. Deu-se conta de que ele sabia muito bem o que ela pretendia.

Compreendia que o pai não estava no mesmo mundo que eles, embora não fizesse uma distinção muito clara entre a vida e a morte.

As lágrimas reavivaram nela o instinto materno e o senso de dever.

Tomou o filho no colo e, deixando a correnteza do rio levar a sua fraqueza, retornou para sua casa.

A mensagem de suicida que tinha escrito foi destruída.

Enquanto fazia o caminho de volta ao lar, o menino tornou a perguntar:

E então, não vamos ver o papai?

Procurando engolir o pranto, ela respondeu:

O papai está muito longe. Você é pequeno demais para ir até lá. A mamãe vai ajudá-lo a crescer, para que você possa levar para ele mais coisas. E coisas muito melhores.

Depois disso, ela fez tudo o que uma mãe sozinha pode fazer para dar ao filho o melhor.

                                                               *   *   *

As crianças não são tolas. E muito mais do que possamos imaginar permanecem atentas, em especial a tudo que lhes diga respeito.

Percebem os desentendimentos conjugais, as dificuldades domésticas, a ponto de ficar enfermas.

Por tudo isso, preste mais atenção ao seu filho. E, sobretudo, fale com ele sobre as dificuldades e sobre as soluções possíveis.

Não o deixe crescer ansioso e triste. Ajude-o a viver no mundo, seguro e firme.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 9 de julho de 2019

A primeira prece.

Na madrugada, o homem, sequioso de aventuras, chegou ao deserto de Gila, no Novo México.

Estacionou o caminhão e iniciou a caminhada de trinta e dois quilômetros, para se encontrar em um acampamento, com seu grupo de alunos.

O verão era implacável e o sol ardia como fogo. O professor começou a sentir que as botas não eram as ideais para aquele clima. Parou, arejou os pés, colocou outras meias, acelerou o passo, reduziu a marcha. Nada funcionou.

Ao cair da noite, chegou ao acampamento. Os pés estavam uma chaga viva. Eram bolhas e machucados o que viu quando descalçou as botas.

Apesar de tudo nada comentou com ninguém.

Dialogou com os instrutores e com os garotos. A madrugada o surpreendeu em repouso.

Quando a manhã se fez clara, veio o alarme. Um dos garotos sumira.

O professor sentiu o peso da responsabilidade, antevendo as ameaças do deserto cruel que o menino iria enfrentar. Calçou as botas outra vez e teve a impressão de estar andando sobre vidro quente. Tropeçou, arrastou os pés. Tentou pensar em algo para se distrair, esquecer a dor. Tudo em vão.

A dor foi se tornando sempre maior, insuportável.

Finalmente, ele alcançou a trilha que saía de uns arbustos e seguiu direto ao rio que descia das montanhas, através de sombrios desfiladeiros.

Ao ver a água, colocou os pés calçados dentro dela. Esperava alívio mas a sensação foi de milhares de agulhadas perfurando-lhe as bolhas.

Deixou escapar um grito estridente do peito e se jogou na água, por inteiro. A dor aumentou.

Não havia solução. Ele não conseguia mais andar e onde se encontrava, com certeza demoraria dias para ser encontrado.

E o garoto? Era preciso encontrar o garoto.

Uma ideia tomou vulto em seu cérebro e ele começou a implorar, até sua voz ecoar num brado sempre mais alto:

Um cavalo. Por piedade. Preciso de um cavalo.

Depois, como um lamento, colocou toda sua alma na palavra seguinte:

Jesus!

E prosseguiu repetindo:

Jesus. Um cavalo. Jesus.

Era a primeira vez que orava.

Um cavalo apareceu. Era real. Não era alucinação. Ele o montou por toda a noite, até encontrar o garoto.

Cedo, dois vaqueiros procuraram o animal que lhes fugira, não saberiam eles dizer o porquê.

Mas o professor sabia. Sua prece fora ouvida e atendida. Por isso, emocionado, ali mesmo, pronunciou a segunda prece de sua vida: a prece da gratidão.

                                                                *   *   *

Você sabia que a oração deveria fazer parte de nossa vida?

Que orar jamais deveria ser nosso último recurso, mas o primeiro a ser buscado?

E que a prece movimenta profundas forças que concorrem para reverter quadros enfermiços, enquanto alimenta com novo vigor a esperança e restabelece o bom ânimo?

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Autoeducação.

Não há, basicamente, em nenhum nível, uma outra educação que não seja a autoeducação.

Toda educação é autoeducação e nós, como professores e educadores, somos, em realidade, apenas o entorno da criança educando-se a si própria.

Devemos criar o mais propício ambiente para que a criança eduque-se junto a nós, da maneira como ela precisa educar-se por meio de seu destino interior.

                                                                        *   *   *

A lição trazida por Rudolph Steiner, importante educador, filósofo e artista, criador da Pedagogia Waldorf, exige nossa atenção e estudo aprofundados.

O processo da educação não ocorre de fora para dentro e nem de uma única via. Todos nós nos auto educamos juntos.

Assim, tanto a função dos pais, os primeiros educadores, como a dos professores, da escola, é proporcionar esse entorno rico, propício para que a criança se auto eduque.

Outro grande educador, Johann Heinrich Pestalozzi, acreditava que a escola deveria ser a extensão do lar, propiciando um ambiente familiar para oferecer uma atmosfera de segurança e afeto.

Ao contrário de muitos dos seus contemporâneos, o pensador suíço não concordava totalmente com o elogio da razão humana. Para ele, só o amor tinha força salvadora, capaz de levar o homem à plena realização moral.

Aí estaria então o ambiente propício para que a criança pudesse se educar junto ao educador.

Por fim, Allan Kardec, aluno de Pestalozzi, trará no âmago da obra espírita esse mesmo viés de pensamento.

Segundo ele, a educação que apresenta a chave do progresso moral não é a do intelecto e nem mesmo a educação moral pelos livros, mas aquela que consiste na arte de manejar os caracteres.

E caracteres, qualidades, tendências, não se manejam de fora para dentro. Ninguém deixa de ser orgulhoso, vaidoso porque leu em livros ou porque foi forçado por educadores.

Aliás, essa forma tradicional de lidar com as imperfeições da alma, escondendo-as ou mascarando-as, traz maiores problemas naqueles que desejamos modificar as más tendências ou os vícios.

Verdadeiramente, somente mudamos quando nos auto descobrimos. O auto descobrimento ou autoconhecimento é que propicia a autoeducação.

Dessa forma, educandos e educadores devemos mergulhar nesse processo rico de descoberta interior, um auxiliando o outro. Obviamente, o mais preparado, com maior experiência nas coisas da vida, terá condições de orientar o processo, de provocar a reflexão e proporcionar experimentações, vivências, que façam com que a autoeducação aconteça.

                                                                        *   *   *

Que se faça pela moral tanto quanto se faz pela inteligência e se verá que, se existem naturezas que se recusam a aceitá-las, há, mais do que se pensa, as que exigem apenas uma boa cultura para produzir bons frutos.

Eis o papel do educador, a boa cultura, o solo fértil, o entorno saudável para que a nova planta possa se desenvolver ou se autodesenvolver.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 25 de junho de 2019

A recompensa da gratidão.

Ela viera das terras distantes de Cesaréia de Filipe, na Decápole. Era considerada impura, pois há doze anos um fluxo sanguíneo não a deixava. Recorrera a todos os métodos possíveis, na ânsia da cura.

Tudo inútil. Seu mal era considerado um sinal de desventura, um castigo divino.

Após ter gasto tudo que possuía, ela resolvera buscar a próspera Cafarnaum, na esperança de encontrar um remédio ainda não experimentado, um médico ainda não consultado.

Chegou à cidade no momento em que o sublime profeta de Nazaré acabava de saltar nas brancas praias de Cafarnaum.

Pelos caminhos, ela ouvira falar d'Aquele Homem, pela boca dos que tinham sido abençoados por Suas mãos e haviam recuperado a saúde.

O povo se comprime. Todos almejam chegar mais perto. A figura de Jesus se destaca com Sua túnica tecida sem costura, seu manto quadrangular de borlas tecidas em fios de linho.

A mulher tenta se aproximar d'Ele. O coração parece lhe saltar do peito. O que dizer-lhe? Como falar da sua desdita, expondo-se, em meio a tanta gente?

Ela já fora tão humilhada. As marcas da problemática orgânica lhe denunciavam a enfermidade. Estava descarnada, anêmica.

Ela acreditava n'Ele. Parecia sentir que uma força extraordinária se desprendia d'Ele. Todo Ele era grandeza. Almejava gritar, tocá-lO. Isto: tocá-lO seria suficiente para que se curasse.

Então, numa rua estreita, enquanto a multidão se adensava cada vez mais, ela aproximou-se e por trás, alongou o braço esquálido e lhe tocou as vestes com a ponta dos dedos.

Maravilha! O sangue estancou de imediato. A dor se foi. Uma sensação estranha a dominou. Sentiu-se renovada. Foram alguns segundos de êxtase. Logo, a voz d'Ele se destacou na multidão:

Quem me tocou?

Os discípulos dizem que é impossível saber, pois todos O apertam, comprimem.

Ela se atira aos pés d'Ele e confessa:

Fui eu, Senhor. Guardava a certeza que, em tocando-te as vestes, recuperaria a saúde.

Jesus a envolve em Seu olhar e a sossega:

Filha, vai em paz. A fé te salvou. Fica livre do teu mal!

Algum tempo depois, Ele foi preso. Às horas de angústia da incerteza do destino d'Ele, se seguiu a cruel subida até à Colina da Caveira.

Sob o peso do madeiro que carrega, enfraquecido por não ter se alimentado desde a noite anterior e pelas longas horas de flagelação, ele cai.

Ela não se contém. Burla a vigilância dos soldados e corre-lhe ao encontro. Com uma toalha branca, limpa-lhe a face ensanguentada e dorida.

Quando a retira, nela estava estampado o rosto d'Ele, tingido pelo sangue.

Vai em paz! Lembrar-me-ei de ti...- Escuta ela em seu coração.

                                                              *   *   *

Antigas tradições cristãs dizem que essa mulher se chamava Serápia e que, a partir desse episódio, ficou conhecida como Verônica, que quer dizer: Verdadeira imagem.

Verônica ou Berenice – Que importa? O que ressalta é o exemplo de gratidão que se permite externar.

Ela acompanha o Mestre, na Sua caminhada dolorosa, afronta a soldadesca, tudo para limpar o rosto d'Aquele que um dia a envolvera em Seu olhar amoroso, desejando-lhe paz.

Ele lhe retribui o gesto, deixando impresso Seu semblante na toalha alvinitente. A recompensa da gratidão.

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 18 de junho de 2019

Soltei o mundo para segurar sua mão.

Até sua chegada, o mundo me carregava e eu carregava o mundo e nada mais...

Tantos atrativos, tantas possibilidades, tantas distrações...

Curioso, mas, ter possibilidades é, ao mesmo tempo, ter tudo e ter nada, porque poder escolher caminhos ainda não é caminhar.

Porém, quando você chegou, tudo mudou.

Soltei o mundo para segurar sua mão.

Decidi que as coisas do mundo podem esperar, e enquanto esperam eu vou adiante e vou com você.

Segurar sua mão é encontrar sentido na vida, é perceber que quando se caminha junto se caminha melhor.

Segurar sua mão é me entregar a algo maior do que eu, pois “nós” sempre será mais grandioso do que apenas “eu”.

                                                                          *   *   *

Quando se forma uma nova família deixamos muitas coisas para trás. Muitos falam de perdas.

Quando trocamos o eu pelo nós somos convidados a desenvolver inúmeras virtudes da alma, virtudes fundamentais para nossa felicidade.

Muitas pessoas alegam que deixaram sonhos de lado para investir no projeto de vida dos filhos. Coisas que gostariam muito de ser ou de fazer e que agora ficam de lado.

Entendem que isso são as tais perdas ou sacrifícios.

Ao longo de nosso amadurecimento, vamos percebendo que muitos desses sonhos eram egoístas, vazios ou sem muita base de sustento. Eram desejos de um coração imaturo, inexperiente e nada mais.

Muitos desses nossos anelos que deixamos à margem do caminho não nos levariam a lugar algum, ou não nos fariam tão felizes como podemos ser agora com esse grande emprego que abraçamos.

Falamos de profissões ou ofícios que gostaríamos de ter seguido, de investimentos na carreira que deixamos de fazer, mas será que tais aplicações de tempo e trabalho seriam tão valiosas como a da família?

Pode ser que sim, pode ser que não.

E por que não entender a família como um ofício? Como um investimento na carreira? A carreira de homens e mulheres de bem.

Não são as grandes descobertas da ciência, da tecnologia, que melhoram o mundo. Engano nosso. É o autoaprimoramento e o aperfeiçoamento das relações que têm o poder transformador.

Se burilarmos apenas o intelecto podemos ser considerados inteligentes, avançados, porém, sem a moralidade sempre seremos infelizes.

A família é o campo de desenvolvimento da moral, e quando soltamos as coisas do mundo, principalmente as fúteis, efêmeras, para segurar na mão dos irmãos de caminhada, iniciamos o verdadeiro caminhar para o desenvolvimento da alma.

Antes de ficarmos lamentando o que deixamos para trás, enxerguemos o que estamos construindo para o futuro.

                                                                          *   *   *

Soltei o mundo para segurar sua mão.

Decidi que as coisas do mundo podem esperar, e enquanto esperam eu vou adiante e vou com você.

Segurar sua mão é encontrar sentido na vida, é perceber que quando se caminha junto se caminha melhor.

Segurar sua mão é me entregar a algo maior do que eu, pois “nós” sempre será mais grandioso do que apenas “eu”.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 11 de junho de 2019

Tributo à vida.

Era somente um rapaz e nos chamou a atenção porque pulou a grade de segurança da extensa ponte, saltando para um dos pilares, na parte de dentro do rio.

Notava-se que a chuva insistente, do dia anterior, tornara as águas turbulentas. Ficamos curiosos em saber o que faria aquele jovem.

E nos pusemos a observá-lo, do local onde nos encontrávamos.

Ele deslizou pelo alto pilar até a base. Depois, procurando, com o olhar, o melhor caminho, mesmo sem calçar botas, foi andando entre a água e as pedras mais próximas à margem.

Somente então nos demos conta do motivo de tudo aquilo. Ali, em meio à vegetação, estava um cãozinho assustado, olhando as águas.

O rapaz se aproximou, o chamou e o acarinhou, no intuito de lhe conquistar a confiança.

Depois, o abrigou entre seus braços e retornou para a base do pilar.

Agora sim, ele se deparou com o grande problema. Ele pensara no resgate do animal, mas não em como poderia retornar para o alto da ponte.

Ele descera sem nada e não havia saliências entre as pedras do pilar para ele se apoiar e subir.

Menos ainda sustentando o pequeno animal.

Nesse momento, outros adolescentes, que passavam pela ponte, se uniram ao resgate.

Um deles desceu até o pilar, apanhou o cão, entregou-o em segurança aos colegas, do lado de dentro da grade de proteção.

Retornou, estendeu os braços e foi puxando o rapaz para cima.

Para conseguirem chegar até a segurança da ponte, foi preciso que dois se unissem e depois, enfim, comemoraram o êxito alcançado, abraçando-se.

Enquanto tudo isso acontecia, e foram longos e preciosos minutos, ninguém mais parou. Os carros continuaram a transitar, as pessoas a se locomoverem.

Somente aqueles meninos viram o que estava acontecendo. Meninos que passavam, seguindo para a escola ou para lugar nenhum. Não sabemos.

O detalhe é que eles tiveram olhos de ver e se uniram em um resgate a alguém que teve o ímpeto de salvar um filhote assustado e perdido que, talvez tivesse perecido ali mesmo.

                                                                      *   *   *

Já nos perguntamos, alguma vez, quanto vale uma vida? Quando assistimos a tantas cenas cotidianas que parecem nos dizer que ela não vale nada; quando tantos filmes enaltecem o resolver da violência com mais violência e a morte dos considerados maus elementos; as histórias que apresentam como atos heroicos o suicídio assistido, é de nos emocionarmos constatar nossa juventude reverenciando a vida.

Se dá valor a um animal, se arrisca a própria segurança para salvá-lo; se demonstra preocupação com alguém que precisa de ajuda, isso nos diz que nosso mundo está recheado de boas pessoas, de gente que pensa no semelhante, que esquece o compromisso imediato para louvar a vida, num gesto de desprendimento.

O que recebe em troca? No caso do cãozinho, muitas lambidas, latidos e pulos.

Em se falando do bem maior, as vidas que foram preservadas, um hino que sobe aos céus e retorna em bênçãos generosas sobre a Humanidade.

Sim, sobre todos, porque toda vez que um gesto bom é concretizado, a Humanidade inteira se beneficia.

Pensemos nisso e saiamos a louvar a vida humana, animal, vegetal.

Ela é precioso dom da Divindade.
Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Deserto florido.

O deserto do Atacama, no Chile, é o mais árido e alto do mundo. É também o lugar na Terra que passou mais tempo sem chuvas, sendo registrados quatrocentos anos sem uma gota d´água do céu.

Atualmente, ele pode ficar anos e mais anos sem qualquer precipitação atmosférica, porém, de tempos em tempos, um fenômeno muito interessante acontece.

O milagre da floração do deserto é possível de se ver muito raramente, pois depende necessariamente da chuva caída nos meses do verão.

Suficientes quantidades de água permitem que as sementes, que estavam adormecidas no seco deserto, possam despertar para voltar à vida e florescer por um curto espaço de tempo, na primavera.

São mais de duzentos tipos de flores. Cores mil. Um desabrochar belíssimo e inesperado em meio a terras tão áridas.

Quando o deserto revive e floresce surge uma panorâmica maravilhosa. É a oportunidade de desfrutar a singeleza das flores que cobrem as planícies e gloriosamente contrastam com as montanhas que as rodeiam.

Só é possível desfrutar deste milagre do deserto em alguns anos e por pouco tempo, desde fins de agosto até o meio de outubro.

As sementes, que ficam adormecidas por muitos anos, estão especialmente adaptadas para essas condições extremas, e assim podem voltar à vida pelas chuvas que as acordam, convertendo o deserto numa pintura multicor.

Os chilenos conhecem esse fenômeno como deserto florido.

                                                                    *   *   *

O ser humano também é capaz de florescer, mesmo após  anos de estiagem íntima.

As sementes do potencial evolutivo jazem dormentes, mas vivas, no âmago da alma.

Almas secas, almas aparentemente sem esperança de flor, virão a desabrochar um dia, quando a chuva do entendimento, a chuva da renovação, as fizer despertar.

Não há caso perdido para o Criador.

Mesmo os Espíritos mais relutantes, que na agonia e tristeza profundas, ousam fazer frente ao bem, negando o Criador e o amor; mesmo esses, irão germinar.

Chegará o tempo em que perceberão que o mal, a revolta, a vingança não lhes traz felicidade alguma.

Chegará o tempo em que, regados pelas chuvas contínuas do amor dos que estão ao seu lado, render-se-ão ao bem renovador.

Cada um tem seu tempo. Cada um desperta quando está preparado para despertar.

Porém, recordemos que as sementes ocultas estão lá, aguardando ansiosamente o momento de sair da terra árida, aguardando o instante de respirar o ar puro de uma nova vida.

Todos temos jeito. Todos somos deuses potenciais.

Deus nos fez todos assim, sem exceção.

Quem escolhe o momento de desabrochar somos nós.

Chegará o tempo em que veremos o deserto do planeta Terra, ainda tão sofrido, tão seco, florescente por completo.

Seremos nós, Espíritos bons, que modificaremos a paisagem deste planeta, passando a chamá-lo de terra florida.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 28 de maio de 2019

Aconchegando-nos no coração de Deus.

Originada do sânscrito, a palavra Namastê literalmente significa: Curvo-me perante a ti.

Em sentido mais amplo e difundido, expressa: O Deus que habita meu coração saúda o Deus que habita o teu coração.

Enquanto cumprimento, acompanhado de ligeira curvatura, Namastê revela o respeito que há entre indivíduos que se reconhecem partícipes da mesma essência, da mesma origem, do mesmo destino.

Como filhos de Deus, trazemos em nós o traço divino que a todos nos iguala, que nos faz reconhecer no próximo verdadeiro irmão.

Origina-se daí a recomendação do Cristo: Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo.

                                                                           *   *   *

Voltar a lecionar ofereceu renovado ânimo à professora aposentada Ione, de noventa e dois anos.

Tudo mudou com a chegada de sua nova cuidadora, Maria da Silva, de trinta e cinco anos. Mãe de três filhos, ela contou que nunca tivera a oportunidade de ser alfabetizada.

Ao saber disso, a professora não perdeu tempo: Você gostaria de aprender a ler e a escrever?

A partir da resposta afirmativa, as aulas iniciaram. Tão logo a cuidadora chegava para trabalhar, ambas se sentavam à mesa. Ao alcance das mãos, cadernos, canetas, lápis e borracha.

Pouco a pouco, os resultados começaram a aparecer.

No alto da folha, o título: Meu primeiro ditado. Consoantes e vogais foram se somando, os sons, por meio da escrita, se materializando e as palavras, surgindo: bala, casa, dedo, fada.

O resultado também foi positivo para dona Ione, que voltou a fazer aquilo que mais ama na vida: ensinar.

Maria ganha conhecimento e vovó, alegria. Nós, familiares, também ganhamos, pois podemos presenciar uma cena linda e edificante. Vovó parece até mais jovem, relata a neta de dona Ione.

                                                                           *   *   *

Cada um de nós traz em si a essência Daquele que nos criou.

Quando secamos lágrimas, quando ofertamos o alimento, quando perdoamos, quando amamos desinteressadamente, quando educamos, quando valorizamos o esforço do próximo, ligamo-nos intimamente ao Criador.

Quando distendemos a mão aos necessitados, quando nos elevamos em prece por aqueles que já retornaram às moradas celestes, quando compreendemos as limitações alheias e a elas destinamos paciência e tolerância, sintonizamo-nos perfeitamente com Aquele que é a fonte de toda a vida.

Vós sois deuses, ensinou-nos Jesus. Por meio de nossas escolhas, de nossos pensamentos, ações e vontade, tornamo-nos instrumento divino no concerto da Criação.

Em meio às dúvidas, na falta de fé, quando os passos se tornam vacilantes; em momentos nos quais sentimos medo ante os desafios que se fazem necessários ao nosso progresso; quando ouvirmos apenas o silêncio em resposta às nossas rogativas, busquemos o próximo.

Façamos o bem. Amemo-lo.

Encontremos a assinatura divina no outro, e permitamos que ele igualmente a encontre em nós.

                                                                           *   *   *

Por meio de nosso irmão, obtemos respostas, ouvimos a voz celeste, alçamos um caminho para a felicidade, aconchegamo-nos no coração de Deus.

Pensemos nisso! Amemo-nos uns aos outros!

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 21 de maio de 2019

Visualizar.

Vivemos, na atualidade, fenômenos culturais muito curiosos. Um deles é o das novas palavras e novos significados para termos antes pouco utilizados.

Pela primeira vez na História, no ano de 2015, o Dicionário Oxford elegeu não uma palavra propriamente dita, mas um emoji, como palavra do ano.

O emoji é uma imagem pictográfica que representa uma palavra ou frase. No caso, a imagem vencedora representava um rosto com lágrimas de alegria.

Todos os anos, a editora elege a palavra que, naquele período, atraiu muito interesse.

Os termos candidatos ao prêmio são debatidos por um júri que, segundo a instituição, escolhe o vencedor com base no potencial duradouro e na significância cultural.

Uma outra palavra que ganhou novo significado foi o verbo visualizar.

Visualizar é diferente de olhar, de ver ou ler.

Visualizar é tomar ciência de algo, num golpe de olhar apenas, sem qualquer tipo de aprofundamento.

O verbo visualizar também instaurou uma urgência pela resposta, pois se alguém visualiza algo e não responde de imediato, desperta do lado de lá uma imensa preocupação.

Visualizou: precisa responder imediatamente.

Visualiza-se algo, mas não se reflete sobre aquilo. Visualizamos uma mensagem e temos pouco ou nenhum tempo de elaborar, seja um pensamento ou uma resposta.

Jacques Lacan, importante psicanalista francês, levanta uma questão que ele chama de tempo lógico.

Para ele, haveria uma diferenciação entre três tempos: o tempo de ver, de compreender e de concluir.

O tempo de ver é o tempo no qual uma certa percepção chega até cada um de nós. É o impacto sensorial que temos quando percebemos alguma coisa.

O tempo de compreender é aquele no qual lemos essa percepção a partir de acontecimentos anteriores de nossa vida, e que fazem com que essa percepção ganhe algum sentido para nós.

Finalmente, é a partir do tempo de concluir que cada um realiza um certo ato, se implica numa decisão, escolhe o que fazer a partir daquilo que compreendeu.

Diante do novo sentido utilizado para o verbo visualizar, temos uma espécie de achatamento entre o que vemos e a precipitação no ato.

Encontramo-nos impelidos sempre a uma resposta, como se ela pudesse ser automática.

Não há o tempo de pensar, de refletir, de analisar.

O novo sentido do verbo passa a ter ares de indiferença, pois é um olhar apressado, quase desinteressado.

Podemos deixar de ver, de compreender e concluir, diante das dores alheias, diante do mundo que pulsa a nossa volta e pede ajuda.

Podemos começar a apenas visualizar nossos amores, suas falas e dificuldades.

Podemos começar a simplesmente visualizar o mundo, ao invés de fazer parte dele ativamente.

                                                                              *   *   *

Em tempos em que se contam e comemoram visualizações, é fundamental lembrar que relações saudáveis exigem atenção e tato, exigem dedicação e tempo.

Precisamos nos dar e dar ao outro o tempo de compreender e concluir. Decisões e respostas apressadas trazem consequências graves e, muitas vezes, irreversíveis.

Aceitamos com facilidade as demandas urgentes de um mundo agitado e impaciente. Está na hora de reassumirmos o controle de tudo, com calma, análise e profundidade.
Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 14 de maio de 2019

A arte do matrimônio.

Qual será o segredo dos casamentos duradouros? Casais que convivem há anos falam de paciência, renúncia, compreensão.

Em verdade, cada um tem sua fórmula especial. Recentemente, lemos as anotações de um escritor que achamos muito interessantes.

Ele afirma que um bom casamento deve ser criado. No casamento, as pequenas coisas são as grandes coisas.

É jamais ser muito velho para dar-se as mãos, diz ele. É lembrar de dizer te amo, pelo menos uma vez ao dia.

É nunca ir dormir zangado. É ter valores e objetivos comuns.

É estar unidos ao enfrentar o mundo. É formar um círculo de amor que una toda a família.

É proferir elogios e ter capacidade para perdoar e esquecer.

É proporcionar uma atmosfera onde cada qual possa crescer na busca recíproca do bem e do belo.

É não só casar-se com a pessoa certa, mas ser o companheiro perfeito.

E para ser o companheiro perfeito é preciso ter bom humor e otimismo. Ser natural e saber agir com tato.

É saber escutar com atenção, sem interromper a cada instante.

É mostrar admiração e confiança, interessando-se pelos problemas e atividades do outro. Perguntar o que o atormenta, o que o deixa feliz, por que está aborrecido.

É ser discreto, sabendo o momento de deixar o companheiro a sós para que coloque em ordem seus pensamentos.

É distribuir carinho e compreensão, combinando amor e poesia, sem esquecer galanteios e cortesia.

É ter sabedoria para repetir os momentos do namoro. Aqueles momentos mágicos em que a orquestra do mundo parecia tocar somente para os dois.

É ser o apoio diante dos demais. É ter cuidado no linguajar, é ser firme, leal.

É ter atenção além do trivial e conseguir descobrir quando um se tiver esmerado na apresentação para o outro.

Um novo corte de cabelo, uma vestimenta diferente. Detalhes pequenos, mas importantes.

É saber dar atenção para a família do outro pois, ao se unir o casal, as duas famílias formam uma unidade.

É cultivar o desejo constante de superação.

É responder dignamente e de forma justa por todos os atos.

É ser grato por tudo o que um significa na vida do outro.

                                                                     *   *   *

O amor real, por manter as suas raízes no equilíbrio, vai se firmando dia a dia, através da convivência estreita.

O amor, nascido de uma vivência progressiva e madura, não tende a acabar, mas amplia-se, uma vez que os envolvidos passam a conhecer vícios e virtudes, manias e costumes um do outro.

O equilíbrio do amor promove a prática da justiça e da bondade, da cooperação e do senso de dever, da afetividade e advertência amadurecida.
Redação do Momento Espírita.

sábado, 11 de maio de 2019

Feliz dia das Mães.

Felicidade das Mães.
No Dia das Mães, quando tantas homenagens ocorrem, uma garota escreveu: Durante toda a vida ouvi falar: “Se o filho está feliz, a mãe está feliz. Tudo que eu quero é ver meu filho feliz!”

Francamente, impossível acreditar nisso.

Se fosse verdade, eu teria podido comer aquela barra de chocolate inteirinha. Isso me teria feito muito feliz.

Mas ela não deixou. Cortou minha felicidade ao meio.

Quando quis virar a noite no videogame, eu estava no auge da minha felicidade. Mas ela não entendeu. Por acaso, ela pensou na minha felicidade? É claro que não.

Ela disse que contaria até três e me fez desligar a TV, no meio da última fase do jogo.

Se houvesse sinceridade nesse desejo dela de me ver feliz, ela teria me deixado namorar ao invés de estudar.

Como ela pôde me proibir de sair e me forçar a ficar horas com os livros, quando tudo que me faria feliz naquele momento estava lá fora?

O sol estava lá fora. O namorado estava lá fora. Os amigos estavam se divertindo. Todos... menos eu.

Como sempre, o que eu ouvia era: “Você não é igual a todo mundo. Você é minha filha.”

E, naquele dia, em que cheguei chorando porque tinha sido injustiçada pelos amigos, ela disse: “Você deve ter feito alguma coisa para merecer isso!”

Quanta insensibilidade!  Ela não sabia que me faria feliz se tivesse se unido a mim para dizer que eu estava certa?

Até me ajudasse a encontrar mil defeitos neles.

As mães dizem que nos querem ver felizes. Na verdade, também querem que arrumemos a cama, lavemos a louça, tiremos o lixo, cuidemos dos irmãos. E, ainda, nos forçam a comer o que elas dizem que é saudável.

Garanto que a maioria dos filhos pensa como eu.

                                                                    *   *   *

Pois é. Pensamos assim até nos tornarmos mães. Quando a vida nos presenteia com um filho, passamos a ver as coisas de forma bem diferente.

O não da barra de chocolate passa a ser entendido como um sim à disciplina alimentar. O não ao videogame se torna um sim às horas insubstituíveis de sono.

O não ao namorado, não é um não ao namoro, é um sim ao futuro.

Então entendemos e agradecemos por cada atitude de nossa mãe porque todas serviram para nos tornar melhores.

Hoje, quando nossa mãe nos olha com orgulho, e sorri mesmo quando as coisas não estão fáceis, conseguimos compreender o sentido daquela frase repetida incansavelmente, ao longo da vida: “Se você estiver feliz, eu estarei feliz.”

Não há nada maior do que o amor de uma mãe. Também nada mais gratificante do que descobrir, nos seus olhos, a felicidade por ver seu filho bem neste mundo.

Agradeçamos à nossa mãe o que fez por nós, por nos ter transformado num barco forte para passar por todas as tempestades.

Agradeçamos por ter nos acolhido com mesa farta quando chegamos em terra firme com a alma sedenta de amor e o coração faminto de carinho.

Agradeçamos pelo melhor colo do mundo e pelo sorriso maravilhoso de se ver!

E sim, ficamos zangadas quando ela está longe. Nós a queremos por perto para continuar dizendo os santos não para essa criança, dentro de nós, que nunca para de aprender!

Amamos você, mamãe!
Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Dedicação materna.

Quando se fala em dedicação, difícil se nos torna avaliar qual o seu significado para algumas pessoas.

Quando se evoca, por exemplo, a figura materna, que tem em seus filhos a maior razão de seu viver, parece que essa virtude se multiplica indefinidamente.

Mães existem que não medem os esforços que fazem, a energia que despendem, nem mesmo a negação de suas próprias necessidades para bem atender seus filhos.

                                                                     *   *   *

A imprensa divulgou a história daquela mãe chinesa cujo filho, de trinta e seis anos, depois de um acidente de carro, ficou tetraplégico e em coma.

O pai do rapaz havia morrido quando ele ainda era uma criança. A mãe assumiu sozinha a árdua tarefa de atender ao filho.

Alimentava-o, por meio de um tubo ligado ao estômago, dava-lhe banho, fazia massagens em seu corpo para evitar escaras. Estava ao seu lado dias e noites.

Os meses foram passando vagarosos e se transformaram em anos.

Doze anos se foram, quando, num belo dia, ele despertou do coma. A notícia surpreendeu o país e se espalhou nas redes sociais.

E aquela senhora, então com setenta e cinco anos, afirmou aos entrevistadores que nunca desistira dele.

Nas imagens divulgadas, o filho aparece sorrindo e a mãe, feliz, diz que o sorriso é o único meio dele se comunicar com ela.

Mas, que espera pelo momento em que ele possa voltar a falar, a chamá-la de mãe.

                                                                     *   *   *

A dedicação dessa mãe para com o filho dependente nos faz perceber o quanto é capaz de lutar o amor materno.

Nos relatos colhidos, ela revela que, sem meios para se sustentar, contando somente com a ajuda de amigos e familiares, muitas vezes deixava de comer para que não faltasse alimento ao jovem.

Esses doze anos de dedicação, de renúncias e sacrifícios nos falam do tamanho do seu amor maternal e do alto grau de sua fé em Deus e na vida.

Ter fé é confiar, é acreditar. Ela confiou com todas as fibras de seu coração na possibilidade de retorno do seu filho à vida.

E, embora ele nada mais consiga fazer do que sorrir, desde que saiu do coma, ela prossegue confiante, perseverante, aguardando que ele volte a falar.

E a chamá-la de mãe.

Esse devotamento, essa dedicação é uma entrega que se faz sem condições, sem medidas, sem necessidade de trocas ou retribuições.

É um sacrifício de quem se doa e uma verdadeira bênção para o ser que se encontra totalmente incapacitado.

Toda essa dedicação demonstra o apreço da mãe pelo filho, e a perfeita realidade de que esse amor não tem preço!

Serve-nos, igualmente, de exemplo de luta pela vida. Vida que não deve ser menosprezada, abandonada por se encontrar a pessoa em situação crítica.

Vida que nos merece respeito, luta, apoio.

Afinal, tantos casos existem de pessoas consideradas a um passo da morte, que retornam ao palco da vida e retomam suas lutas, seus afazeres, como se tudo não tivesse passado de um período de sono, de refazimento, de repouso.

Pensemos a respeito.
Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Profissão honrada.

Certa vez, um homem ligou para sua esposa da cabina telefônica de um aeroporto.

Quando as suas moedas terminaram, a telefonista o interrompeu para dizer que lhe restava apenas um minuto.

O homem se apressou para encerrar a conversa com a esposa mas, antes que eles tivessem tempo de se despedir, a linha caiu.

Com um suspiro, o homem pôs o fone no gancho e começou a sair da minúscula cabina.

De repente, o telefone tocou. Imaginando que fosse a telefonista, solicitando a colocação de mais moedas, ele pensou em não atender. Mas alguma coisa lhe disse para pegar o telefone.

De fato, era a telefonista. Contudo, ela não queria mais moedas. Tinha um recado para ele.

Depois que o senhor desligou, sua esposa disse que o amava. Achei que o senhor gostaria de saber.

                                                                       *   *   *

Em qualquer atividade que exerças, considera-te servidor de Deus.

Por mais humilde seja a tua profissão, ela é por demais valiosa no conjunto social em que te encontras.

Cumpre com os teus deveres com alegria, e consciente do seu significado, do valor que eles têm e de quanto são importantes para a comunidade.

Ilhas imensas surgem nos mares, construídas por humildes ostras.

Desertos colossais resultam de pequenos grãos de areia que se acumulam.

Oceanos volumosos são nada mais do que gotinhas de água.

A tua parcela no mundo é de grande relevância. Portanto, trabalha com disposição e nobreza.

Não explores negativamente os semelhantes, retirando proveitos imediatos indevidos, através de tua profissão.

Muitos, enquanto exercitam a sua atividade profissional, oferecem materiais e produtos de inferior qualidade, ao preço de qualidade superior.

Outros egoístas, em suas oficinas, mentem, fingem, alegam trocas de peças, substituindo-as por aquelas de inferior possibilidade, ganhando dinheiro desonestamente.

Muitos funcionários encenam enfermidades, conseguem falsos atestados médicos, abusam de prerrogativas, para não exercerem as suas horas de trabalho.

Cada profissão no mundo guarda o compromisso de forjar o bem e o progresso dos grupos humanos. Também de iluminar todos aqueles que, na qualidade de dignos profissionais, honram os deveres, como legítimos cooperadores do Criador.

Não sejas daqueles que adotam profissões visando o destaque social, o ganho rápido e o menor esforço.

Quando ouças alusões a riquezas e prestígios, pensa em tantos doentes sem médico, analfabetos sem professor, explorados sem advogados que os ajudem e tantas outras necessidades humanas, a fim de que exerças a tua profissão com o melhor de ti.

A missão do homem inteligente na Terra deverá ser fazer a vida crescer por onde sigam os seus passos.

Trabalha feliz e exerce a tua atividade profissional com honra.

                                                                     *   *   *

A profissão não deve ser encarada simplesmente como a possibilidade do ganho material. É também fator de crescimento.

É daquelas questões que, na esfera dos planejamentos reencarnatórios, antes do retorno à carne, são ajustadas no mundo invisível.

Abraça, pois, a tua profissão e exerce-a com amor, demonstrando a tua capacidade de ser útil e atender ao desenvolvimento da sociedade em que vives.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Meditar...respirar.

É natural. Nossa mente sofre sede de paz, como a terra seca tem necessidade de água fria.

Por isso, venha a um lugar à parte, no país de você mesmo, a fim de repousar um pouco.

Esqueça as fronteiras sociais, os controles domésticos, as incompreensões dos parentes, os assuntos difíceis, os problemas inquietantes, as ideias inferiores.

Retire-se dos lugares comuns a que ainda se prende.

Concentre-se, por alguns minutos, em companhia do Cristo, no barco de seus pensamentos mais puros, sobre o mar das preocupações cotidianas...

Ele lavará a sua mente repleta de aflições.

Balsamizará suas úlceras.

Basta que você se cale e sua voz falará no sublime silêncio.

Ofereça-lhe um coração valoroso na fé e na realização, e Seus braços divinos farão o resto.

Você regressará, então, aos círculos de luta, revigorado, forte e feliz.

Seu coração com Ele, a fim de que possa agir, com êxito, no vale do serviço.

Ele com você, para escalar, sem cansaço, a montanha da luz.

                                                                          *   *   *

A meditação dulcifica a aspereza da luta, harmoniza o intelecto com o sentimento e mantém acalmado o homem.

Vale esclarecer que não será por efeito de uma a outra experiência mágica que perceberemos o efeito, mas sim através de expressivo esforço.

A disciplina, a frequência do exercício, os conteúdos do pensamento, são essenciais para o êxito desse empreendimento íntimo.

Tomemos, por exemplo, de uma página do Evangelho. Leiamos pausadamente, digerindo-lhe o significado e nos concentrando nela, para fixá-la.

Retiremos a grande quantidade de informações e reflexionemos em cada mensagem revelada, na sua essência.

Insistamos em verificar a forma e o sentido de como aquelas linhas poderão nos ser úteis.

Analisemos sem pressa para que da letra retiremos seu espírito.

Habituemo-nos a esse pequeno costume e estaremos iniciando a meditação que nos levará à paz de consciência e à alegria de viver.

Mesmo que disponhamos de pouco tempo, busquemos utilizá-lo para a meditação, descobrindo, logo depois, que os benefícios serão imensos.

A meditação nos irá abrir as portas para a perfeita união com Deus que a oração proporcionará.

                                                                          *   *   *

Respiremos profundamente e com calma.

Reservemos alguns momentos do nosso dia para realizar essa singela tarefa de bem-estar.

Recordemo-nos dessa faculdade incrível que temos de fazer com que o ar externo penetre nossos pulmões.

O ar é vida e cada vez que respiramos conscientemente estamos nos ligando a ela com mais intensidade.

Respiramos automaticamente, respiramos mal, por vezes tomados pela ansiedade e nervosismo que quase nos tiram o fôlego.

Aproveitemos, a cada expiração, para retirar de nosso íntimo as preocupações, as revoltas, os sentimentos pouco elevados.

Respiremos melhor e vivamos melhor.

Redação do Momento Espírita

Doe Sangue

Doe Sangue