terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

A gentileza continua em alta.

 


A educação, a polidez, a gentileza são fatores de transformação na sociedade.

De um modo geral, pensamos que posição social, cultura, estudo universitário sejam condições que garantem a gentileza, a polidez, a educação.

Infelizmente, não são.

Cenas que observamos, situações que vivenciamos nos demonstram isso, em variadas oportunidades.

Um médico e colunista de interessante revista relata que, estando no aeroporto, porque seu voo estivesse atrasado, resolveu gastar o tempo na sala VIP.

Naquele ambiente teria mais conforto e alguns mimos, como sucos, cafés, jornais.

Lembremos que VIP quer dizer Very Important Person, ou seja, pessoa muito importante.

Imaginou que ali somente deveriam se encontrar pessoas educadas.

No entanto, um dos VIPs andava pela sala, aos gritos, em seu celular. O constrangimento era geral, sobretudo, porque ele dizia palavrões para o interlocutor.

Em altos brados, discutia assuntos pendentes em sua empresa.

De uma forma criativa, frisou o colunista que talvez ele devesse ser chamado de very inconvenient person, ou seja, pessoa muito inconveniente.

Por outro lado, ele observou, certo dia, cruzando de balsa, entre Salvador e a ilha de Itaparica, um homem de chinelos.

A pele curtida pelo sol o identificava como um pescador. Pois esse homem, de maneira gentil, cedeu o seu banco para que uma senhora se assentasse.

Isso nos diz que a polidez, a gentileza, dependem da educação. Normalmente, é no lar que aprendemos, desde cedo, a utilizarmos, de forma corrente, as palavras mágicas: Obrigado, Por favor, Com licença, Desculpe.

Pais atentos não perdem oportunidade para ensinar aos filhos que devem respeito a todas as pessoas, não importando a idade. Que devem ser gentis com seus colegas, com seus familiares, com qualquer pessoa.

Por isso, aquele casal francês chamou a atenção no hotel em que se hospedavam com seu filho de cinco anos.

Eles chegaram no saguão para aguardar o elevador e um outro casal já se encontrava ali. Quando o elevador chegou, o garoto, mais do que depressa, correu para dentro.

Pois o pai o repreendeu, pediu que ele saísse do elevador e deixasse que os que estavam à frente entrassem antes.

Enquanto acontecia a curta viagem vertical, o menino perguntou ao pai por que precisou sair, se já estava no elevador.

E ouviu a explicação do pai: Não é porque você está com pressa, que vai esquecer de ser educado.

E concluiu: A educação é muito importante.

Esse pai está criando um cavalheiro.

Pequenas gentilezas, em nossos dias, estão sendo esquecidas. Porque disputam o mesmo mercado de trabalho, competem em igualdade de condições, alguns homens acreditam que gentileza é coisa do passado.

No entanto, os verdadeiros cavalheiros mostram a sua elegância quando cedem a passagem para uma mulher, quando lhe abrem a porta do edifício, quando seguram a porta do elevador, porque a veem chegando.

Sem se falar da elegância de enviar flores, em momentos específicos, demonstrando a sua sensibilidade e gentileza agradecendo, simplesmente, pela amizade, pelo companheirismo, pelo coleguismo.

Pensemos a respeito.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

Silêncio necessário.

 


O silêncio faz grande falta na civilização contemporânea.

Fala-se em demasia, e, por conseguinte, fala-se do que não se deve, não se sabe, não convém, apenas pelo hábito de falar.

Na falta de um assunto edificante, ou indiferentes para com ele, as pessoas se utilizam de temas negativos, prejudiciais ou sórdidos, denegrindo a própria alma, insultando o próximo e consumindo energias valiosas.

Há uma preocupação excessiva em falar, opinar, mesmo quando se desconhece a questão.

Parece de bom-tom a postura de referir-se a tudo, e de a respeito de tudo estar a par.

Aumenta, assim, a maledicência, confundem-se as opiniões, e entorpecem-se os conteúdos morais das palavras.

Se cada pessoa falasse apenas o necessário e no momento oportuno, haveria um salutar silêncio na Terra.

Não o silêncio da indiferença, do descaso, da passividade, mas o silêncio do respeito, das conclusões não precipitadas, das análises mais completas sobre as coisas.

Sabemos tão pouco da vida alheia para opinar com acerto, para desenvolver uma crítica, para julgar.

Somos meros aprendizes de todas as áreas do conhecimento, para emitir opiniões sobre tudo.

Somente o silêncio nos ensinará a ouvir mais, a desenvolver a virtude da humildade, essa que nos faz compreender que, mesmo sendo sábios em muitas áreas, temos muito ainda a aprender.

Somente o silêncio poderá nos abrir a alma para as inspirações do Alto, para escutar os bons conselhos, as orientações salutares, que surgem nos momentos de meditação e oração.

Somente o silêncio no Espírito propiciará que contemplemos uma obra de arte, sentindo-a em todas as suas nuances.

Somente o silenciar das ingratidões que sofremos, conseguirá fazer com que entremos no sentimento do próximo, despertando em nossos corações a piedade, que em seguida irá se converter em ação no bem.

Somente o silêncio das palavras vazias poderá dar lugar ao canto magnífico da oração, às vozes que brotam de nosso coração.

                                                                  *   *   *

Usa o silêncio necessário. O silêncio faz bem àquele que o conserva.

Jesus calou muito mais do que falou. Os Seus silêncios sábios são o atestado mais expressivo do Seu amor pela Humanidade.

Pensemos n'Ele, quando chamados a falar insensatamente, e sigamos Seu exemplo.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Abraço à distância.

 


Muitas foram as campanhas de conscientização, durante os períodos mais graves da pandemia do coronavírus, que tomou conta do planeta, nos anos primeiros do Século 21.

Distanciamento social foi um termo que pouco ouvíamos falar, mas que ganhou notoriedade e importância dentro de todo esse contexto.

Como explicar para as pessoas, como fazer as famílias entenderem que precisavam ficar em isolamento, durante um determinado período, sem lhes dar perspectiva temporal?

Importantes foram as campanhas criativas, principalmente aquelas que escolheram o tom de esperança e não o do terror, do pessimismo.

Algumas delas falavam que gente boa estava perto do coração, mas longe na distância. Outra dizia: Ainda precisamos permanecer distantes, mas logo tudo voltará ao normal.

Uma, em especial, dizia: Abrace à distância, referindo-se à necessidade de auxiliar aqueles que passavam por maiores necessidades em período tão crítico.

Bastante oportuna a proposta que, aliás, pode ser entendida de diversas formas.

Muitos ficamos sem abraços importantes em nossas vidas, por um bom tempo, no entanto, a criatividade e a oportunidade nos apresentaram novos modos de abraçar.

De dentro de casa criamos campanhas, mobilizamos enormes grupos de pessoas pelas redes sociais, inventamos novas maneiras de encontros e meios de permanecer conectados.

Podemos dizer, sem exagero, que muitos acabaram se aproximando mais ainda, ao invés de se afastar.

Descobrimos que estar perto ou longe não está necessariamente na proximidade física.

Alguns estávamos próximos fisicamente, mas como se habitássemos planetas distintos. Que proximidade era essa?

Outros vivíamos o desafio da distância oceânica, continental, e nos descobrimos subitamente tão próximos, tão necessários um na vida do outro!

Uma tela, uma conexão, um smartphone nos fez chorar, sorrir, ouvir, desabafar...

Abraçamos à distância os que estavam isolados por seus familiares, incluindo-os em grupos religiosos, em atividades redentoras, em estudos.

Abraçamos à distância os tímidos, que sempre tiveram dificuldade em se expressar ou que tinham vergonha de sua aparência.

E tudo em breves linhas amorosas, escritas e correspondidas com atenção.

Abraçamos irmãos de outros Estados, outros países, enlaçando também sua cultura, sua experiência de vida, independente de idade, sexo ou religião.

De certa forma, as plataformas digitais nos igualaram. O mesmo quadradinho, o mesmo espaço para todos, sem grandes diferenças.

Quantas lições... Quanto aprendemos nos momentos de crise. A vida sempre nos ensinando, no planeta escola, no planeta das provas e das expiações redentoras.

Se você ainda não teve a oportunidade desse tipo de abraço, eis a chance.

Não que ele substitua o outro, de forma alguma, mas é mais um que acrescentamos em nosso repertório amoroso de expressões carinhosas que fazem bem a todos.

Abracemos à distância, abracemos de perto, abracemos sempre.

Todos precisamos de abraço.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

Há dois mil anos.

 


Há dois mil anos, houve Alguém, na face da Terra, que amou a Humanidade como jamais ninguém amou.

Ele conhecia e respeitava as leis da vida. Para aqueles que O chamaram de subversivo, esclareceu: Eu não vim destruir a lei, mas dar-lhe cumprimento.

Ele sabia que a Humanidade se debateria em busca de soberania e poder. Que se precipitaria nos despenhadeiros das guerras cruéis e sangrentas, causando dor e sofrimento.

Por isso, disse: Minha paz vos deixo, a minha paz vos dou.

Ele sabia que caminharíamos em busca da felicidade e, embora rodeados de pessoas, haveria momentos em que a solidão nos visitaria.

Por isso, prometeu: Nunca estareis a sós. Vinde a mim.

Ele compreendia que, na escalada para a perfeição, em alguns momentos, não saberíamos ao certo que caminho seguir.

Então, se ofereceu: Eu sou o Caminho.

Ele conhecia as fraquezas humanas e entendia que densas nuvens se abateriam sobre nossas consciências, e que poderíamos nos perder na noite escura dos próprios desatinos.

Por isso declarou: Eu sou a luz do mundo.

Como pastor, Ele compreendia a fragilidade dos Seus tutelados, que facilmente se deixariam levar pelo brilho das riquezas materiais e escorregariam nas armadilhas da desonra e da insensatez.

Por essa razão, Ele advertiu: De nada vale ao homem ganhar a vida e perder-se a si mesmo.

Por conhecer a indocilidade do coração humano, que se tornaria presa fácil da prepotência e se comprometeria negativamente com os preconceitos e a soberba, criando cadeias para a própria alma, assegurou, com ternura: Conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará.

Há dois mil anos houve Alguém que amou a Humanidade como ninguém jamais amou...

E, por saber que, na intimidade de cada ser humano, há uma centelha da chama divina, aconselhou: Brilhe a vossa luz.

Por ter ciência plena da destinação de todos nós, orientou: Sede perfeitos como vosso Pai Celestial é perfeito.

Conhecedor da nossa capacidade de preservar e dar sabor à vida, afirmou: Vós sois o sal da Terra.

Há dois mil anos houve Alguém que amou tanto a Humanidade que voltou, após a morte, para que tivéssemos a certeza de que o túmulo não aniquila os nossos amores.

Ele nada impôs a ninguém. Convidou, simplesmente assim: Quem quiser vir após mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-me.

Sem estabelecer ilusões, nos elucidou sobre as dores que o mundo nos ofereceria, dos enganos que poderíamos ser levados a abraçar.

Acenou, de forma clara, que os que perseverassem até o fim, esses seriam salvos.

                                                        *   *   *

Esse Espírito ficou conhecido na Terra pelo nome de Jesus, o Cristo.

Habita mundos sublimes, onde a felicidade suprema é uma realidade.

Mas, por ter afirmado que jamais nos deixaria órfãos, continua amparando e socorrendo a todos nós, independente de crença, raça, posição social ou cultura.

Sua promessa ainda repercute pela Terra e soa aos nossos corações: Nenhuma das ovelhas que o Pai me confiou se perderá.

Ovelhas do mesmo pastor, prossigamos em nossa jornada, até alcançarmos as estrelas.

Nosso destino é a perfeição. Sigamos resolutos.

Redação do Momento Espírita.

Doe Sangue

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