Louvando os “ pobres de espírito ”, Jesus não exaltava a ignorância, a insuficiência, a boçalidade e a incultura. Encarecia a bênção da simplicidade, que nos permite encontrar os mais preciosos tesouros da vida.
Abençoava a humildade, que nos conduz à fonte da paz. Salientava a sobriedade que nos garante o equilíbrio. Destacava a paciência que nos dilata a oportunidade de aprender e servir.
Se procuras o Mestre do Evangelho, vale-te da lição de Jesus, à maneira do lavrador vigilante que sabe selecionar as melhores sementes a fim de enriquecer a colheita próxima ou à maneira do viajor que guarda consigo a lâmpada acesa para a vitória sobre as trevas.
Se a Doutrina Redentora do Bem Eterno é o caminho que te reclama a sublime aquisição da Vida Superior, simplifica a própria existência.
Evitemos complicações e exigências que nada realizam em torno de nós senão amargura, desencanto e inutilidade.
Recebamos o dom das horas, como quem sabe que o tempo é o mais valioso empréstimo do Senhor à nossa estrada e, convertendo os minutos em ação construtiva e salutar, faremos a descoberta de nosso próprio mundo íntimo, em cuja maravilhosa extensão, a paz e o trabalho são os favores mais altos da vida.
Contentemo-nos em estruturar com bondade e beleza o instante que passa, cedendo-lhe o melhor de nós mesmos, a favor dos que nos cercam, e descerraremos o novo horizonte, em que a plenitude da simplicidade com Jesus nos fará contemplar, infinitamente, a eterna e divina alegria.
No livro:-CONSTRUÇÃO DO AMOR- Emmanuel/Chico Xavier.
Magali Inês Brum - Colaboradora.

Nenhum comentário:
Postar um comentário