quarta-feira, 1 de abril de 2026

A tragédia do ressentimento.

A TRAGÉDIA DO RESSENTIMENTO.
As pressões psicossociais, sócio-emocionais, econômicas e de outras origens desencadeiam distúrbios variados, nos quais mergulha uma larga faixa da sociedade.

Provocando medo, ansiedade, amargura, desarmonizam o sistema nervoso dos seres humanos, conduzindo a neuroses profundas que, quase sempre somatizadas, são responsáveis por enfermidades alérgicas, digestivas, do metabolismo em geral, facultando a instalação de processos degenerativos.

Os temperamentos frágeis, sob pressão, procuram realizar mecanismos de fuga, caindo em estados fóbicos e depressivos ou recorrendo à violência como forma de afirmação e defesa da personalidade.

Muitos resíduos psicológicos se lhes instalam no campo emocional e mental, dando lugar a perturbações de comportamento e a doenças diversas, que permanecem sem diagnose adequada.

Pessoas mais sensíveis, que não conseguem suportar e superar esses fenômenos das pressões constritoras, refugiam-se em ressentimentos que as infelicitam e predispõem-nas a reagir sempre, desferindo dardos venenosos contra aqueles que se lhe transformam em inimigos reais ou imaginários.

O ressentimento é responsável por muitas das tragédias do cotidiano. O ressentimento é tóxico que mata aquele que o carrega.

Enquanto vibra na emoção, destrambelha os equipamentos nervosos mais sutis e produz disritmia, oscilação de pressão, disfunções cardíacas.

Não vale a pena deixar-se envenenar pelo ressentimento. Um autoexame enérgico auxiliar-te-á a identificá-lo nos refolhos da alma.

Logo depois, prosseguindo na sua busca e análise, descobrirás as suas raízes, quando teve ele início e por que se te instalou no ser, passando a perturbar-te.

Verificarás, surpreso, que és responsável por lhe dares guarida e o vitalizares, deixando-te por ele consumir.

Vive, pois, sem mágoas. Depura-te. Ressentimento, nunca!
No Livro:- MOMENTOS DE SAÚDE.
Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

domingo, 29 de março de 2026

Ao irmão afastado.

AO IRMÃO AFASTADO.
Dizes-te, por vezes, sob desalento e cansaço e que já não consegues abraçar qualquer tarefa na seara do bem.

Entretanto, no íntimo, a voz da consciência te convida a olvidar desenganos, apagar ressentimentos, varrer amarguras e renovar a própria existência.

Qualquer desilusão é apelo à realidade e toda vez em que nos reconhecemos em desacerto, isso é sinal de que estamos progredindo em discernimento.

Não permitas que a ideia de fracasso anule os créditos de tempo, em tuas mãos. Não abandones a certeza de que podes trabalhar e servir, auxiliar e melhorar, renovar e reconstruir.

Se o desânimo te congelou os ideais, acende a chama da esperança, no próprio coração e reinicia a cooperação, nas obras construtivas, das quais te afastaste, impensadamente.

Se paraste na trilha do progresso, retoma a própria marcha, em demanda ao alvo por atingir. Não acredites em derrota e nem te admitas incapaz de ser útil.

Se a Divina Providência não acreditasse em tua capacidade de elevação e refazimento, já teria cassado as tuas possibilidades de serviço na Terra.

Pensa na vida imortal e oferece uma nova oportunidade a ti mesmo, procurando reaprender e recomeçar.
No livro :-AMIGO.- Emmanuel/Chico Xavier.
Magali Inês Brum - Colaboradora.

sexta-feira, 27 de março de 2026

Cobranças indevidas.

COBRANÇAS INDEVIDAS.
Perdoe a ofensa, mas não peça o desagravo.

Esqueça o mal-entendido, mas não queira a reparação.

Faça um favor,mas não espere nada em troca.

Ampare o familiar,mas não lhe exija a subserviência.

Empreste ao colega, mas não o veja como devedor eterno.

Sustente a coragem do irmão, mas não se aproveite de sua fraqueza.

Aconselhe o companheiro, mas não o submeta a seus caprichos.

Resolva a dificuldade do amigo, mas nem pense em retribuição.

Cobranças, às vezes, acontecem na moeda invisível da exigência.

É preciso, porém, não esquecer que tudo de bom em você é dádiva de Deus, a ser utilizada em favor de todos.

Ajude o próximo, mas não faça do bem um simples negócio.
No Livro:- VIVENDO O EVANGELHO.(volume 2) 
André Luiz/ Chico Xavier.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Apedrejamento moral.

APEDREJAMENTO MORAL.
O apedrejamento é uma das formas mais antigas e brutais de execução de que se tem registro na História da Humanidade.

No contexto bíblico e na sociedade judaica da época de Jesus, era reservado para crimes considerados gravíssimos, como o adultério, a blasfêmia ou a idolatria.

Recordamos que o jovem Estêvão, considerado o primeiro mártir da Boa Nova, foi apedrejado pela acusação de blasfêmia contra Deus e Moisés.

O ato não era apenas uma punição física, mas um ritual de exclusão comunitária. Ao lançar pedras, a sociedade declarava que aquele indivíduo não era mais digno de habitar entre os vivos, transformando a execução em um espetáculo de dor lenta e humilhação pública.

Em algumas regiões do nosso planeta, continua vigente, qual um lembrete sombrio de como a intolerância pode se institucionalizar, ignorando a dignidade humana em nome de um julgamento implacável.

A Anistia Internacional tem desenvolvido campanhas para a abolição plena dessa penalidade e feito apelos diretos a países que utilizam ou preveem o apedrejamento para que abandonem essa prática.

No entanto, para além das pedras físicas que ferem o corpo, existe um apedrejamento simbólico que alguns enfrentamos diariamente.

Na arena social, as pedras são substituídas por palavras, olhares e silêncios punitivos.

Quando lançamos uma mentira em uma rede social ou um boato de corredor, isso funciona exatamente como um projétil.

Atinge o alvo com força e deixa marcas que, às vezes, levam anos para cicatrizar.

Talvez uma das pedras mais pesadas seja a do desprezo, especialmente quando direcionada às melhores intenções. Dedicamos tempo, energia e amor em alguma ação benemérita e recebemos a crítica destrutiva ou o julgamento de quem nada faz.

Podemos chamar de apedrejamento da boa vontade, em que o esforço altruísta é tido como vaidade ou erro.

Suportar ser apedrejado psicologicamente exige uma força interior profunda. Jesus, ao confrontar os acusadores da mulher adúltera, trouxe a reflexão: Aquele que estiver sem pecado, atire a primeira pedra.

Essa frase não apenas interrompeu uma execução física, mas desarmou o tribunal moral da época.

Dessa maneira, frente às pedras da calúnia e do desprezo que possam nos atingir no trabalho, na família ou na vida social, o desafio é não revidar com o mesmo peso.

Embora as feridas doam, elas não têm o poder de mudar quem somos, a menos que permitamos que o ódio do outro se torne o nosso próprio veneno.

Para lidar com o apedrejamento moral, especialmente quando ele vem de onde menos esperamos, como para nossos gestos de maior entrega, fortaleçamos nossa imunidade emocional. E não percamos tempo em nossa defesa.

Gastar energia nos defendendo de calúnias infundadas apenas alimenta o conflito. Deixemos que o tempo e a constância do nosso trabalho falem por nós.

As pedras que nos lançam, e que nos ferem, são as mesmas que, sob o solo da paciência, pavimentarão o caminho da nossa vitória moral.

Permaneçamos firmes no bem.
Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br

domingo, 22 de março de 2026

Gentileza.

GENTILEZA.
A gentileza é muito mais do que um simples ato de cortesia. É uma força capaz de catalisar mudanças profundas, tanto em quem a oferece quanto em quem a recebe.

Quando surge, pode até surpreender aquele que é alvo dela. Chega, por vezes, a alterar o rumo de sua vida.

Em um mundo cada vez mais acelerado e muitas vezes frio, um gesto de atenção e empatia se torna um bálsamo para a alma, quebrando barreiras de indiferença.

Pequenas ações, que podem ir de um sorriso sincero, uma palavra de apoio ou a simples escuta atenta até as que auxiliam em profundidade, criam uma onda de positividade que se espalha de forma contínua.

Ela não exige recursos financeiros. Somente riqueza de espírito e a decisão consciente de ter olhos de ver. Olhos de perceber a dificuldade que alguém atravessa e se dispor a auxiliar.

Não importa quem seja. Porque a gentileza não indaga de procedência, de crença religiosa, político-partidária ou qualquer detalhe da vida.

Simplesmente, ao se apresentar, ela estabelece a construção de um ambiente mais harmonioso, pavimentando o caminho para uma sociedade verdadeiramente mais humana e, por consequência, transformadora.

A gentileza não é um ato isolado. É a semente diária que plantamos para colher um futuro mais humano e radiante.
Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br

sexta-feira, 20 de março de 2026

Trabalhar sempre.

TRABALHAR SEMPRE.
Se teus encargos te parecem pesados em demasia, não te abandones à impressões negativas e sim ergue-te em espírito ante a luz da compreensão.

Comparemos a existência, quando na Terra a um campo que o Senhor nos concede cultivar. Cada criatura permanece na gleba que lhe coube.

Decerto encontraremos pedras a remover, espinheiros a suprimir, ervas selvagens a erradicar e certos tratos de solo por adubar e corrigir.

É imperioso, de nossa parte, educar instintos, sublimar impulsos, estabelecer o autodomínio e aprimorar-nos quanto possível, no transcurso do tempo em que usufruamos a gleba de nossas realizações no mundo, em regime de comodato.

Haja o que houver, adianta-te e faze o melhor que possas.

Recorda que é preciso semear o bem, por dentro de nós e por fora de nós, onde estivermos, de vez que, nessas diretrizes, o bem se nos fará alegria e paz, coragem e esperança, nas áreas de cada hora.

Se algo te fez parar no serviço do bem a que te impuseste, recebendo o empréstimo da existência no mundo, refaze as próprias energias, levanta-te das sombras da tristeza e não te acomodes com a inércia.

Prossegue constantemente no encalço do bem a que somos chamados.

Reanima-te em qualquer lance difícil do caminho e confia na Divina Providência que jamais nos abandona. E, sobretudo, guarda a certeza de que o desânimo, ainda mesmo quando na embalagem das mais belas frases, nunca auxiliou e nem melhorou a ninguém.
No livro:- AMIGO./Emmanuel/Chico Xavier.
Magali Inês Brum- Colaboradora.

Doe Sangue

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