quarta-feira, 29 de abril de 2026

Comportamentos autodestrutívos.

COMPORTAMENTOS AUTODESTRUTÍVOS.
A falta de iniciativa e o medo constituem fatores relevantes para a instalação dos comportamentos autodestrutivos, decorrência natural da insegurança pessoal e da hostilidade social presente na competitividade da sobrevivência humana.

Na raiz de toda doença há sempre componentes psíquicos ou espirituais, que são heranças decorrentes da Lei de causa e efeito, procedentes de vidas transatas, que imprimiram nos genes os fatores propiciadores para a instalação dos distúrbios na área da saúde.

A existência enriquecida de ideais deve ser utilizada mediante os diversos recursos hodiernos para transformar o tumulto em harmonia, a doença em saúde e a tendência à autodestruição em prolongamento da vida sob a égide do amor que a tudo deve comandar, inspirar e vencer.

Face à sua presença e vitalidade, o mundo se modifica e o ser se liberta, plenificando-se.
N o Livro:- AMOR, IMBATÍVEL AMOR.
Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

domingo, 26 de abril de 2026

Amar a nós mesmos.

AMAR A NÓS MESMOS.
Amar a nós mesmos não é consagrarmos a vida à exaltação absoluta do corpo de carne que ao homem serve de veículo provisório na luta redentora da Terra.

Certo, tanto quanto devemos atenção e assistência a qualquer máquina útil, não podemos relaxar no cuidado que nos merece a vestimenta física, entretanto, não nos cabe centralizar todos os objetivos da existência naquilo que, no fundo, seria a preservação da animalidade.

Amarmo-nos, então, será atendermos ao justo imperativo de nossa habilitação espiritual para a vida eterna.

Nesse sentido, é indispensável aproveitarmos o concurso valioso e eficiente da dor e da luta, do trabalho e do sacrifício, na aquisição de nossas melhores experiências para os Círculos mais altos.

Claro, portanto, que se realmente amamos a nós mesmos, não podemos perder a nossa oportunidade de elevação, através das provas e dos sofrimentos que o estágio curto na Terra nos oferece.

Renúncia é sublimação. Obstáculo é auxílio. Trabalho é posse de competência. Disciplina é sementeira de altos valores espontâneos. Obediência ao bem é construção do progresso comum.

Escravidão aos deveres da reta consciência é acesso à Vida Superior. Silêncio é porta para a humildade. Serviço de hoje aos semelhantes é influência divina amanhã. Dificuldades bem superadas são bênçãos.

Se buscarmos, desse modo, amar a nós mesmos, saibamos desprezar o contentamento efêmero de algumas horas na carne escura e frágil, valorizando o nosso ensejo de aprender e crescer, com os entraves e sombras, com as dores e aflições do caminho terrestre, porque, purificando a nós mesmos, no sacrifício pelo bem dos outros, mais cedo alcançaremos a láurea da imperecível felicidade.
No livro:- CONSTRUÇÃO DO AMOR. -Emmanuel/Chico Xavier.
Magali Inês Brum- Colaboradora.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

A promessa do amanhecer.

A PROMESSA DO AMANHECER.
O otimismo não é uma negação ingênua da dor, mas uma fé inquebrantável na capacidade inerente da vida de se regenerar, de se reinventar, de reflorescer, mesmo após a mais rigorosa das geadas.

A bênção da vida reside no inusitado de cada hora, na certeza de que tudo se move, tudo se transforma, e que o rio do tempo leva consigo a tristeza do ontem e traz a promessa de um inexplorado amanhã.

Em cada amanhecer, recebemos as ferramentas: a vontade para iniciar, a disciplina para prosseguir, e a convicção de que somos fortes o suficiente para enfrentar o que vier.

O novo dia nos oferece o palco para essa alquimia da alma. Abracemos a promessa do próximo amanhecer.
Redação do Momento Espírita.
www.momento .com.br

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Não esmoreças.

NÃO ESMOREÇAS.
Quando o desânimo te ameace, porque os teus melhores planos pareçam desfeitos; quando a sombra da triste

za te invada o coração dolorido, à vista dos desenganos que nunca esperaste; se recursos te faltam para o imediato recomeço de tarefas que aspirais a restaurar e se os próprios amigos desaparecem,
não esmoreças e nem percas a esperança.

Trabalha como e onde puderes, servindo sempre, na certeza de que trazes, contigo, a força do companheiro fiel que jamais te abandona, porque tens Deus.
No Livro:- RECADOS DO ALÉM.
Emmanuel/Chico Xavier.

domingo, 19 de abril de 2026

Caridade e merecimento


CARIDADE E MERECIMENTO.
Em verdade, a maior expressão de amor que nos envolve na Vida é aquela da proteção de Nosso Pai Celestial que tudo dispõe para a nossa felicidade.

O sol que nos visita farto de luz, a chuva que nos prepara a colheita de pão, a terra que nos asila e esclarece, a fonte que nos dessedenta, a árvore que nos auxilia e a semente que nos provê o celeiro, com todos os recursos da natureza, expressam o devotamento da Providência Divina, em nosso favor.

Dir-se-ia que Deus estabelece com os homens, seus filhos conscientes, um contrato, em bases de carinho paternal, com que lhes cede todas as possibilidades de enriquecimento com uma simples condição — a do trabalho com boa vontade e perseverança.

É por isso que, em renascendo na Terra, o Espírito recebe com o instrumento do corpo físico a caridade maior do Senhor, porquanto vê-se novamente investido de bênçãos para adquirir o tesouro do seu próprio engrandecimento.

Eis porque, caridade, na vida de relação, não se aparta da lei do merecimento. Ninguém receberá suprimento de graças, sem constituir-se distribuidor diligente delas. Sem alicerces, a casa não se levanta. Sem esforço, a lavoura não produz.

Assim também, no campo da habilitação espiritual do homem para a vida eterna, somente se eleva quem se devota à ascensão e somente alcança a Luz Divina quem lhe prepara adequado combustível na candeia da própria alma.

Sejamos caridosos para que a caridade nos auxilie. Saibamos dar para receber com abundância. A fonte da vida fornece as dádivas, que lhe fluem da corrente sublime, segundo a medida que levamos aos seus preciosos mananciais.

Aproximemo-nos do bem com o largo cântaro da boa vontade e do serviço, e a vida nos enriquecerá de sua paz invariável e de imorredoura alegria.
No livro:-CONSTRUÇÃO DO AMOR.-Emmanuel/Chico Xavier.
Magali Inês Brum - Colaboradora.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

O fruto que desafia as estações.


O FRUTO QUE DESFIA AS ESTAÇÕES.
A maturidade é um estado de espírito que, frequentemente, ignora o calendário, revelando-se pela profundidade com que absorve a vida.

Trata-se de uma sabedoria silenciosa, que floresce precocemente naqueles que mal despontam na adolescência, subvertendo a lógica do tempo linear.

Enquanto muitos associam o amadurecimento ao declínio da juventude, ele se manifesta, na verdade, na capacidade de discernir o essencial em meio ao caos da descoberta.

Esse discernimento costuma ser forjado em experiências que exigem responsabilidade antes da hora, transformando o ímpeto juvenil em uma temperança rara.

Assistir a esse fenômeno é testemunhar que a alma pode ser antiga, em um corpo que ainda descobre o mundo.

A maturidade independente da idade é o reconhecimento de que a dor e o aprendizado não esperam momento certo para chegar.

Foi o que viveu Sarah Garret, ao chegar em casa, depois de um dia inteiro lavando roupa.

Ela tinha quinze anos e descobriu que seu pai, dado aos vícios da bebida e do jogo, não tendo nada mais para apostar, colocara sobre a mesa suja de cartas a filha de oito anos.

Perdera a rodada. Em poucas horas, o ganhador da aposta viria buscar a menina para levá-la a um acampamento mineiro. Sabia-se que naquele lugar as mãos pequenas sangravam na separação do minério. E não se sobrevivia até os quinze anos.

Corria o ano de 1877. Sarah não avançou contra o pai insano. Ela sabia que ele assinara um contrato para parecer legal aquela entrega.

Sabia também que na cidade havia um juiz recém-nomeado que afirmara publicamente que nenhuma criança devia pagar a dívida de um adulto.

Enquanto todos ainda dormiam, ela caminhou até o tribunal. Relatou, com voz trêmula, o drama de sua irmãzinha. Denunciou a servidão por dívida e o estado de embriaguez do pai no momento da assinatura.

Ao meio-dia, quando o homem voltou para buscar a pequena Emma, encontrou Sarah na porta segurando um documento com selo judicial.

O contrato fora anulado. O juiz declarou a transação ilegal e retirou de Thomas Garret qualquer autoridade sobre as filhas.

Nomeou Sarah como tutora da irmã. A adolescente nem teve tempo de comemorar. Estavam juntas, mas sem casa. Sem pais. Sem dinheiro.

Sarah bateu a portas, ofereceu trabalho duro em troca de teto e comida. Depois de várias recusas, uma viúva aceitou.

Por três anos, Sarah trabalhou dezesseis horas por dia. Guardou cada moeda. Dormiu pouco. Não reclamou.

Então, abriu a própria lavanderia, empregou mulheres e pagou salários justos.

Emma estudou. Cresceu. Tornou-se professora, diretora e defensora das leis contra o trabalho infantil.

Sarah nunca se casou. Dizia que criara uma menina e o fizera melhor do que muitos.

Com sua atitude, provou que há almas que amanhecem antes do sol, trazendo no olhar adolescente o outono sereno de quem já compreendeu o mundo.

Afinal, a maturidade é o fruto que desafia as estações, provando que o Espírito pode florescer em sabedoria enquanto a pele ainda celebra a primavera.
Redação do Momento Espírita.
www.momento.com.br

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Voltarás por amor.


VOLTARÁS POR AMOR.
Ante a fome de paz que te atormenta os dias, decerto já sonhaste com a disposição de repousar, além da morte, recusando o cálice de angústia que a existência carnal te sugere.

Cultivas a virtude e aspiras, sem dúvida, ao prêmio natural que o trabalho irrepreensível te granjeou. Sofres e reclamas consolo. Choras e pretendes alívio.

Entretanto, para lá das fronteiras terrestres, o amor te fulgirá sublime, no coração, como estrela surpreendente, mas ouvirás os soluços daqueles que deixaste sob a névoa do adeus.

Escutarás as preces de sua mãe e os rogos de teus filhos, quais poemas de lágrimas a desfalecerem de dor sobre a tua cabeça invadida de novas aspirações e tocada de novos sonhos.

Compreenderás a renúncia com mais segurança e exercerás o perdão sem dificuldade. A consciência tranquila ser-te-á uma bênção; contudo, o anseio de ajudar fremirá no teu peito inspirando-te a volta.

E reconhecendo que o Céu verdadeiro não existe sem a alegria daqueles que mais amamos, regressarás por amor ao campo da luta para novamente experimentar e sofrer, esperar e redimir, adquirindo o poder para ascensões mais altas, porquanto, pela força do bem puro, descobrirás com o Cristo de Deus a luz da abnegação que nos impele sempre a horizontes mais vastos, repetindo também com Ele, aos companheiros de aprendizado, a divina promessa:-

— “Em verdade estarei convosco até ao fim dos séculos”, porque não há felicidade para os filhos acordados de Deus, sem que todos os filhos de Deus entrem efetivamente na posse da felicidade real.
No Livro:-CAMINHO ESPÍRITA.
Emmanuel/Chico Xavier.

domingo, 12 de abril de 2026

Ante a lição do Senhor.

ANTE A LIÇÃO DO SENHOR.
Louvando os “ pobres de espírito ”, Jesus não exaltava a ignorância, a insuficiência, a boçalidade e a incultura. Encarecia a bênção da simplicidade, que nos permite encontrar os mais preciosos tesouros da vida.

Abençoava a humildade, que nos conduz à fonte da paz. Salientava a sobriedade que nos garante o equilíbrio. Destacava a paciência que nos dilata a oportunidade de aprender e servir.

Se procuras o Mestre do Evangelho, vale-te da lição de Jesus, à maneira do lavrador vigilante que sabe selecionar as melhores sementes a fim de enriquecer a colheita próxima ou à maneira do viajor que guarda consigo a lâmpada acesa para a vitória sobre as trevas.

Se a Doutrina Redentora do Bem Eterno é o caminho que te reclama a sublime aquisição da Vida Superior, simplifica a própria existência.

Evitemos complicações e exigências que nada realizam em torno de nós senão amargura, desencanto e inutilidade.

Recebamos o dom das horas, como quem sabe que o tempo é o mais valioso empréstimo do Senhor à nossa estrada e, convertendo os minutos em ação construtiva e salutar, faremos a descoberta de nosso próprio mundo íntimo, em cuja maravilhosa extensão, a paz e o trabalho são os favores mais altos da vida.

Contentemo-nos em estruturar com bondade e beleza o instante que passa, cedendo-lhe o melhor de nós mesmos, a favor dos que nos cercam, e descerraremos o novo horizonte, em que a plenitude da simplicidade com Jesus nos fará contemplar, infinitamente, a eterna e divina alegria.
No livro:-CONSTRUÇÃO DO AMOR- Emmanuel/Chico Xavier.
Magali Inês Brum - Colaboradora.

Doe Sangue

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