domingo, 26 de julho de 2026

A cólera.

A CÓLERA.
A cólera é responsável por alta percentagem do obituário no mundo, como legítimo fator de enfermidade e portadora da morte.

Além disso, é também a raiz de grande parte dos males e perturbações que dilapidam na base a segurança dos serviços associativos na Terra.

Nos lares invigilantes, é o gênio obscuro da discórdia. Nas instituições respeitáveis, é o fermento da separação. Nas vias públicas, é a porta de acesso à crueldade.

Nos círculos da fé, exprime-se por brecha pela qual se infiltram as forças destrutivas da sombra. Nos fracos, estabelece o abatimento imediato.

Nos corações desprevenidos, lança as teias da violência. Nos irritadiços, espalha as sugestões da delinquência.

Recebamos a experiência, por mais difícil, com a luz e a confiança no Senhor que, nos oferecendo a luta depuradora, nos possibilita a própria regeneração. A passagem na Terra é aprendizado.

Revoltar-se o homem, à frente da vida, é recusar a oportunidade de elevar-se ante a luz da própria sublimação.
No livro:- CANAIS DA VIDA.-Emmanuel/Chico Xavier.
Magali Inês Brum - Colaboradora.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Na Luz do Evangalho.

NA LUZ DO EVANGELHO.
Empobreçamo-nos de vaidade e orgulho, de ambição e egoísmo e, certamente, a verdade nos impelirá aos planos mais altos da vida.

Ilusões e exigências são adensamento de névoas em torno de nossa visão espiritual.

Jesus, no ensinamento evangélico, não exaltava os indigentes de educação ou de energia!

Salientava a triste condição das almas que amontoam, ao redor dos próprios passos, ouro e títulos convencionais no exclusivo propósito de dominação entre os homens, acabando emparedadas em pergaminhos dourados e cintilantes molduras, à maneira de cadáveres em mausoléus de alto preço.

É justo usar os patrimônios de inteligência e reconforto que o mundo nos oferece à solução dos nossos problemas evolutivos, mas é indispensável saber distribuir com espontâneo amor as facilidades que a Terra situa em nossas mãos a fim de que a fé não brilhe debalde em nossa rota.

O Senhor, em surgindo na manjedoura, estava pobre de bens materiais, mas sumamente rico de luz.

Mais tarde, no madeiro infamante, encontrava-se pobre de garantias humanas, mas infinitamente rico de Vida Eterna.

Empobreçamo-nos de exclusivismo e enriqueçamo-nos de serviço edificante! Nessa estrada de sintonia com o Alto, atingiremos, em breve tempo, os tesouros da Vida Eterna!.
No livro:- ALMA E LUZ. 
Emmanuel/Chico Xavier.

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Amparo mútuo.

AMPARO MÚTUO.
Apesar da condição de viajor que te caracteriza no mundo, pensa, de quando em quando, em teu coração como sendo esta a estalagem de que outros viajores se valem para refazimento ou informação, socorro ou descanso.

Alija da entrada de tua casa íntima quaisquer calhaus que podem ferir os pés daqueles que te procuram, e acende aí a luz da compaixão com que sejas capaz de compreender e auxiliar a todos, conforme a necessidade de cada um.

Recorda os obstáculos que já venceste e não permitas que o abrigo de tua alma se converta em labirinto de sombras para os que te buscam.

Já sabes que a vida possui carga suficiente de realidade para esclarecer os que passam na carruagem da ilusão; assim, não lhes atires em rosto os enganos de que se enfeitam para o encontro com a verdade, e, em acolhendo aqueles que carregam defeitos à mostra, cobre-os com a bondade de teu olhar, sem referir-te às chagas que transitoriamente lhes desfiguram a vida.

Todos somos hóspedes uns dos outros, e, se hoje aparece quem te rogue atenção e zelo, proteção e simpatia, em vista das surpresas aflitivas da estrada, é possível que amanhã outras surpresas aflitivas da estrada esperem também por ti.
No Livro:- ALMA E CORAÇÃO.
Emmanuel/Chico Xavier.

domingo, 19 de julho de 2026

Nossa parcela.

NOSSA PARCELA.
Talvez não percebas. Entretanto, cada dia, acrescentas algo de ti ao campo da vida.

As áreas dos deveres que assumiste são aquelas em que deixas a tua marca, obrigatoriamente, mas possuis distritos outros de trabalho e de tempo, nos quais o Senhor te permite agir livremente, de modo a impregná-los com os sinais de tua passagem.

Examina por ti mesmo as situações com que te defrontas, hora a hora. Por todos os flancos, solicitações e exigências. Tarefas, compromissos, contatos, acontecimentos, comentários, informações, boatos.

Queiras ou não queiras, a tua parcela de influência conta na soma geral das decisões e realizações da comunidade, porque em matéria de manifestação, até mesmo o teu silêncio vale.

Não nos referimos a isso para que te ergas, cada manhã, em posição de alarme. Anotamos o assunto para que as circunstâncias, sejam elas quais forem, nos encontrem de alma aberta ao patrocínio e à expansão do bem.

Acostumemo-nos a servir e abençoar sem esforço, tanto quanto nos apropriamos do ar, respirando mecanicamente. Compreender por hábito e auxiliar aos outros sem ideia de sacrifício.

Aprendemos e ensinamos caridade em todos os temas da necessidade humana. Façamos dela o pão espiritual da vida.

Acreditemos ou não, tudo o que sentimos, pensamos, dizemos ou realizamos nos define a contribuição diária no montante de forças e possibilidades felizes ou menos felizes da existência.

Meditemos nisso. Reflitamos na parcela de influência e de ação que impomos à vida, na pessoa dos semelhantes, porque de tudo o que dermos à vida, a vida também nos trará.
No livro:- ALMA E CORAÇÃO.
Emmanuel/Chico Xavier.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Eterna vítima.

ETERNA VÍTIMA.
Na silenciosa paz do cimo do Calvário
Ainda se vê na cruz o Cristo solitário.
Vinte séculos de dor, de pranto e de agonia,
Represam-se no olhar do Filho de Maria.

Abandonado e só na aridez da colina,
Sofre infindo martírio a vítima divina;
Açoitado, traído e calmo, silencioso,
Da Terra ao Céu espraia o seu olhar piedoso.

Dois mil anos de dor, e os seus cruéis algozes
Passaram sem cessar como chacais ferozes.

Caravanas de reis nos tronos passageiros,
Exaltados na voz das trompas dos guerreiros;
Os lendários heróis no dorso dos corcéis,
Inscrevendo com fogo as máximas das leis.

Cavalheiros gentis, valentes brasonados,
Nobres de sangue azul nos seus mantos dourados,
Viram-no seminu, na cruz, ensanguentado,
E puseram-se a rir do louco supliciado!

O Cristo continuou, humilde e silencioso,
Espraiando na Terra o seu olhar piedoso.
Sábios do tempo antigo abrindo os livros santos
Olharam-no também, partindo como tantos.

Artistas e histriões, poetas e trovadores,
Castelãs juvenis, turbas de gozadores.
Inda vieram; depois, aqueles que em seu nome
Espalharam a treva, o pranto, a guerra e a fome.

Desolação e horror, mataram-se os irmãos,
Lobos, tigres, chacais, na capa dos cristãos.
Contemplaram Jesus no cume da colina,
Multiplicando a guerra, as lutas e a chacina.

O Mestre prosseguiu, sublime e silencioso,
Espraiando na Terra o seu olhar piedoso.

E na época atual a caravana estranha
Estaca no sopé da árida montanha;
Mas os soberbos reis e césares antigos,
Hoje mais nada são que míseros mendigos;

Os nobres doutro tempo, agora transformados
Nos párias do amargor, nos grandes desgraçados,
Agora veem, sim, no topo do Calvário,
O sacrifício e a dor do eterno visionário,
Bradando com furor: — «Socorre-nos Jesus!
Que possamos vencer a dor em nossa cruz.

Sorvendo o amaro fel nas dores da aflição,
Temos fome de paz e sede de perdão!»
E o Mestre da bondade, o anjo da virtude,
Estende o seu perdão cheio de mansuetude.

E do cimo da cruz, calmo e silencioso,
Consola a multidão com o seu olhar piedoso.
No Livro:-PARNASO DE ALÉM TÚMULO.
Guerra Junqueiro/Chico Xavier.

Doe Sangue

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