Atentemos, agora, para a prática do autocídio, que é o processo por meio do qual alguém destrói o próprio corpo orgânico, querendo fugir de si mesmo ou das circunstâncias da estrada terrestre.
Alguns se querem matar por causa de vaidosos processos salvacionistas, outros, pelas concepções orgulhosas da honra ultrajada. Outros, mais, por ensandecidas ânsias de fugir de problemas afetivos, financeiros e sociais.
O autocida impõe a si mesmo essa abominável cadeia que o deverá aprisionar, em regra geral, a tormentos mais tormentosos, a angústias mais angustiantes, a frustrações e dores mais frustrantes e dolorosas.
Se no corpo físico alguém sente dor, um analgésico será capaz de resolver o problema, devolvendo tranquilidade ao indivíduo.
Desprendido do corpo, no Além, a criatura não se libertará da dor, senão ao custo de renovação dos fluidos, por mudança vibratória, uma vez que a sensação dolorosa será proveniente dos mais íntimos fulcros da alma, o que permitiria dizer, com as necessárias reservas, que é uma dor psicológica.
Sem embargo, o gesto autocida retrata também a pena de morte imposta pelo indivíduo a si próprio, constituindo-se em gravíssima rebeldia cometida pelos filhos de Deus, contra as leis de equilíbrio que pulsam no âmago de cada um, sugerindo trabalho continuado e paciente para a conquista da vida enobrecida e feliz.
No Livro:- JUSTIÇA E AMOR.
Espírito Camilo/J. Raul Teixeira.

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