Terás ouvido narrativas em torno de feitos sublimes, nos quais criaturas intrépidas ofereceram a própria existência para salvar os outros, quais os que tombaram na defesa da coletividade, em honra da justiça, em louvor da ciência, ao perquirirem processos de socorro aos sofrimentos da Humanidade.
Reverenciemos, sim, o nome dos que se esqueceram, a benefício dos semelhantes; o heroísmo oculto dos que sabem viver, dia por dia, no círculo estreito das próprias obrigações, a despeito dos empecilhos e das provações que os supliciam na estrada comum.
Pondera isso, quando os embaraços da vida te amarguem o coração! Reflitamos no assunto e observa a parte mais difícil da existência que o Senhor te confiou.
Será ela talvez o cativeiro de obrigações domésticas inadiáveis, a condução laboriosa de um filho doente, a tolerância permanente para com o esposo ou a esposa em desequilíbrio ou, ainda, a responsabilidade pessoal e direta na garantia das obras de benemerência e cultura, elevação e concórdia na direção da comunidade.
A matrícula na escola do heroísmo silencioso está aberta constantemente, a nós todos. Revisemos a anotação do Divino Mestre:- Quem quiser caminhar nos meus passos, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.
Qual será e como será a cruz que te pesa nos ombros? Seja ela qual for, lembra-te de que o Cristo de Deus nos aguarda no monte da vitória e da redenção, esperando tenhamos suficiente coragem para abraçar o heroísmo oculto na fidelidade aos nossos próprios deveres até o fim.
No Livro:- ALMA E CORAÇÃO.
Emmanuel/Chico Xavier.
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