terça-feira, 5 de março de 2024

Honestidade.


A humanidade cada vez mais demonstra preocupação com questões transcendentes da vida.

A consciência de que viver não se resume a aspectos materiais se dissemina pela sociedade.

Fala-se em entrar em contato com a própria essência, em desenvolver a espiritualidade.

Independentemente de filiação a determinada corrente religiosa, a ampla maioria afirma acreditar em uma força superior.

Isso revela as criaturas buscando identificar a razão de sua existência.

Como tudo no universo encontra-se em constante metamorfose e aprimoramento, conclui-se que o progresso é uma das finalidades da vida.

O anseio pelos aspectos sublimes da existência demonstra justamente as criaturas em pleno processo evolutivo.

Mas é importante recordar que a evolução dá-se de modo cadenciado.

Na natureza não ocorrem saltos.

As espécies não se transformam repentinamente.

Determinadas etapas devem ser vencidas para ser possível atingir-se a fase seguinte.

É como a construção de uma casa: ninguém inicia pelo acabamento.

Faz-se necessário antes providenciar sólida estrutura.

O mesmo ocorre com o psiquismo das criaturas.

A identificação com as faixas superiores da vida pressupõe o domínio de aspectos básicos do viver.

A harmonia e a paz são o resultado de vivências nobres do espírito.

Tais conquistas não são improvisáveis e nem surgem de um momento para o outro.

Assim, ao preocupar-se com questões transcendentes, não esqueça coisas elementares.

A honestidade é justamente uma das primeiras virtudes a serem conquistadas por quem deseja a paz e a felicidade.

O céu não é um local determinado no espaço, mas um estado de consciência, de harmonia com as leis divinas.

Mas não é possível harmonizar-se com tais leis sem o rigoroso atendimento dos próprios deveres.

Ser honesto implica demonstrar lealdade em todos os aspectos da existência.

O homem honesto realiza as tarefas que lhe cabem, com ou sem testemunhas.

Ele não inventa desculpas para avançar sobre o patrimônio do vizinho.

Infelizmente, nossa sociedade vive uma grande crise ética.

Ao tempo em que demonstram indignação com a desonestidade alheia, os indivíduos são com freqüência desleais em seus negócios particulares.

Muitas vezes, quem reclama dos políticos não paga corretamente seus impostos.

Inúmeros estudantes bradam contra a falta de ética de governantes e empresários, mas colam nas provas e copiam as tarefas dos colegas.

Esse gênero de conduta sinaliza apenas hipocrisia.

Como afirmou Jesus, é necessário dar a César o que é de César.

Ao agir honestamente, ninguém faz mais do que a obrigação.

Mas não há como desenvolver harmonia espiritual se nem a honestidade ainda foi assimilada.

É paradoxal fazer caridade sem pagar as próprias contas.

A torpeza dos outros não lhe serve de desculpa.

Antes de preocupar-se com a ausência de ética alheia, analise seu modo de viver.

Pense se você tem condições de assumir tudo o que faz e diz.

Pense nisso!

A lealdade irrestrita é uma recompensa em si mesma, pois confere dignidade e auto-respeito.

Assim, se você deseja viver em paz, seja honesto.

Afinal, a conquista da paz pressupõe poder observar o próprio proceder sem remorso ou vergonha.
Redação do momento espírita.
www.momento.com

terça-feira, 27 de fevereiro de 2024

Aprendendo com as dificuldades.


Todos vivemos, vez ou outra, dias particularmente difíceis. Normalmente, eles transcorrem no seu ritmo, com pequenos problemas que se sucedem e são prontamente resolvidos.

É o nosso cotidiano de acordar cedo, arrumar as crianças, ir ao trabalho, ao supermercado, acertar as finanças... É a vida a transcorrer sem mais complicadas demandas.

Porém, em certas épocas, a vida se mostra desafiadora. O que era tranquilo e estável parece esvair-se em nossas mãos. Sem que nenhum sinal houvéssemos percebido, o cônjuge decide romper a relação, surpreendendo-nos. E o que parecia consistente e feliz se desfaz de maneira repentina.

Os genitores, que seguiam a sua velhice tranquilos e saudáveis, sofrem algum transtorno físico, que os deixa limitados, dependentes. A saúde, que tínhamos como sólida e plena, padece transtornos, exigindo-nos demandas que nem imaginávamos.

O trabalho, nossa segurança financeira e esteio material da família, desaparece frente a uma demissão inesperada. E, com ela, vão embora a rotina do trabalho e a convivência com os colegas.

Todos nós passamos por esses momentos desafiadores, nos quais o equilíbrio e a tranquilidade dão espaço ao incerto e às preocupações. O coração passa a conviver com a incerteza, com o medo, com a insegurança do amanhã.

Esses são dias em que devemos exercitar o aprendizado, virtudes adormecidas, acionar capacidades latentes, atendendo, dessa forma, às exigências que se apresentam. Tenhamos certeza de que esses dias não irão durar para sempre.

Terão o prazo estipulado pela Providência Divina, de acordo com o necessário para nosso aprendizado, a intensidade de nossa capacidade emocional. Nunca as dificuldades assomarão nosso caminho ao acaso, tampouco acima do que possamos suportar.

A Providência Divina vela por nós e provê nossas necessidades, enviando-nos o socorro e o alento de que precisamos. O ditado popular sabiamente nos lembra de que Deus dá o frio conforme o cobertor. Isso assinala que nenhum de nós se encontra desamparado ou desprovido das condições de carregar o fardo que chega.

Se tudo nos parecer demasiado, peçamos o auxílio do nosso anjo de guarda, esse ser espiritual que nos acompanha os passos, conforme designação do Todo-Poderoso. Tenhamos em mente que não nos encontramos sozinhos na jornada.

Assim, em momentos de dor intensa, de conflitos internos, de sentimentos de desamparo, paremos um pouco. Tranquilizemos a mente. Guardemo-nos na oração. Busquemos refúgio em Deus, num colóquio íntimo com Ele. Entreguemo-nos aos seus cuidados, rogando para que nos fortaleça.

Deixemos que Ele tome nosso coração e o ouça, detidamente. Aguardemos as horas, os dias, enquanto, a pouco e pouco, a tempestade se asserena, os tropeços são ajustados na estrada.

E sigamos, confiantes, certos de que a vitória nos compete. Todos os filhos de Deus nascemos para sermos vencedores. Trata-se de uma luz chamada progresso, que nos convoca para o Alto, para os cimos.

Redação do Momento Espírita.

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