terça-feira, 25 de maio de 2021

Consolando sempre.

 


Vivemos na Terra dias de graves dificuldades, especialmente agravadas pela pandemia que se abateu sobre o planeta, desde o primeiro semestre de 2020.

Mudanças de toda ordem aconteceram.

Pessoas adoeceram. Pessoas morreram.

Pessoas em luto choram a partida de seus entes queridos.

Pessoas conseguiram driblar o vírus cruel, mas sobrevivem com sequelas, que lhes atormentam as horas.

Pessoas perderam seus empregos e não encontram solução para os problemas que se avolumam.

São dias de muita dor para as almas, que se encontram sobre a Terra, nesta conjuntura histórica.

Mas, ao mesmo tempo, há muitas pessoas fazendo o bem e procurando levar consolo àqueles que sofrem.

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O vocábulo consolo tem sua origem na língua latina, da junção de duas palavras: com, que significa junto, e solari, que significa suavizar, e também deriva da ideia de solo, chão.

Isso quer dizer que consolar é buscar amenizar a dor do outro ou, dar-lhe um chão.

É comum, na linguagem popular, quando alguém recebe uma notícia impactante, dizermos que a pessoa está sem chão.

Consolar é oferecer esse chão.

Levar aos nossos irmãos uma base sólida construída a partir dos ensinos cristãos.

Pavimentar esse solo com os valores da bondade, da esperança e do amor.

É levar o acolhimento àquele que sofre, com palavras, ideias, sentimentos. Com a nossa presença, mesmo que seja virtualmente.

A situação pandêmica que vivemos não nos permite, muitas vezes, estarmos fisicamente presentes com aqueles que queremos ajudar, aqueles pelos quais nutrimos afeição.

Mas, podemos estar juntos de forma virtual, graças aos abençoados meios tecnológicos.

Jesus, nosso Modelo e Guia, consolou muitas pessoas enquanto esteve entre nós.

Acalentou aqueles que sofriam dores morais.

Levou alívio àqueles que padeciam ante doenças físicas.

Através de suas palavras, semeou esperança e reconforto a muitos desalentados.

Acolheu, com Seu olhar e com Seus braços, os que se encontravam caídos.

Foi Ele quem nos legou o ensino precioso: Bem-aventurados os aflitos, porque eles serão consolados.

E nos acenou com seu acolhimento amoroso: Vinde a mim, vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei.

É a promessa de que todos seremos consolados.

Consolar não é tirar a dor que o outro está sentindo.

Consolar é buscar o entendimento das razões do sofrimento.

É partilhar da fé no amor de Deus.

É possibilitar a compreensão sobre a vida futura.

É propiciar o saber de que as Leis Divinas são perfeitas.

Consolar é semear o chão do outro com estímulos para a resignação, a fé, a calma e a coragem.

É possibilitar a certeza de que tudo passa, nesta vida. Nada é para sempre.

Todos podemos nos tornar esses consoladores que transmitem a renovação do bom ânimo.

Todos temos o poder de pronunciar a palavra que conforta, anima, a quem já está quase desistindo da vida.

Pensemos nisso e não deixemos de oferecer consolo, hoje, agora, enquanto a necessidade se faz presente.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 18 de maio de 2021

Ternura e amor.

 


Um homem, desiludido da vida, foi em busca de um profissional, pois precisava de ajuda para o seu peito oprimido.

Começou dizendo que não amava mais sua mulher, e por isso, queria se separar.

O terapeuta o observou e lhe disse que seu caso era simples, desde que esclarecidos determinados pontos.

Continuou, falando que ele deveria amar sua esposa e tratá-la com ternura.

Inquieto, o homem afirmou que não sentia mais nada pela sua mulher, e que precisava de ajuda para conseguir separar-se dela.

Novamente, ouviu que deveria amá-la com ternura.

Aquele homem, que esperava uma solução simples, prática e plausível, sentiu-se muito desconfortável.

Diante disso, falou o profissional, dando um novo colorido à situação:

Amar é uma decisão, não é apenas um sentimento.

Amar é dedicação e entrega, é ternura e carinho.

Amar é um verbo, e o fruto dessa ação é o amor.

O amor é um substantivo, um exercício de jardinagem.

É preciso arrancar o que faz mal, pela raiz, preparar o terreno, semear, ter paciência, regar, cuidar...

Podem aparecer pragas, vir a seca, nem por isso devemos abandonar o jardim.

Assim, devemos amar nosso par, aceitá-lo, valorizá-lo, respeitá-lo, dar amor e ternura, admiração e compreensão.

Por isso é que o caminho mais correto para o seu caso, é amar.

Ame simplesmente, ame!

E aquele homem, antes desconfiado, agora pensativo, saiu com o firme objetivo de pensar naquela receita: amar é um verbo, uma ação. Amor é um substantivo, um exercício.

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Descartar o que, aparentemente, não mais nos serve e incomoda, é muito prático e conveniente.

Não exige muito, apenas um pouco de coragem e ousadia.

Quando, porém, nossos sentimentos amadurecem e passamos a desejar ao outro o que queremos para nós, tudo muda.

Benditos sejam os que fazem pensar, meditar.

Abençoados os que nos mostram a situação vivenciada sob um ângulo mais claro.

A vida é uma escola, onde as lições de cada dia servem de despertador, para fazer acordar determinadas situações.

Temos necessidade de descobrir os potenciais ocultos em nós próprios.

Sempre é momento de dedicarmos carinho, ternura e amor, a quem compartilha nossos caminhos na vida.

Aprendemos que é necessário fazer o bem na medida de nossas forças.

Mais: que responderemos por todo o mal que resultar do bem que não fizermos.

Assim sendo, não podemos nos considerar inúteis.

Deus está presente em nós.

Busquemos auxílio e auxiliemos nossos amores a crescerem na vida.

Os tesouros de bondade, levamos no coração, para serem espalhados ao nosso redor.

Mesmo que não tenhamos a riqueza da cultura intelectual, sempre podemos espalhar a riqueza dos bons sentimentos.

Podemos não ser imensamente felizes, mas poderemos nos felicitar com o bem-estar que semearmos.

A vida nos apresenta oportunidades a cada novo dia.

Somos filhos de Deus, e estamos mergulhados no Seu amor.

Se ainda não começamos a agir de acordo, sempre é tempo de começar.

A inteligência sem amor nos faz perversos.

A vida sem ternura e amor não tem sentido.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Elogio ao trabalho.

 


Era uma tarde de outono. A senhora saiu de sua casa para atender compromissos nos arredores do bairro.

Foi ao supermercado comprar os alimentos para sua família, passou na farmácia para adquirir o remédio para o filho e, no retorno, comprou lindas flores para enfeitar seu lar.

Próximo à sua casa, encontrou um trabalhador a varrer as folhas que haviam caído e se acumulavam no chão.

Aproximou-se e, de forma delicada, lhe perguntou: O senhor tem ideia da importância dessa sua atividade?

Surpreendido, estranhando a pergunta, não imaginando o que poderia resultar da sua resposta, simplesmente levantou os olhos e olhou para a interlocutora.

Ela continuou: Quero lhe agradecer pelo trabalho realizado com tanto capricho e dedicação.

Obrigado por suas palavras gentis - acabou por dizer o servidor público.

A senhora finalizou:

Saiba que nossa cidade fica ainda mais linda quando o senhor realiza seu trabalho. Sou muito grata pelo serviço que presta a todos que moram neste bairro.

Ela retomou o seu caminho e ele a sua atividade. Mas, naquele dia, de forma diferente, mais feliz pelo reconhecimento que aquele elogio lhe trouxera.

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Elogiar alguém por um trabalho bem realizado pode ser um grande incentivo para a sua continuidade e melhoria.

Pequenos gestos, como um agradecimento, por exemplo, podem ser realizados por nós.

Nem sempre nos damos conta da importância de algumas atividades, que nos beneficiam. A limpeza das ruas não somente coopera com a higiene, também embeleza a cidade.

E o conjunto de muitas pequenas atividades produzem a harmonia da nossa comunidade, do nosso bairro, da cidade.

Agradecer o trabalho que outras pessoas realizam é um exercício de gratidão e generosidade.

Seria interessante que pudéssemos ficar mais atentos a essas pequenas e importantes atividades e criarmos formas de reconhecimento e valorização para os que as executam.

Agradecer e prestigiar as mãos generosas presentes em nossas vidas.

Todos somos capazes de sermos solidários com o trabalho do outro, cooperando até, a fim de não torná-lo mais duro, mais difícil.

O trabalho é lei divina. Todos devemos trabalhar. Todo trabalho é importante.

Podemos exercer nosso trabalho com alegria. Ele nos engrandece. Podemos nos motivar a fazer o nosso melhor.

Podemos incentivar a realização do bom trabalho alheio.

Através dele, podemos exercitar a colaboração de uns para com os outros, um exercício de solidariedade.

Quiçá, a prática de pequenos gestos de amor em direção do outro.

Na oficina do trabalho, todos os esforços merecem reconhecimento.

A partir de pequenos gestos de gratidão e valorização do trabalho daqueles que convivem conosco, poderemos espalhar a gentileza e contribuir para um mundo mais fraterno.

Adicionemos às nossas vidas a prática do elogio sincero àqueles que trabalham de forma zelosa e diligente.

Dessa forma, estaremos cooperando na construção de virtudes em nós mesmos e em todos à nossa volta.

Redação do Momento Espírita.

terça-feira, 4 de maio de 2021

Dores da alma.

 


Quando ainda era acadêmica ouvi de um professor algo que nunca esqueci "quando tudo dói a dor não é física"...

Talvez eu não tenha dimensionado naquele instante a grandeza desse diálogo. Hoje geriatra, vivenciando diariamente a rotina dos meus pacientes, vejo o quanto esse olhar me abriu para compreender cada um que chega com dores por todo corpo; muitas vezes não sabendo nem por onde começar ou sequer explicar como acontece. Ouço com atenção às queixas de dores de cabeça, no estômago, musculares, ósseas, palpitações, náuseas, coceiras...

Depois faço apenas uma pergunta " o que está realmente acontecendo com você? " 

Após um minuto de hesitação e até espanto, a maioria cai num choro convulso e doloroso. Deixo o choro libertador acontecer e então no lugar das queixas álgicas ouço término de relações, perdas de pessoas queridas, problemas financeiros, medos, angústias e ansiedades.... Novamente lembro-me da frase " quando tudo dói a dor não é física"... Não é! A dor é na alma...

Tudo que nos faz mal e guardamos, por um mecanismo de defesa, vai sair de alguma forma... muitas vezes em forma de doença! É nosso corpo físico gritando pelo resgate da nossa alma.... É nosso corpo nos confrontando com nosso eu.... É nosso corpo nos mostrando o que não vai bem.... É nosso corpo dizendo " olhe pra você "

Às vezes é difícil compreender e até acreditar nisso. Normal! Estamos tão mentais, tão obcecados pela objetividade que só mesmo adoecendo, doendo, machucando é que paramos para valorizar nossas sensações e nos perceber. ..

Ninguém gosta de sentir dor, ninguém quer adoecer, todo mundo teme se machucar...

Alertas! Quantos alertas nosso corpo precisa nos enviar para olharmos pra ele, de verdade!

Sejamos mais atentos, gentis e cuidadosos com nosso corpo... Sejamos mais atentos, generosos e amorosos com nossa alma...

Toda dor é real... Toda dor é tratável. .. Todo corpo deve ser templo...Toda alma deve ser leve...

Roberta França  / Medicina Geriátrica.

terça-feira, 27 de abril de 2021

Deus e o silêncio.

 


No mundo há tantas vozes. Vozes que cantam, vozes que alertam, vozes que comandam, vozes infindas que ecoam as mais diversas palavras, fruto de incontáveis pensamentos.

Entretanto, palavras são prata. O silêncio, por sua vez, é ouro, ensina-nos o provérbio.

Relatam os Evangelhos que Jesus, inúmeras vezes, retirava-se para, no silêncio, conversar com Deus.

Em busca do progresso, meio pelo qual alcançamos a paz e a felicidade, tamanhas são as nossas dúvidas; grandiosas, as incertezas; incertos os passos.

Entretanto, o mundo é gigantesco para a todos nos envolver e é pequeno o suficiente para caber dentro de nossos corações. No Espírito do homem está o espírito do mundo.

E, para compreendermos o mundo, exterior e interior, necessitamos do silêncio. Para nos autoiluminarmos, dele somos necessitados.

Ouçamos nosso silêncio. Percebamos a harmonia entre nós e aquilo que nos cerca, dos desertos às pradarias floridas, das dores às alegrias.

É no silêncio que encontramos a melhor imagem de nós mesmos e alçamos o mais profundo de nossos corações. Ali Deus habita. Sintamos Sua presença. Silenciosos, ouçamos Seu falar.

A fala do Pai é mansa, é doce. Pétalas suaves que, delicadas, tocam o cerne de nosso ser.

Ouvindo-O, encorajamo-nos, encontramos esperança na desilusão, luz na escuridão, valor no perdão.

Escutando-O atentamente temos a certeza de que as nuvens escuras que, porventura, ocupam os céus de nossa alma vão seguramente passar.

O sol, todavia, que se esconde por trás delas, não passará jamais.

Assim, temos ânimo para novamente sorrir, coragem para vencer os desafios diários, segurança para deixar o homem velho para trás e construirmos o homem novo, objetivo maior de nossa existência.

É no silêncio que curamos nossas mágoas, que combatemos as más intenções que nos impedem de seguir, que nos livramos dos maus pensamentos que nos tiram a paz, que espantamos as más palavras que nos conduzem a dolorosos arrependimentos.

É no silêncio que nos tornamos mais sábios, pois ouvimos a voz de nossa própria consciência.

É no silêncio que o Espírito em marcha desperta, floresce, vislumbra o mundo, prepara-se para os desafios que lhe são próprios frente às responsabilidades intelecto-morais.

É no silêncio que nos encontramos conosco mesmos e com Deus.

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Pai de todos nós, permite-nos que Te ouçamos no mais solene silêncio de nossos corações.

Que, por meio do silêncio, a acústica de nossas almas vibre em comunhão perfeita Contigo.

Que, em nossas dores, em nossas alegrias, em nossas angústias, em nossa resignação, saibamos guardar o devido silêncio, a fim de Te louvarmos.

Que o silêncio seja, Senhor da Vida, nosso elo mais profundo de ligação e que seja ele a nos lembrar que Tu não és o Pai que habita distante, nos céus. Antes, Tu és Aquele que habita o mais íntimo de cada um de nós.

Silenciemos. Ouçamos a Voz de Deus a falar, a ensinar, a consolar, a cantar a mais harmoniosa melodia dentro de nós!

Redação do Momento Espírita.

Doe Sangue

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